Posts com Tag ‘Christian Bale’

agrandeapostaThe Big Short (2015 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Adam Mckay revisita a crise econômica de 2008, ocasionada pela bolha imobiliária americana que deixou milhares de pessoas sem casa, alguns chegaram a morar dentro do próprio carro. Num tom irônico dramático, o filme segue algumas pessoas-chave, que perceberam, anos antes, que o castelo de cartas desmoronaria, via o desenfreado crédito imobiliário e a podridão de alguns fundos. A ganância financeira doeu no bolso da classe média.

Com utilização contante de zoom e montagem picotada, trilha sonora marcante (Led Zeppellin e Nirvana), além de personagens conversando com a câmera para explicar ou ironizar o sistema, McKay acerta no tom explicativo-satírico, abordando esse universo financeiro que parece tão complicado e distante de tantas pessoas. Quando a conversa sobre swaps e subprimes se complica, surge um corte para Selena Gomez ou Margot Robbie explicarem fundamentos, sempre em tom irônico, e ambiente completamente avesso a aquele em que os engravatados falam em milhões e carregam, ou não, o peso do mundo sob as costas (personagem de Steve Carrel).

Ao construir personagens além da simples relação deles com o mundo financeiro, o roteiro (favorito na disputa do Oscar) ajuda na quebra desse paradigma das complicações financeiras, o excêntrico com olho de vidro (Christian Bale), ou banqueiro feroz (Ryan Gosling), ou os qu esse aproveitam do sistema mesmo enxergando a podridão (Brad Pitt), dessa forma dando vida a esse mundo de números e cifras milionárias e crimes sem empunhar armas.

oexterminadordofuturo5Terminator: Genisys (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Partimos da máxima que desde James Cameron a franquia nunca mais foi a mesma. Pudera, da ideia original, a partir de um sonho de Cameron, à criação da figura icônica do Exterminador (Arnold Schwarzenegger), criou-se uma das franquias milionárias de Hollywood. A ideia inicial vai de encontro a um dos grandes temores da humanidade (que já vem desde 2001 de Kubrick), a inteligência artificial fugindo de nosso controle. De quebra, gerando uma guerra entre máquinas e humanos, com direito a viagens no tempo para mudar o futuro dos fatos. Outro aspecto importante dos filmes é de marcarem suas épocas, tanto tecnologicamente, quanto em estilo. O primeiro é tão anos 80, o segundo pega muito da vibe Guns N’ Roses, que tomava o mundo do rock (presente na trilha sonora).

Cameron teve ainda a grande sacada de transformar o vilão apavorante do primeiro filme, em novo aliado de Sarah e John Connor. O Exterminador passa a defendê-los contra exterminadores mais modernos, Schwarzenegger vira o ícone que já se projetava. Mas, Cameron pulou do projeto após o segundo filme, e os seguintes não estão à aultura. Porém, eles mantem a estrutura dos personagens, e percorrem épocas, sem perder a linha lógica, que havia sido arquitetada. No primeiro o exterminador vinha aniquilar a mãe (Linda Hamilton) do futuro líder da rebelião, no segundo o alvo era John Connor já adolescente. A cada volta no tempo, pequenas mudanças no futuro.

O terceiro capítulo foi dirigido por Jonathan Mostow, mesmo sem brilho, ainda Schwarzenegger, o único remanescente. A dominação da Skynet foi adiada, não solucionada, a guerra efetivamente começou. O quarto capítulo (A Salvação) transforma realmente John Connor (Christian Bale) num soldado, longe da fragilidade que Cameron pregava. Dirigido por McG, ainda mantém a base sólida dos Connor’s e Kyle Reese (Anton Yelchin). Dessa vez é a vida de Reese que precisa ser protegida, a saga vai transformando a figura de John Connor como a única salvação da humanidade. Os dois últimos capítulos se apresentam mais genéricos como filmes de ação, vivendo apenas da herança de história deixada, ainda que consigam manter a chama do charme dos personagens.

A cada novo filme, as expectativas de uma grande “bomba” se renovam. Nenhum deles chega a esse status, mesmo após mais de 30 anos. Alan Taylor é o diretor do quinto episódio da franquia, e mantém a escrita. Schwarzenegger volta, com explicações para seu envelhecimento, mas a questão central é outra. Ainda que siga a linha lógica (e cronológica da saga), inclusive retomando cenas e acontecimentos do primeiro filme. Há uma quebra no tripé Sarah-John-Kyle, não só na mistura da trama (à la De Volta para o Futuro 2), mais efetivamente na estrutura mocinhos e vilões. De resto, Taylor repete a incapacidade dos filmes, que não tiveram Cameron, em não renovar, muito menos ousar. Outro filme de ação típico, que sobrevive do resgate dos primórdios da franquia. O público vai seduzido pela memória afetiva, e encontra outros atores, quase os mesmos personagens, máquinas e explosões, só que com interpretações pífias e a tentativa de transformar “Get Out” no novo jargão imortal que “I’ll be back” ou “Hasta La Vista” se tornaram.

