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Downsizing (2017 – EUA) 

Estamos sempre esperando o grande filme de Alexander Payne, seus projetos tem prometido, criado expectativas, mas nem sempre correspondem. Com seu ar de sempre ter uma comédia dramática na manga, seu novo trabalho esteve na competição principal em Veneza, onde passou em branco. E o filme realmente prometia, afinal, há algo tão americano nele, essa ideia de vida perfeita em comunidade, pregando o bem a todos, vivendo em harmonia.

E de quebra, a oportunidade de tratar temas como aquecimento global, superpopulação, e possibilidades de preservar nosso planeta. Lembre-se de Querida, Encolhi as Crianças, e pense em tratar no tema de maneira séria. Um experimento que possa diminuir as pessoas de tamanho, dessa forma gastaríamos menos dinheiro com tudo, produziríamos menos lixo e etc.

O ponto é que o roteiro quer sair dos temas globais para ter algo mais individual, uma maneira de dramatizar e assim ter mais apelo com o público. Matt Damon é quem interpreta o personagem que nos permite invadir esse mundo de gente pequena, e com ele vem suas características dramas pessoais, e os temas são banalizados pela problemática pessoal de um personagem que já vimos zilhões de vezes no cinema. E os temas vão passando, desperdiçados, surge uma oportunidade de ouro quando trata diferença de classes, trabalhadores braçais, e rapidamente o tema se esvai. O que resta? Meia-duzia de personagens que orbitam em torno do protagonista, entre piadas e dramas de uma vida cotidiana, e tão trivialmente individual. Payne nos entrega seu pior filme, saudade do curta dele em Paris, Te Amo.


Festival: Veneza 2017

Mostra: Competição Principal

djangolivreDjango Unchained (2012 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

A tentativa de Quentin Tarantino em resgatar o western spaghetti, prova que mesmo o gênero feito mal e porcamente, não é para qualquer um. O insucesso é todo de Tarantino, sua presença maior do que seus próprios filmes, ganha aqui contornos de exagero, de quem passa a linha. Primeiro porque a presença de Bastardos Inglórios é tão forte, que Django é praticamente  o mesmo filme, tamanha a quantidade de recortes, cópia de cenas e personagens. O cumulo da preguiça, Tarantino refilma mudando atores e figurinos.

Depois porque é muito possível imaginar um filme sem Django (Jamie Foxx), tão apagada é a figura daquele que deveria ser o personagem central. O filme poderia muito bem ser encerrado no embate entre Christopher Waltz e Leonardo DiCaprio, do que dar voo solo ao Django que passou duas horas como coadjuvante. As forças de Tarantino parecem fraquezas, diálogos tolos, inventividade trocado pelo repetitivo, aquela fonte ambulante de inspiração vivendo de reciclar seu próprio cinema. Alemanha Nazista, EUA escravagista, poderia levar sua saga de vingaça atéo Butão, fazer o mesmo filme é enganar o público, Tarantino faz muito melhor.