Posts com Tag ‘Christopher Lee’

ohobbit3The Hobbit: The Battle of the Five Armies (2014 – NZL) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Nítida sensação de cansaço com a Terra Média e seus povos. O último capítulo da saga é de batalhas sem fim, anões, elfos, orcs e etc travam batalhas simultâneas. Outro show de efeitos especiais para Peter Jackson e sua turma, falta dramaturgia, falta aquele cinema que não é feito no computador. Ser o melhor da trilogia não chega a ser mérito, o sucesso não chega aos pés da trilogia Senhor dos Anéis, culpa da repetição, do cansaço do público, afinal, a fórmula apenas se repete. Seis filmes, com mais de 2-3 horas cada, é de uma quantidade de informações repetidas que só poderia provocar desgaste no público. Obviamente que é lucrativo, mas, desde que se transformou nessa monstruosidade de um anova trilogia, que ficou nítido a necessidade de caça-níquel, mesmo que não houvesse material bastante a ser trabalhado.

avidaprivadadesherlockholmesThe Private Life of Sherlock Holmes (1970 – ING) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

O título exemplifica bem, acima dos casos decifrados com sagacidade e eficiência pelo detetive Sherlock Holmes (Robert Stephens), o filme é mais sobre a vida íntima dele, a relação com Dr. Watson (Colin Blakely), ou a empregada, e o tédio quando da ausência de desafios a sua mente. É interessante como Billy Wilder invade a casa de Holmes, entre suas engenhocas e o vicio de drogas, enquanto Watson resmuga e tenta protegê-lo da monotonia.

O humor ingênuo dos filmes americanos de Wilder, ganha maior refinamento britânico, mas não alcança essa coisa que só os moradores da ilha tem. A trama se divide em duas histórias, flerta muito com homossexualismo e drogas (portanto, não é recomendado aos mais jovens), sempre com mulheres surgindo para bagunçar o modus operandi daquela casa. Christopher Lee aparece como irmão de Sherlock, mas, como era de se esperar, os melhores momentos estão sempre nessa relação próxima e levemente explosiva entre Holmes e Watson.

THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEYThe Hobbit: An Unexpected Journey (2012 – EUA/NZL)

O ego de Peter Jackson, e dos produtores, é tão imenso que não conseguiram se contentar com dois, resolveram transformar em três filmes o livro de J. R. R. Tolkien. Aquela sensação de novela da Globo que está dando Ibope, o autor tem que esticar, a festa da linguiça. Não há história o bastante, pior, é a repetição da trilogia Senhor dos Anéis, só que com personagens menos marcantes/interessantes. Gandalf está lá, temos um novo hobbit, e um bando de anões querendo recuperar seu reino.

Jackson preenche as quase três horas com cenas de luta, repetitivas e, às vezes, desnecessárias, e diálogos tolos que deixam seu filme de fantasia com cara de produção da Disney. Não há mais que 4 sequencias importantes, e que tragam alento, personagens, algo além da básica história de valentões enfrentando inimigos e monstros até seu destino. Sensação de que com 1 hora, era possível contar toda essa saga, de forma bem mais enxuta.

starwars_epsisode3Star Wars: Episode III – Revenge of the Sith (2005 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Ainda que meio torto, por “n” motivos, nada tira o mérito de encerrar com dignidade, a mais bem sucedida saga cinematográfica de Hollywood. George Lucas usou como desculpa a tecnologia precária à época (anos 70) para filmar a história do meio para o fim, e só duas décadas depois, retomar ao início a saga. A estratégia não cronológica rendeu um dos maiores segredos do cinema, finalmente revelados: a origem de Darth Vader, Luke Skywalker e Princesa Leia. Com esse artifício, Lucas cultivou segredos, construiu a imagem de seu temível vilão, e levou Star Wars a esse fenômeno avassalador.

