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A Senha: Swordfish

Publicado: julho 29, 2002 em Cinema
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asenhaswordfishSwordfish (2001 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Para quem gosta de filmes de ação, é eletrizante, mas como todo filme banal do gênero, tem roteiro sem pé nem cabeça, e nem se importa com isso. Tudo é muito confuso, mal explicado, muita coisa não se encaixa na história. Tentar mostrar que o vilão também está do lado do “bem”, e não apenas um assaltante de bancos. O que funciona bem é esse ritmo empolgante, artimanha perfeita para o entretenimento.

Stanley Jobson (Hugh Jackman) é um hacker, sob liberdade condicional. Divorciado, sem permissão para visitar a filha, e proibido de chegar perto de um teclado. A estonteante Ginger Knowles (Halle Berry) aparece em sua casa e lhe oferece uma grande quantia, só para ele conheça seu chefe.

O excêntrico Gabriel Shear (John Travolta) trabalha, para uma organização, que tem como intuito, proteger os americanos de ataques terroristas. Ele quer que Jobson entre no sistema de um banco, e transfira o dinheiro de uma conta milionária para sua organização. O Agente A D Roberts (Don Cheadle) é especializado em crimes cibernéticos, e está perseguindo o bando após a morte de outro hacker dentro do FBI.

Personagens apresentados, vamos à fantástica explosão em câmera lenta, ou a eletrizante cena do teste para ser aprovado como hacker, exemplos contundentes do que se esperar do filme. O diretor Dominic Sena conduz bem as cenas de ação, John Travolta exagera nas caretas de vilão, Hugh Jackman cumpre seu papel, mas um hacker bonzinho que só pensa na filha e não no dinheiro é forçar demais na posição de mocinho. Halle Berry é um espetáculo, trabalha muito bem e transborda de sensualidade, só ela vale qualquer esforço para ver o filme.

60segundosGone in Sixty Seconds (2000 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Remake de um filme homônimo de 1974. Dominic Sena dirige o filme entre muita fumaça, carros esportivos e testosterona. Uma gangue espetacular que rouba os carros, mais caros, em menos de 60 segundos, como se estivessem abrindo uma lata de sardinha. Entre tantos roubos e fugas alucinantes, uma lenga-lenga amorosa, longe de qualquer glamour que o original possa ter. O irmão (Giovanni Ribisi) do mais prolífero assaltante de carros, Memphis (Nicolas Cage), está em apuros, e a lenda convoca seu antigo time para ajudar. São 50 carros para serem roubados, numa única noite, incluindo Eleanor (cada carro ganho um apelido com nome de mulher, e esse é a pedra do sapato de Memphis). O filme vem antes de Velozes e Furiosos, que talvez seja mais honesto e competente no lidar com carros. Este 60 Segundos é só outro clichê caça-níquel dos filmes de ação.