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Colossal (2016 – EUA) 

A premissa soa inusitada. E não só ela, porque o filme dirigido pelo espanhol Nacho Vigalondo mistura a narrativa indie (aquela típica de Sundance) de dramas pessoais e personagens losers, com monstros gigantes (sim, algo como o Godzilla). E me pergunto, porquê não? Até ai tudo bem, o que mais buscamos é o novo, o inusitado. Pois bem, o resultado… bem, o resultado são outros quinhentos.

Vigalondo nunca abre mão dos preceitos desse cinema indie americano mesmo, nossa protagonista (Anne Hathaway) surge desempregada, à beira do alcoolismo e ganha um pé-na-bunda do namorado (Dan Stevens) nada mais indie americano, não é? Ao voltar a sua cidade natal, e reencontrar antigos amigos, estranhos monstros aparecem em Seul. Só que o filme dá uma guinada ainda mais forte no lado dramático de seus personagens, algo entre o vilão e o politicamente incorreto. Fragilidades como ciúmes e aceitação se tornam armas nas mãos de vilões, e o que parecia ser um filme divertido, nunca se sustenta como sua proposta se colocava. E a decepção pode vir como um tombo de uma altura ainda maior do que as expectativas prometidas.

Caçada Mortal

Publicado: dezembro 17, 2014 em Cinema
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cacadamortalA Walk Among the Tombstones (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Pode ser implicância minha, mas ainda não consigo visualizar a lógica que levaram a carreira do irlandês, dos dramas “consagrados” (quem se lembra de Nell ou A Lista de Schindler?), para o cinema de ação. Principalmente porque Neeson se tornou um astro, com arma empunhada, mas, tal qual boa parte dos atores do gênero, ele criou um personagem sólido, e o repete a cada filme, não importa o roteiro, nem o diretor. É uma personificação de um personagem único, não importa a situação-limite que se encontra.

E, nesse ponto, a estreia na direção do roteirista Scott Frank, é apenas mais um filme de ação bem desenvolvido tecnicamente. A fotografia é bonita, principalmente em como ele capta a noite, a movimentação na chuva, é tudo muito bonito. Apesar disso, são os mesmos clichês de sempre (principalmente a do herói carregado por erros do passado, sua imperfeição), descuido com arestas, tudo em prol de mais tiros, mais reviravoltas que possam causar mais brigas. Até quando vai o hiato de astros do cinema de ação?