Posts com Tag ‘Diego Luna’

elysiumElysium (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Neill Blomkamp chegou a Hollywood com seu sucesso em Distrito 9, e o que ele apresenta em sua estreia nos EUA é uma versão amplificada daquelas favelas sul-africanas e do próprio universo de guerra por sobrevivência do trabalho anterior.

Mais dinheiro, astros maiores, e um roteiro com ego mais inflado e faraônico. Matt Damon encarna o herói “imorrível”, aquele que apanha o filme todo, mas está sempre preparado para mais uma luta, outra corrida. Enquanto Damon tenta salvar o mundo, reencontra sua paixão da infância (Alice Braga) e tem ajuda de um nerd lider da rebelião (Wagner Moura dublando sua voz, e é outro em atuação patética).

Eles vivem no planeta Terra, mas queriam mesmo estar em Elysium, onde moram os ricos (como a caricata Jodie Foster). Um mundo perfeito onde todos guardam, na sala de casa, uma máquina capaz de curar todas as doenças do mundo. Claro que os pobre vivem em condições subumanas na Terra e querer ir para lá. O plot interessante, mas Blomkamp e sua turma estragam tudo com excesso de velocidade nas cenas de ação, com atuações absurdamente patéticas, e um heroísmo clichê em níveis radioativos de irritatividade. A decepção vem de todos os lados, da repetição visual de Distrito 9, ao roteiro estapafúrdio.

Abel (2010 – MEX)

O pequeno Abel é visitado diariamente por sua mãe no pequeno hospital da cidade, ele deixou de falar e é recebido novamente em sua casa como uma última alternativa antes de ser transferido para um hospital psiquiátrico numa cidade grande. Inexplicavelmente, no convívio com os irmãos ele retorna a falar normalmente, só que acredita ser marido de sua mãe e pai de seus irmãos. Temos Diego Luna dirigindo de forma sensível a ponto de nos oferecer o drama dessa família de origem humilde, que precisam colocar duas TVs, lado a lado, na sala (porque uma tem som e a outra imagem), num formato leve sem perder a carga dramática, a preocupação com a saúde mental desse garoto. Claro que assistir um menino de 8-9 anos dando bronca na irmã adolescente por causa das notas do boletim é hilário, mas mesmo dentro desse humor solto, visto principalmente pela visão das crianças, sempre há o peso dessa preocupação, aquela coisa da mãe em estar próxima mesmo que seja duvidoso se este seja ou não o melhor caminho. Abel não é só uma graça de personagem, uma graça de filme, Abel traz essa visão inocente dos filmes com criança para dentro de um universo de proximidade pai-e-filho que Diego Luna capta com riqueza.