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It Comes at Night (2017 – EUA) 

Após a elogiada estreia em Krisha, o diretor Trey Edward Shults surge com um filme que vaga entre o terror e o thriller psicológico, com grau de elogios que já coloca seu nome em destaque. E, assim como seu longa anterior, esse aqui oferece elementos interessantes, mesmo que dentro de um contexto que já vimos antes.

Os personagens vivem um momento caótico, trancafiados numa casa na floresta, Paul (Joel Edgerton), sua esposa (Carment Ejogo) e o filho adolescente (Kelvin Harrison) sobrevivem entre a segurança de uma rotina restritiva e aterrorizado pelo desconhecido, enquanto uma estranha doença mortal ronda a região. A trama realmente se configura com a chegada de um estranho (Christopher Abbott) e se estabelece o clima de desconfiança que se torna a grande atmosfera conduzida por Shults.

Do medo do desconhecido, relativamente controlado fora de casa, adiciona-se agora o medo do estranho que agora está dentro de sua “fortaleza”, e nesse clima de desconfiança e parceria que tenta se reestabelecer as relações sociais entre parentes e hóspedes. Tensão sexual, questões raciais, panos de fundo que podem ser levantados, enquanto Shults mantém-se assustando o público com cenas entre a penumbra e a luminosidade tímida.

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james-whiteJames White (2015 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

O diretor estreante Josh Mond é da mesma turminha de faculdade de Sean Durkin (Martha Marcy May Marlene) e Antonio Campos (Depois da Escola e Simon Killer), juntos formaram a Borderline Films. Um produz o filme do outro. Além da presença constante em Sundance, há muitos pontos em comum entre os dramas de seus filmes, juntos convergem num tipo de cinema jovem, de arcos dramáticos semelhantes, e que tem caído nas graças da critica americana.

O personagem desajustado da vez é James White (Christopher Abbott). De cara enfrenta a velório do pai, mas rapidamente o filme entrega o desequlibrio emocional do jovem, de vida noturna constante, de vícios químicos e alcoolicos, e das dificuldades financeiras em face da dificuldade em conseguir emprego. A câmera de Mond é marcante, muitas vezes em Steadycam em plano fechados, que dão cabo da urgência e descontrole do protagonista.

Porém, fora esse jogo de imagem representar o estado de espírito do personagem, o filme de Mond é bem convencional deste tipo de persona. O destempero em acessos de violência, a perturbação e a violência, é tudo muito caro, cinema realismo, mas que não chega a ser inventivo. É um cinema engajado, que transpira suas próprias contruções, e que olhado como um conjunto de filmes (da Borderline) traz um perfil perturbador da juventude dos anos 2000.