Posts com Tag ‘Daniel de Oliveira’

sangueazulSangue Azul (2014) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A trupe de circo chega a Fernando de Noronha, oportunidade de Zolah (Daniel de Oliveira), o homem-bala, reencontrar sua mãe (Sandra Corveloni) e irmã (Carolina Abras). A beleza da ilha paradisíaca, e dois irmãos que resumem suas vidas em dois elementos da natureza (água e ar). Ela vive como mergulhadora que guia turistas, já ele pula de galho em galho, livre, desenvolto.

É outro típico filme de Lírio Ferreira, musical, suado, maconhado. Praticamente fede a sexo (o fede não quer ter um tom pejorativo). A dança, a praia, o suor, o sexo na areia ou em qualquer canto. Pouco-a-pouco, entre um ou outro plano da beleza imensurável de Noronha, o roteiroi sugere a relação carnal entre os irmãos. Utiliza o parentesco, mas julga a relação como de amigos de infância com desejos mal resolvidos. A trama segue a trupe, e o pequeno clã de moradores que os rodeia, mas o filme é mesmo sobre a libertação desse instinto incestuoso. O problema são as metáforas, as facilidades da trama em unir pontos, enquanto tenta poetizar outros personagens, seu resultado é menos onírico, e mais prático do que pensa.

Latitudes

Publicado: dezembro 11, 2014 em Cinema
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latitudesLatitudes (2014) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Projeto trasmídia do diretor Felipe Braga é bem interessante, mais até que a proposta. Foi exibido entre cinema, tv e youtube, com versões diferentes, tamanhos diferentes, mas sempre partindo de um mesmo roteiro. A ideia de unir um casal, em 8 encontros/localidades, explorando as nuances da relação deles com as localidades não funciona tão bem. Por outro lado, é interessante a forma como Braga narra de maneira fragmentada, assim como fragmenta também a formação dos personagens e da relação em si.

Alice Braga e Daniel de Oliveira interpretam o casal que vive de encontros, às escondidas na Europa, entre uma viagem e outra de negócio. Tentam manter ao máximo a vida privada, enquanto lutam e brincam com seus sentimentos. Se falta ao roteiro essa interação com os personagens e as localidades, sobra a explosão emocional e o jogo de conquista entre os dois. Personagens tão independentes, e tão comuns quanto qualquer um.

afestadameninamortaA Festa da Menina Morta (2008) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Rapidamente, Matheus Nachtergaele se colocou como um dos ícones, da melhor safra, do cinema nacional mais recente. De filmes populares a outros “mais artísticos”, o ator esteve presente, e com, 2-3 outros atores, se tornou sinonimo de cinema nacional. Sua única experiência na direção, onde até em Cannes foi parar, me parece ter sido o último prego no caixão que as novelas colocaram no caixão da carreira cinematográfica.

Nachtergaele viaja à região amazônica, adaptando alguma crença que por lá encontrou, de um figura carismática (Santinho – Daniel de Oliveira) que teria visões após a morte de sua irmã. O filme irregular desmascara a figura mimada, egoísta e adorado por um povo apto por acreditar em símbolos religiosos. Nachtergaele não escapa da caricatura que o próprio cria a seu personagem principal, entre os trejeitos homossexuais e o destempero das revelações pessoais às vésperas da festa de vinte anos da menina morta.