Posts com Tag ‘Diane Lane’

batmanvssupermanBatman vs Superman: Dawn of Justice (2016 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O nome de Zack Snyder, desde que foi confirmado na direção, já torceu o nariz de muita gente. Ainda não vi nada dele positivo a ponto de o gabaritar a um projeto desse tamanho, e continuo na mesma. Sim, ele dirigiu o Homem de Aço, e assim como Nolan (produtor executivo do filme) seria um nome natural, desde que os filmes de Snyder fossem bons. São tantos pontos discutíveis, que os fãs dos heróis me perdoem, mas a trama parece tão rocambolesca, e o grande estopim para a criação da Liga da Justiça quase soa como piada. Mas, os problemas mais graves parecem mesmo a total incapacidade dos personagens em criarem identidade com o público, nenhum dos atores parece ter carisma/talento necessário para animar uma torcida que está avida por comemorar até cobrança de lateral.

São personagens tão conhecidos, e ainda assim tomassem liberdades que não descem (principalmente no que se refere ao Super-Homem), ou a preocupação de recontar a história (como no caso do Batman). E Lex Luthor então é o equívoco fatal, porque Jesse Eisenberg nunca consegue escapar do estereótipo do nerd falante (que em nada se parece com Luthor), e esse jeitinho falante destrambelhado não combina com a mente genial e diabólica do vilão.

Snyder continua com aquela tentativa de planos de “filme de Arte” ou algo que se pode tentar assemelhar a Terrence Malick, e tenta pegar emprestado aquele clima grandioso e definitivo dos Batman’s de Nolan. A junção desse todo também não dá certo. A DC tem essa característica meio carrancuda, diferente da Marvel e sua farofa espalhafatosamente divertida, e Snyder mantém o filme longe das piadas, parece a única coisa sóbria (além da luta, em si, entre os dois mega-heróis) que parece correta, de resto, a origem da Liga da Justiça chega como um soturno trem desgovernado, empurrado goela a baixo com altas quantidades de pipoca.

trumboTrumbo (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Para quem acompanha o mundo do cinema, histórias como essas são sempre interessantes por trazerem detalhes, bastidores, um algo mais, além dos filmes. A cinebiografia do roteirista Dalton Trumbo coloca em questão novamente a era da caça as bruxas de Hollywood, pessoas ligadas a indústria delatando aqueles chamados “comunistas”, hoje os delatores ficaram com a imagem negativa que na época recaia sob os mais favoráveis ao modelo soviético.

O filme dirigido por Jay Roach (outro cineasta do mundo das comédias, como Entrando Numa Fria e Austin Powers) apega-se principalmente a força da persona de Trumbo, não é por menos que ele foi o retratado a fim de resumir todos os que passaram pelo processo de perseguição. Só que Roach faz de forma tão acadêmica e preguiçosa, que as curiosidades são o que sustenta a narrativa de forma geral. Sabemos que Trumbo escrevia durante horas numa banheira, sabíamos que apoiava o comunismo, mas o filme nunca vai mais fundo em suas ideias, em seus roteiros, em possíveis influencias que o fizeram chegar a algum argumento.

Dessa pobreza, resta Bryans Cranston se contorcendo para ser a alma, e tudo mais que Roach não consegue desenvolver. De caricaturas e bons atores (interpretando grandes astros) sobram pouco além de coadjuvantes apagados e dramas pouco desenvolvidos em detrimento de pontuar a história de maneira didática ao extremo.

homemdeacoMan of Steel (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O povo que veio de Krypton gosta de quebrar uma vidraça. É um empurra-empurra frenético, com vidros dos prédios quebrando por toda Metrópolis (Manhattan, não?). Senti falta mesmo foi da kryptonita, do romance acontecendo naturalmente, dos segredos e do Clark Kent (Henry Cavill) de óculos no dia-a-dia jornalístico. Até da cabine telefônica senti falta. Para algumas dessas questões, o roteiro encontra novas soluções, porém a essência é realmente outra.

A história do homem de aço dirigida por Zack Snyder, como no trailer dava sinais, ganha os contornos definitivos da última fase dos filmes de Terrence Malick. Como se cada momento fosse único, o foco em detalhes que tornam a vida do Super-homem suprema, magnífica, um deus. A trilha sonora vai além até, busca algo épico no melhor estilo Senhor dos Anéis, é tudo grandioso, definitivo, estamos diante do filme dos filmes, do herói dos heróis.

Sobra muita coisa patética, principalmente nas aparições dos dois pais de Clark (Russel Crowe e Kevin Costner). Porém, não é exclusividade deles, só olhá-lo de capa na sala de interrogatório, ou gritando contra o vilão (Michael Shannon) por ter atacado sua mãe, momentos constrangedoras não faltam. E os jornalistas do Planeta Diário então, Laurence Fishburne até relembra seus momentos de Matrix.

A trama tenta se concentrar no conflito de ser alguém tão diferente do restante dos humanos, a busca pelo autoconhecimento, pelo controle de seus poderes, e o se encontrar na vida. Por isso, Clark na adolescência vive as mesmas rebeldias que nós, prefere ser nômade, até a chegada dos visitantes indesejados, até ser descoberto por Lois Lane (Amy Adams) e se tornar o herói mundial. Enquanto trilha esse caminho, desperdiça a chance de conquistar o público, dando lugar ao perfeccionismo impressionante dos efeitos especiais, e um ego inflado do tamanho da força do homem de aço que segura uma estação perfuradora de petróleo, mas não quer matar uma mosca.

infidelidadeUnfaithful (2002 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O casamento perfeito, tão perfeito que se torna monótono, vida mecânica em família. Num dia qualquer a esposa, Connie Sumner (Diane Lane), que estava fazendo compras em Manhattan, é subitamente derrubada por uma imensa ventania (cena ridícula) e choca-se com Paul Martel (Olivier Martinez), um francês vendedor de livros usados. Ela acaba seduzida por ele, e sem o menor esforço, tem início um tórrido caso de amor. Sexo no banheiro de um bar, ou no corredor do prédio do amante. Connie perde a cabeça, não é mais a mesma mãe e esposa.

O marido, Edward Sumner (Richard Gere), suspeita, e contrata um detetive. Na melhor cena do filme,  Edward vai até a casa de Paul e apresenta-se como o marido. Ele começa a fazer perguntas, e o rapaz ingenuamente as responde, até que o inevitável acontece. Qual poderia ser a reação de um marido traído, ao fazer perguntas íntimas ao amante de sua esposa?

Refilmagem do filme francês, A Mulher Infiel, é novamente o diretor Adrian Lyne se enveredando por thrillers de traição e teor sexual (como em Atração Fatal). Sensação de estar colocando mais água no feijão e requentando o gênero. Diane Lane muito bonita, mas a verdadeira representatividade do filme é o aparente marco, de uma nova fase, na carreira de Richard Gere que passa de galã a marido traído.