Posts com Tag ‘Chris Hemsworth’

Hacker

Publicado: julho 29, 2015 em Cinema
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hackerBlackhat (2015 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

O insucesso de seu lançamento nos EUA jogou o filme diretor para home vídeo no Brasil, mesmo tendo Chris Hemsworth encabeçando o elenco. Soa muito como uma variação de Miami Vice, desde o romance do protagonista com uma oriental (aqui Tang Wei), e mais principalmente nas obsessões mais latentes de Michael Mann. Troca-se a quadrilha de tráfico de drogas por hackers, as metralhadoras dividem espaço com vírus e notebooks.

Mann não é adepto de roteiros elaborados, seus thrillers são carregados de emoção pela atmosfera, ou pela própria angustia dos personagens. Aqui, não é diferente, a estrutura simplificada (hacker caçando as pistas de onde está outro hacker) está disfarçada pela caçada global, os policiais e as discussões sobre jurisdicação mundial. Se o roteiro é essa formalidade no cinema de Mann, e sua forma de filmar é o vislumbre de seus adeptos, Hacker me parece menos inspirado. A proximidade com Miami Vice, as peripécias exageradas de um hacker (esse nerd brutamontes metralhando inimigos), nem são a problemática.

A tentativa de mergulhar no mundo dos bytes, sinais luminosos invadindo os mainframes, ainda não se acertou nos filmes de crimes cibernéticos. Mann fica no meio-fio, nem tão técnico (nos assuntos da informática), e nem tão explícito na solidão que afronta seus personagens. Ainda filma cenas de tiroteiros, como poucos, mas Blackhat parece um filme mais bruto na ação, claro no romance, mais próximo de um trabalho típico do gênero.

vingadores2aeradeultronAvengers: Age of Ultron (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Passada a novidade do encontro dos heróis da Marvel, num mesmo filme, e das sequencias dos filmes individuais, chega a hora do novo encontro dos Vingadores, e surge uma pergunta: Até quando os filmes permanecerão tão iguais? Porque, se teremos uns três filmes por ano, dessa turma, há que se apresentar algo além, ou o público-pipoca se contenta com o humor característico e as expressões de efeito dos heróis diante dos vilões?

Criou-se um ciclo vicioso. O humor de Tony Stark (Robert Downey Jr) precisa estar presente nos demais heróis. O timing humorístico já não é o mesmo porque a fonte seca. Por isso, exceto as brincadeiras com o martelo do Thor (Chris Hemsworth), o rsto não funciona, mas passa batido dentro da farofada que Joss Whedon segue comandando.

O tema inteligência artificial parece a bola da vez em Hollywood. Primeiro foi o esquecível Chappie que retoma a ideia, e agora os Vingadores sofrem também com este advento (em breve teremos o novo Exterminador do Futuro). Ultron (James Spader) e Visão (Paul Bettany) são inserções interessantes ao mundo Marvel, porém ficam de escanteio, em detrimento as farpas trocadas entre Homem de Ferro e Cap. America (Chris Hemsworth), o romance complicado entre Hulk (Mark Ruffalo) e Viúva Negra (Scarlet Johansson), ou a tentativa de dar protagonismo ao Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). A franquia parece mais preocupada em dar suporte aos próximos filmes, do que se estabelecer como um filme interessante. Prefere ser pura farofa.

rushRush (2013 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A temporada de 1976 da Fórmula 1 foi realmente cinematográfica. Se a rivalidade entre dois pilotos é comum, todos anos, na disputa pelo título, ingredientes como um acidente quase mortal e a última corrida só definida na última volta foram o ápice para aquele campeonato se tornar inesquecível.

Ron Howard tranforma aquela disputa num filme sobre rivalidade, para isso ele toma a liberdade de alterar alguns fatos e focar, especificamente, na rivalidade de dois homens, de dois competidores. De um lado o frio e perfeccionista austríaco Niki Lauda (Daniel Brühl), de outro o playboy inconsequente James Hunt (Chris Hemsworth). O roteiro cria essa rivalidade desde as categorias inferiores (uma das alterações da realidade), faz da disputa algo além das pistas, tornando a rivalidade cada vez mais pessoal.

Interessante como Howard trata a narrativa das corridas, misturando as cenas dos carros e ultrapassagens com de peças do carro funcionando, como pistões, por exemplo. Isso dá dinanismo, e foge do convencional. Se bem que convencional é um adjetivo que se encaixa bem ao estilo do diretor, praticamente criando um documentário filmado, com atores em atuações fenomenais, mas sem qualquer pegada autoral, optando sempre por diálogos que possam explicar o que já está implicito.

Mas, há no filme esse lado intrigante da rivalidade. Essa coisa de quanto podemos crescer e melhorar se temos um norte, uma disputa, alguém nos fazendo alcançar os limites, ser melhor. É nesse lado que Rush se sai melhor, a obsessão de dois talentos natos, a reinvenção dentro de si mesmo. Niki Lauda e James Hunt tiveram seus nomes marcados pela história da F1, e mesmo com essa condução translucida e apática de Ron Howard, essse capítulo especial acaba registrado de forma convincente.

osvingadoresThe Avengers (2012 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Que grande farofa cozinhada pelo diretor Joss Whedon. Mas, como nas propagandas das Facas e da meias resistentes: “não é só isso”. A farofa é bem encorpada, tem tomate, linguiça especial, ovo, e outras iguarias pouco comuns. O plano da Marvel foi claro, lançar filmes, independentes de seus heróis, e depois uma franquia que os uma. O futuro promete que os filmes independentes também dialoguem com a franquia principal, garantindo assim mais bilheteria. Se alguns filmes deram certo (Homem de Ferro), outros fracassaram (Hulk, por exemplo foram duas tentativas e nada, só que dessa vez, Mark Rufallo foi quem roubou a cena e pode trazer nova vida ao Hulk).

osvingadores2

E nesse foi momento de unir os Vingadores através da S.H.I.E.L.D, prevalece, acima de tudo, o humor de Tony Stark, multiplicando aos demais. Deixando que as explosões ocupem o resto da história. Sinto falta de uma preocupação mais forte com vilão (Loki), e com uma história que não fosse plausível apenas com extraterrestres (porque desse modo ficou fácil). Mas, se o cinema é capaz de criar um produto para se saborear com pipoca e diversão, os Vingadores é o exemplo máximo.