Êxodo: Deuses e Reis

Publicado: dezembro 24, 2014 em Cinema
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exodoExodus: Gods and Kings (2014– EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

De carona nas diversas versões, e discordâncias, da vida do personagem bíblico Moisés (Christian Bale), o cineasta Ridley Scott apresenta mais um de seus filmes épicos, de cenas majestosas e grandiosas. A primeira metade é enfadonha, a relação fraternal entre Moisés e o futuro faraó do Egito Ramsés (Joel Edgerton) carrega a narrativa de sequencias e diálogos que sofrem de uma dramaticidade emplastada.

O filme entra no ritmo quando Moisés descobre sua origem, vai viver como pastor numa zona rural, até Deus (na figura de um menino) lhe pedir que ele comande a libertação do povo Hebreu (escravos dos egípcios). Quando surgem as 10 pragas que o 3D mostra a que veio, a invasão de insetos, sapos, dá dimensão do horror, da fome, do desespero.

Por mais que Deus esteja nos diálogos, nas aparições, Scott e sua equipe suavizam sua presença, sua adaptação livro bíblico traz elementos da ciência, ou possibilidades menos “espetaculares” dos fatos. Principalmente na abertura do Mar Vermelho, o cajado é substituído pela espada, Moises como um verdadeiro soldado, maas é espetacular toda a sequencia de perserguição e cruze do Mar Vermelho. Seja na força das armas, na chegada das bigas egípcias, na abertura das águas.

É novamente a necessidade de tornar fatos históricos em filme de ação, ou personagens não necessariamente dessa estirpe, ainda assim Scott entrega um produto que utiliza bem todas suas escolhas, licenças poéticas, e se aproveita dos recursos técnicos em prol do cinema, mesmo que tudo isso fique concentrado na hora final desse filme quase interminável.

trapacaAmerican Hustle (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Você dá uma olhada no trailer, nas fotos de divulgação e tem a sensação que David O. Russel realizou um filme cool. A pose ao andar de Christian Bale e Amy Adams (ótimos, mais uma vez), os figurinos lindíssimos, anos 70, a trilha sonora, tudo. Impressão cairá por terra em poucos minutos.

Russel não é Martin Scorsese, mas tenta ser (até DeNiro volta à tona para auxiliar nessa missão). A trama policial lembra, um pouco, os filmes de mafiosos de Scorsese. Entretanto, Russel é puritano, convencional ao extremo, não permite que a sexualidade desabroche naturalmente, ou que o universo golpista dos protagonistas seja romântico (ao menos). Ele julga, condena, e seus personagens estão lá, vivendo em crise com a mulher (Jennifer Lawrence histérica), e completamente amordaçados pelo envolvimento com a polícia (Bradley Cooper).

trapaca2Falta frescor, falta inspiração. É tudo muito lindo de se olhar, mas enfrentar as mais de 2 horas de filme parecem um martírio interminável com tantos diálogos frouxos e romances mal arranjados. Russel ainda tenta manter a verborragia de seus trabalhos anteriores, até a presença de uma família grande, com aquele bando de irmãos tontos é tímida. E por essa insistência que o diretor cria suas próprias amarras, cheio de papos chatos e pretensiosos de falsos falastrões.

The Dark Knight Rises (2012 – EUA) 

Nada na carreira de Christopher Nolan se compara, em grau de grandiosidade, com este terceiro capítulo da saga de Batman (dizem ser o último, mas ficaram tantas questões e possibilidades abertas que fica difícil acreditar que seja mesmo o fim). O tom é de definição, de eloquência, tudo é faraônico. A história recomeça oito anos após o filme anterior, Gotham City (imagino eu nunca foi tão assumidamente NY) se tornou uma cidade pacífica, Batman desapareceu (até por falta de necessidade), o ricaço Bruce Wayne vive recluso.

Intrigas político-economicas e um vilão bombado, Bane (Tom Hardy), são as armas de Nolan para retomar o caos em Gotham. Mas como disse, dessa vez a gradiosidade é ilimitável, guerra civil e explosões por cada canto da cidade são apenas algumas das artimanhas poderosas do filme. A verdade é que o filme tenta não perder o folego, nesse quesito o som (e a trilha) são fatais, criando situações-climax a torto e a direito (principalmente nas revelações finais). Parte do público nem se contém, tamanha vibração.

