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circulodefogoPacific Rim (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Guillermo Del Toro foi beber na fonte da séries de tv japonesas que fizeram sucesso nos anos 80, como Ultraman e Ultraseven, heróis-robôs lutando contra monstrengos, sempre salvando a humanidade. E como nessas séries, há uma divisão clara, de um lado as sequencia de ação, as lutas entre os robôs-gigantes (os Jaegers, pilotados por humanos) contra monstros que deixam o Godzilla pequeninho (Kaijus).

E essa divisão é descomunal, as lutas pelo Pacífico ou nas cidades litorâneas daquele oceano chegam a um grau de perfeição e realismo que a pergunta deixa de ser “como podem melhorar?” para “aonde vamos agora?”. O realismo é indescritível, realmente parecem ter sido filmadas, e não computadorizadas. Mas, o filme não são apenas os robôs, há um roteiro que explica a presença dos monstrengos e toda a movimentação político-militar para que o planeta se proteja.

E, toda e qualquer cena em que haja um ser humano envolvido, são marcadas por diálogos óbvios, que insistem em explicar o que está claro, é a utilização desenfreada dos clichês, como se só eles não bastassem para a compreensão do filme. Conflitos esdrúxulos, superações pessoais e a trilha sonora a favor de momentos ainda mais melosos e eloquentes. Eis o momento no cinema em que as máquinas superaram, e em muito, as pessoas.

The Ledge (2011 – EUA)

Sabe aqueles filmes em que voce se divide, quer gostar e não consegue. Não quer gostar e acaba gostando. Cria um dilema. Não há nada de especial, pelo contrário a direção de Matthew Chapman é como manda o figurino, takes médios, sem nenhuma marca autoral, o filme é totalmente focado em contar uma história, um triangulo amoroso. E ainda incorporar fortemente o tema religioso, um pragmático-racional (Charlie Hunnam) e um católico fervoroso (Patrick Wilson) colocam suas opiniões, nunca chegam ao convencimento, e ainda acabam disputando o coração de uma mesma mulher (Liv Tyler). Incorpore ainda homossexualismo e fé, passados trágicos, tudo para carregar nas cores dramáticas (desnecessário, o mote religioso e o triangulo amoroso sustentam bem a história).

Acho que esse é o dilema, seria um filme banal porém eficiente, os adjetivos que a trama desenvolve além trazem carga, porém pouca relevância efetiva. Acaba pesando contra, e ainda há a vida particular do policial (sim, temos um policial (Terrence Howard) com sérios problemas domésticos tentando evitar um suicídio, e os problemas dele atravancam o flashback que explica as razões do suicida estar à beira de pular daquele prédio). Parece confuso, na verdade não é, o resultado é como uma garota que abusou um pouquinho na maquiagem, mas não chega a parecer um pavão. A verdade é que o triangulo amoroso te envolve, sem cenas inesquecíveis de romantismo, porém ele está lá, e isso até consegue fazer a diferença.