Posts com Tag ‘Denzel Washington’

Um Limite Entre Nós

Publicado: março 4, 2017 em Cinema
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umlimiteentrenosFences (2016 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Como diretor é apenas o terceiro trabalho de Denzel Washington, mas o ator não requer apresentações. Adaptando uma peça de teatro escrita por August Wilson, seu filme praticamente não sai da cozinha, sala e quintal da casa de Troy Maxson (o próprio Denzel), onde ele pretende construir uma cerca, mas gosta mesmo de ficar contando histórias e dar suas lições de moral.

Um frustrado aspirante a jogador de Baseball, Troy é a construção de uma figura masculina retrógrada e conservadora, que vê em si o único líder da família, mas entrega à esposa todo seu salário. Prega que ser pai é pagar as contas, não necessariamente dar e ter amor, e está sempre esperneando seus discursos de teoria da conspiração.

O filme é um drama familiar típico, com confronto de gerações, infidelidade, educação dos filhos, sempre com diálogos vibrantes, quase histéricos, que variam entre o descontrole e o humor. São diálogos que estamos bem acostumados a ver em interpretações de Denzel, o contraponto são as participações de Viola Davis, no papel de esposa, que elevam o grau de discussão, e fogem dessa persona tão marcada que Denzel dificilmente se livra em suas interpretações. Essa mãe e dona de casa, caridosa e angustiada, que sabe perdoar como ninguém, e coloca a figura masculina no seu devido lugar.

Links da Semana

Publicado: dezembro 28, 2013 em Links da Semana
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AUTEURS-OF-CHRISTMAS• Imperdível o curta realizado por um grupo de atores canadenses, simulando o que seria a visão de uma Manhã de Natal, pela visão de vários cineastas consagrados. [Youtube]

• Festivais de Cinema 2013: minha lista com os filmes que marcaram presença nos principais festivais do ano, em ordem de preferência (já foram vistos 63) [Top Festivais 2013]

• Batman/Superman, agora é Denzel Washington o cotado para entrar na mega produção [Omelete]

• O filme dessa semana, entre os possíveis indicados, é O Lobo de Wall Street, novamente a dupla DiCaprio e Scorsese em ação [NYT] [Metacritic] [IndieWire]

• E por falar no filme, dizem que Scorsese usou a mesma estrutura num de sesus trabalhos de estudante de cinema, It’s Not Just You, Murray! de 1964 [Film School Rejects]

O Voo

Publicado: fevereiro 12, 2013 em Cinema
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ovooFlight (2012 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Robert Zemeckis gasta um bom tempo num primor de live-action. A tripulação, capitaneada por Denzel Washington, enfrentando dificuldades extremas durante o voo, chega a arrepiar pela veracidade. Após o acidente, tem início um drama sobre alcoolismo e drogas, com todos os clichês do gênero, incluindo tentações e o abuso de trilha sonora dramática.

Não chegasse tudo isso, temos também a desnecessária presença de uma segunda história que se entrecruza. O drama brega, os excessos, Zemeckis narra como se ainda vivesse nos anos 90 – um tipo de cinema que até o público médio deve estar cansado. Há sempre o alívio cômico de John Goodman, e Denzel interpretando o mesmo personagem há vinte anos (sempre bem, mas é sempre igual, a cara de drama, os arrombos ofensivos). Ainda assim, Zemeckis perde a chance de fazer um filme melhorzinho e menos careta ao grande público.

Incontrolável

Publicado: janeiro 7, 2011 em Uncategorized
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Unstoppable (2010 – EUA)

Não tinha me dado conta de que Dia de Treinamento fora o último filme do Denzel Washington que assistira. Quando criança era um dos meus atores favoritos, mas a impressão era de que ele havia ficado lá atrás e seus filmes retrocedido enquanto eu amadurecia. E Tony Scott nem disfarça sobre os acontecimentos da história ao manter Denzel isolado da história, num pequeno trabalho burocrático, até que apareça heróico no terço final. O trem desgovernado em alta velocidade cuja empresa tenta de todas as formas pará-lo não vai além de um Velocidade Máxima versão ferroviária, mas é nesse ponto que Scott te pega de jeito.

 Com cenas eficientes, um espetacular trabalho de som que praticamente nos insere dentro daqueles vagões e as repetitivas cenas das pessoas ligadas na transmissão ao vivo dos acontecimentos praticamente jogam o público numa emocionante final de Copa do Mundo. O clima chega ao eletrizante, a esposa grita “come on Will” umas trinta vezes e você já está ali vibrando com eles, braço esticado e punho cerrado, porque é clichê, é obvio, o final está entregue numa bandeja, ainda assim é emocionante, e esses são os méritos máximos de Tony Scott. Já Denzel, eu estava certo, cada vez mais ele está se repetindo.

odiabovesteazulDevil in a Blue Dress (1995 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Ezekiel Rawlins (Denzel Washington) é um ex-combatente de guerra que anda desempregado. Dewitt Albright (Tom Sizemore) faz-lhe uma proposta para que ele procure a namorada de um figurão candidato a prefeito, Daphne Monet (Jennifer Beals). A tarefa que parecia fácil para Rawlins, investigar o paradeiro de uma garota, prova-se bem mais complicada mergulhando Rawlins numa baita confusão.

A trama do filme envolve escândalo político, envolvimento com a máfia e discriminação racial. Rawlins só queria arrumar um emprego para pagar suas contas, acaba acusado de assassinato e precisa limpar sua ficha para não ser preso. Cheio de clichês e artimanhas do gênero, o diretor Carl Franklin leva no piloto automático. Nada que não se tenha visto zilhões de vezes em outros filmes. Atração, como sempre, fica com a presença de Denzel Washington e a pequena participação cômica de Don Cheadle.

 

 

possuidosFallen (1998 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

O detetive John Hobbes (Denzel Washington) ficou famoso após capturar um serial killer (Elias Koteas). Instantes antes de morrer, na câmera de gás, o condenado cantarola uma canção que Hobbes começa a ouvir insistentemente nas ruas. Crimes voltam a ocorrer da mesma forma como o serial killer agia, o verdadeiro assassino ainda está a solta. Seu nome é Azazel, um espírito do mal que troca de hospedeiro com um simples toque ou pelo ar (e sobrevive mesmo que o corpo morra).

Nas investigações Hobbes encontra ajuda de Gretta Milano (Embeth Davidtz), professora de teologia e filha de um antigo detetive que morreu vítima do mesmo espírito. Juntos investigam o mistério, enquanto Azazel passa a perseguir o detetive, armando-lhe uma cilada. Cenas de alta tensão, perseguições emocionantes, eis o ponto alto do filme e do trabalho do diretor Gregory Hoblit. Um suspense sobrenatural com momentos de tirar o fôlego, típico caso do universo do seriado Arquivo-X. Porém, cheio de irregularidades, de lado positivo os truques de câmera para retratar Azazel, de outro lado as falas em off exageradas de Denzel e a incapacidade do roteiro em fugir dos clichês do gênero.