Ainda há espaço para a sensualidade com Anne Hathaway numa irresistível mulher-gato (por mais que nunca seja batizada assim), e também para sequencias dramáticas exageradas, carregadas, realmente fracas (e nisso, a comparação com o Coringa de Ledger torna ainda mais sofrível tais cenas. Marion Cotilard e Tom Hardy, coitados). O desfecho parecia perfeito, Nolan estava prestes a fazer um golaço, mas peca um pouco depois da explosão-crucial, cria história onde não precisaríamos e perde a oportunidade de fechar com coragem essa trilogia.

Um filme de super-herói que pretende ser “humano”, fora das possibilidades tecnológicas, que deseja acreditar em superação, em insistir no sombrio e apostar na moralidade, Nolan vai muito bem quando enlouquece com cenas de ação impressionantes, e se enrola nos meandros da história.

The Fighter (2010 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Filmado nos moldes de um documentário para a HBO, o filme de David O. Russel encaixa-se muito bem no formato. Nem tão convencional, contando a vida de dois irmãos boxeadores, o mais velho e problemático, Dickie (Christian Bale numa atuação estupenda, de cair o queixo) é o responsável pelos treinamentos do mais novo, Mickey Ward (Mark Wahlberg).

Irmãos com personalidades completamente diferentes vivendo sob a influência de uma família completamente destrutiva (uma mãe dominadora e interesseira e meia dúzia de irmãs burras-chiclete). Russel quer atingir a espinha dorsal dessa família americana média, consegue sem grande objetividade.

A vida sofrida, a guerra familiar, as crises com a namorada, tudo parece pequeno quando envolve apenas Mickey e sua personalidade passiva, a explosão é toda dada com Bale que a cada aparição toma conta das cenas, devido a sua atuação eclipsada pela admiração que o irmão nutre por ele (resumindo Bale acerta e os demais personagens ajudam, prova disso são as reações ao documentário exibido na tv sobre Dickie).

The Prestige (2006 – EUA/RU) 

Brincar com o tempo é um dos passatempos preferidos do cineasta Christopher Nolan. Em seus filmes, freqüentemente os flashbacks são de importância vital, o tempo em idas e vindas, e aqui não é diferente, na história de dois mágicos obcecados. E como foco de sua obsessão, a fama e o poder, colocam-se em segundo plano, em detrimento de uma rixa estabelecida entre Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale). De aprendizes a oponentes, que não medem esforços para prejudicar ao outro, roubar seus truques e ferir da maneira mais leviana possível. Nolan transforma a mágica numa obsessão compulsiva após um acontecimento mal-explicado leva à morte da esposa de um deles. Família, amor, dinheiro, nada é tão importante quanto a disputa mortal travada pelos promissores mágicos londrinos, nada perdoa nem seus entes queridos Cutter (Michael Caine), Sarah Borden (Rebecca Hall), e a pivô de muita discórdia Olivia Wenscombe (Scarlett Johansson).

Mesmo fazendo de maneira convencional, Nolan sabe impor ação e principalmente dar cadência à sua narrativa, sempre privilegiando roteiros engenhosos e bem arquitetados, o cineasta perde-se na grandiloqüência do próprio roteiro que escorrega feio nos últimos vinte minutos com soluções mirabolantes e outras pouco interessantes. O desejo de sempre oferecer um final inventivo e inesperado nem sempre surte os efeitos desejados, e pode transformar grandes truques em mera formalidade estilística.

The Dark Knight (2008 – EUA) 

Christopher Nolan dirigiu um filme alucinante. O assalto a banco, da primeira cena, é apenas o prefácio de um filme longo, que passa num tiro. Duas horas e meia que não se dá conta que se foram, tamanha agilidade na narrativa e capacidade de entreter. O cineasta britânico esquematizou seu filme em dois alicerces: roteiro e cenas de ação. No roteiro criou uma série de acontecimentos que oferecem ramificações, não só para esse filme, como para suas continuações, explicações para as origens dos vilões, pequenas aparições de vilões anteriores, isso sem perder o foco no homem da vez: Coringa.

Contudo, Gotham está infestada de mafiosos, e surge um promotor incorruptível que pretende colocar atrás das grades os bandidões, eis a figura de Harvey Kent. No meio disso, a continuação tão frágil do caso de amor de Bruce e Rachel, dessa vez um triângulo.

Se o roteiro dá cabo de toda essa série de coisas acontecendo, as seqüencias de ação são realmente eletrizantes, porém Nolan acelera tanto que há cenas em que se torna impossível distinguir o que está acontecendo, é pancadaria deliberada sob a noite sombria de Gotham. Aliada a canastrice cada vez mais exagerada de Christian Bale, temos um terreno completamente livre para Heath Ledger brilhar, e como brilha. Seu Coringa é um debochado, um genioso e astuto ladrão, daqueles que nunca tem nada a perder, e suas idéias infalíveis parecem vindas dos HQ, e dos desenhos infantis que marcaram minha infância. A lentidão no modo de falar, as expressões, Ledger barbarizou. A cena do interrogatório, desde já antológica, coloca todas as cenas de ação no bolso (isso sem falar nele vestido de enfermeira).