As seqüências de ação não nos deixam respirar. Os poucos momentos de descanso ao público são nas cenas, a sós, entre Anakin (Hayden Christensen) e Amidala (Natalie Portman). De resto são lutas nos mais longínquos planetas, batalhas espaciais e duelos com sabre de luz com os mais diversos participantes. Adrenalina pura. Todo o foco voltado na transformação de Anakin em Darth Vader. Se na interpretação, até consegue ser convincente, os motivos não chegam ao indiscutível. O desejo de poder colabora, mas Lucas escolheu o amor como forma de levar o jovem Jedi ao lado negro da força, simples e eficaz. Encontrar pequenos defeitos não é tarefa das mais difíceis, o desenvolvimento comprometido de Amidala, a pressa atropelante em fechar algumas arestas, a forçada de barra em algumas cenas, são inúmeros casos.

Enquanto Obi-Wan (Ewan McGregor) e Darth Vader duelam num planeta imerso em lava vulcânica, Yoda enfrenta Lorde Sidious numa batalha eletrizante, eram momentos como esses que os fãs da saga esperavam ansiosamente, nada daquela coisa mecânica de lutas coreografadas. George Lucas, enfim, resgatou um pouco do espírito dos filmes anteriores, o romantismo dos combates, a emoção dos confrontos entre espaçonaves, os duelos esgrimistas “com a faca entre os dentes”, e importânicia da disputa política e a sedução pelo poder.

Ao final, toda a história passa rapidamente pela cabeça, os seis episódios formam um compêndio altamente apaixonante. Ver a máscara preta sendo usada pela primeira vez causa emoção. Darth Vader talvez seja o grande vilão do cinema, comovido pelo amor, pela relação familiar, e ainda assim tão temível a ponto de descartar qualquer um.

starwars_episode2Star Wars: Episode II – Attack of the Clones (2002 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

E a saga intergaláctica continua. Dez anos se passaram, o jedi Obi-Wan (Ewan McGregor) é o mestre responsável pelo aprendiz Anakin Skywalker (Hayden Christensen), Padmé Amidala (Natalie Portman) agora é senadora da República. No enredo político, intrigas, exércitos secretos de clones e uma forte movimentação separatista contra a República dão a tônica que desemboca em Amidala sofrendo constantes atentados, ao ponto de Anakin e Obi-Wan serem designados a protegê-la.

Aparentemente o diretor George Lucas não tem a menor preocupação com o lado dramaturgico de seu filme, impressão é de tamanho fascinio pelo apuro técnico. Com isso, as cenas transcorrem mal elaboradas, preguiçosamente filmadas, como se Lucas quisesse chegar rapidamente ao que interessa.

O lado romântico lembra as novelas brasileiras, são cenas de planos curtos, falas rápidas e finalização apressada, completamente ausentes de emoção. Não que os atores sejam muito culpados, Hayden Christensen bem que tenta alternar doçura e maquiavelismo, Natalie Portman é uma menina de talento. Só que Lucas filma suas cenas, que não são poucas, como filma os embates com sabres de luz.

E o filme insiste, Anakin vai atrás da mãe, o roteiro tenta explicar o comportamento que será firmado no derradeiro filme, porém, de tão mal acabadas, as seqüências não causam espanto, fúria, não causam nada. E pior ainda, os momentos que deveriam ser empolgantes, com os grandes embates, estão escondidos pela pomposa utilização dos recursos técnicos. Sequencias coreografadas e pouco apaixonantes, ficou fácil matar um jedi.

Quase no final do filme aparece alguma luz acalentadora, Yoda demonstra sua agilidade com o sabre de luz, finalmente o esperado momento glorioso aparece. Talvez falte ao filme humor, Jar Jar é mero coadjuvante, os robôs pouco espaço têm. São esses detalhes que fizeram da saga, algo fora dos padrões, se tornando a maior franquia do cinema. A dúvida entre ser Jedi, e se apaixonar. Os sonhos que perturbam a cabeça de Anakin. A tristeza pelos ocorridos com a mãe são pouco até aqui para Darth Vader. Os dois primeiros episódios dessa nova trilogia não fazem jus à saga.