Posts com Tag ‘Christopher Lambert’

osicilianoThe Sicilian (1987 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Em muitos pontos a filmografia de Michael Cimino me faz lembrar Coppola, também na fase da Nova Hollywood. Ambos filmaram a Guerra do Vietña, ambos adaptaram Mario Puzo em histórias envolvendo máfia, a Sicília. Há outros filmes de Cimino que tem algo do clima de O Poderoso Chefão, talvez Cimino seja mais virtuoso no ato de filmar, porém mais próximo do cinema de ação.

Christopher Lambert (sempre fraquinho) encarna Giuliano (personagem verídico que agia como Robin Wood nas minhtanhas da Sicília). O roteiro apresenta ascenção e queda, a proximidade com o povo, a ingenuidade do ego inflado e a sabedoria dos verdadeiros mafiosos em manipularem-no. Cimino dá sinais de seu estilo em alguns momentos, aproveitando, por exemplo, na visão árida das montanhas. Porém, de forma geral, pelas atuações irregulares, ou pela condução quem esboça um western, mas se apresenta apenas como um filme que adapta as ideias do livro, de forma pouco inspirada.

Subway

Publicado: outubro 29, 2002 em Cinema
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subwaySubway (1985 – FRA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Luc Besson narra o romance de Fred (Christopher Lambert) e Hélèna (Isabelle Adjani), do submundo do metrô parisiense, numa espécie de sub-sociedade repleta de marginais, traficantes e golpistas. Ele, um especialista em arrombar cofres. O assaltante penetra numa festa, em uma mansão, e consegue a façanha de fugir com alguns documentos, levar a Mercedes do proprietário da mansão, e ainda se apaixonar pela esposa do assaltado (Hélèna). Durante a perseguição Fred refugia-se no metrô, entre as galerias encontra os tipos mais estranhos como o assaltante patinador, o florista traficante, músicos do submundo e outros com suas esquisitices.

Fred arma um plano para atrair Hélèna às galerias do metrô, prometendo devolver-lhe os documentos roubados em troca de dinheiro. Hélèna, que não anda satisfeita com seu casamento,  passa a perseguir Fred pelas galerias e conhecer essa realidade oculta. Entre capangas e policiais, o casal passa a viver uma espécie de atração irresistível. Talvez seja o filme mais cult de Luc Besson, que usa muitas inovações visuais, como os cortes de cabelo de Isabelle Adjani e Christopher Lambert, oferecendo uma estética diferente e peculiar. Mas o filme é confuso, sem vibração, um pouco burocrático. Por mais que Adjani e Lambert estejam muito bem, a excentricidade de Fred aflora em seu olhar, em seu cabelo, em tudo, ainda assim o desenvolvimento dos personagens é pouco profundo.