Há ainda duas discussões que Nolan teima incessantemente, uma é a discussão do herói, a necessidade da população em ter figuras cristalinas para focar suas esperanças, e essa lenga-lenga cansa. Outro ponto são as bombas colocadas em dois navios que tenta coloca um alento na discussão da alma humana, o egoísmo, e tantos outros valores que, num momento tão “delicado”, como aquele, são colocados a prova de maneira tão leviana, e com um resultado tão clichê.

A verdade é que O Cavaleiro das Trevas é uma epopéia épica inesquecível, um exemplo típico da magnitude que seu cineasta vem tomando, mas cuja interpretação de Ledger torna-se algo tão indescritível e atordoante, que mesmo seus tons exagerados são engolidos pela capacidade de criar sequencias de um exímio apuro técnico.

The New World (2005 – EUA) 

O melhor do filme de Terrence Malick está no primitivo. Ninguém melhor do que ele soube dar ao público a sensação de descoberta, de invadir a mata virgem e selvagem. E o público totalmente desprevenido do que os olhos irão avistar. Longos planos pela paisagem, sobre rios e lagos, dentro da floresta intacta. São momentos contemplativos, imagens a se admirar, um espetáculo fabuloso de cores, formas e sensações. Chegamos ao novo mundo.

Uma expedição aporta em 1606 em Virginia, a fim de povoar o lugar. Confronto com os nativos, falta de mantimentos, a proliferação de doenças, brigas internas pelo poder, são inúmeros os problemas enfrentados pelos homens enviados pela monarquia britânica. O Cap. Smith é capturado pelos nativos, e ao invés de ser sacrificado passa a viver com os índios e aprender seus costumes, a filha preferida do cacique apaixona-se por ele. Temos aí a lendária história de Pocahontas.

Esse mistério sobre o incógnito, promovido por Malick, instiga o efeito de nos fazer viajar pela imaginação. Deixemos um pouco de lado a idéia de reconstituir fatos e celebrar nomes, e passemos a saborear o prazer de se embrenhar pelo desconhecido, vislumbrar a natureza em sua forma mais pura. O cinema de Malick mostra-se muito mais forte por sua forma do que pelo contexto, aliás, quando o filme perde um pouco dessa contemplação da natureza e passa a concentrar-se na história desse amor desfragmentado é que tudo passa a ser levemente maçante. Mesmo mantendo sua forma, os olhos não se interessam tanto por aqueles sentimentos patinando, o romantismo escorrendo, o bom-mocismo, e as vozes em off que teimam em tentar explicar desnecessariamente a alma de seus personagens.

Batman Begins (2005 – EUA) 

Christopher Nolan reinicia a saga de Batman no cinema, pautando a história sob o medo, conduzindo o super-herói pelo processo de desmistificação de seus pesadelos. A lenga-lenga (para alguns) do início, que compreende a morte dos pais e a fase em que Bruce Wayne aprende artes marciais, e principalmente o processo de autoconhecimento, por mais bem colocada no contexto, chega a ser aborrecedora. Muito da culpa é do próprio Christian Bale, e sua face de canastrão. O rapaz equilibra-se entre o preciso e o não convincente, além de algumas das razões de seu personagem serem inconsistentes. Outra opção de Nolan foi a descentralização do vilão, temos três em níveis diferentes, o Espantalho, que deveria ser o principal, perde terreno para o carismático personagem de Liam Neeson, e por mais aterrorizante que possa parecer deixa o embate derradeiro para o líder da Liga das Sombras na cena do metrô.

A preocupação em rechear o filme com coadjuvantes de luxo tem acertos e exageros, Ken Watanabe entra apenas com seu nome, enquanto Michael Caine esbanja desenvoltura, e um típico humor britânico impagável (que não funciona com outros atores). Katie Holmes é um poço de graciosidade, porém em momento algum o romance com Wayne decola (não por culpa da moça). São essas pequenas coisas que diminuem o impacto do filme que promete reiniciar com sucesso a história cinematográfica do homem-morcego.

No quesito ação, não há nada a se queixar de Nolan. O diretor oferece esse lado extremamente humano de Batman, essa ausência de superpoderes que é substituída por armas mirabolantes, tornando assim o personagem mais próximo do público, quase algo crível. O batmóvel aparece para arrepiar os fãs, com um estilo bem diferente daquele usual, quase um tanque de guerra. As lutas têm cortes bruscos demais, mesmo assim funcionam com precisão milimétrica na arte de entreter. Nolan se notabilizar por ums dos maiores criadoes de entretenimento do cinema atual. O clima dark de toda a narrativa oferece aos morcegos função  chave para o surgimento de Batman, mas pode representar o tom dessa criação autoral de Nolan.