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Jobs

Publicado: outubro 1, 2013 em Cinema
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jobsjOBS (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Surge como candidato forte ao pior filme do ano. A cinebiografia do mito Steve Jobs, sob direção de Joshua Michael Stern, se apresenta numa linguagem de autoajuda irritante, quando quer mesmo é tornar épico cada milésimo de segundo da vida do cinebiografado. É um processo penoso, até mesmo triste, o de ver a transformação do universitário, que não liga muito para os estudos, e vive seu momento hare krishna, no homem que revolucionou ao trazer computadores pessoais para as casas de toda a população, e principalmente, em criar a necessidade nas pessoas em comprarem as invenções que sua empresa (Apple) lançava no mercado.

Seus méritos em vida são indiscutíveis, sem dúvida um dos grandes gênios contemporâneos, não em inventar, mas em dar espaço à criatividade, e em perceber que um usuário feliz é a verdadeira razão da informática. No filme, Ashton Kutcher vive Jobs, ou melhor, vive a fase profissional dele. A vida pessoal é praticamente jogada de lado. Quem era Steve Jobs? O filme não passa nem perto de responder, se atém da criação da Apple, numa garagem, por impulso, até se tornar a empresa mais valiosa do mundo. De resto, resquícios de um homem competitivo e desapegado a vida social.

Se o roteiro é fraco e parcial, a condução de Stern, como se cada cena fosse definitiva, como se cada olhar de Jobs fosse iluminado ou visionário, é que transformam o filme nessa irritante colcha de retalhos. Do céu ao inferno, reinvenções tecnológicas, e o homem que é ouvido como um guru de autoajuda ambulante. Só faltava cada ator coadjuvante andar com um bloco de anotações rabiscando qualquer palavra dita por Jobs.

Hemingway & Gellhorn (2012 – EUA)

É com muito pesar que faço a comparação, mas ela não me sai da cabeça. O filme de Philip Kaufman mais parece um novo capítulo de As Minas do Rei Salomão e coisas do gênero, com um tipo aventureiro e uma loira que entra com ele nas aventuras. Ok, sem as doses de sequencias de ação ou de canibais, mas o espírito é o mesmo.

A ideia é a história de um romance, dos escritores Ernest Hemingway (Clive Owen) e da corajosa Martha Gellhorn (Nicole Kidman). Engajados, eles acabam na Guerra Civil Espanhola, como correspondentes estrangeiros ou interessados em escrever um novo romance (e também, viver entre eles um romance que está nítido desde a cena do bar). Kaufman perde o contexto histórico, a guerra explode pelas ruas, a presença bélica é maciça, mas o interesse do diretor é outro, o de promover a tensão entre o casal, cenas provocativas, muitas vezes insonsas.

O ápice do brega nessa produção da HBO é a cena de sexo durante o bombardeio. Mas, o filme pretende ser sério, traz uma Gellhorn recontando os fatos nos dias atuais com tom sisudo, enquanto o casal Hemingway e Gellhorn vive de amores e disputas pessoais e desfilam pela tela nomes importantes da cultura e da disputa militar espanhola.