Posts com Tag ‘Donald Sutherland’

jogosvorazes3aesperancaThe Hunger Games: Mockinjay – Part 1 (2014 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O terceiro capítulo da saga começa decapitando a atmosfera envolvente do filme anterior. Aquele era o grande momento da série, o mundo dos reality shows convergendo na ascenção da luta de classe, o povo clamando contra as injustiças e tendo sua líder como fonte de inspiração. O novo filme (cujo livro foi dividido em 2 partes) já traz a nova configuração política: guerra civil. Surge um aparelhamento bélico imenso por parte dos revolucionários, uma presidente tirana (Julianne Moore), traidores do governo do presidente Snow (Donald Sutherland), as cartas jogadas à mesa.

Não há história que sustente as 2 horas de explosões e dramalhões vividos por Katniss (Jennifer Lawrence). O pano de fundo é o poder manipulador da propaganda, de um lado ela, de outro Peeta (John Hutcherson), sequestrado e usado como vitrine para a propaganda do governo. Entre eles, a vulgaridade do filme-frankestein que precisa se tornar independente, quando é apenas parte de um todo, que se tornou apenas um pedaço torto de bolo e deveria alimentar uma família. O roteiro tenta engatar a premissa da tirania entre os dois lados, de uma heroína movida por seus ideais e laços afetivos, fica mesmo com o desengonçado, lento demais de sua hora inicial, e explosões demais no restante.

jogosvorazesemchamasThe Hunger Games: Catching Fire (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A audácia de Katniss (Jennifer Lawrence), ao desafiar as regras no filme anterior, e garantir que seu amigo Peeta (Josh Hutcherson) também saísse vivo do reality show assassino, causou comoção na população. Os distritos ficaram ouriçados. A palavra de ordem é esperança. O filme retoma a história um ano depois, o falso casal (Katniss e Peeta) é utilizado pelo governo, em manobras para acalmar os ânimos da população.

Muito se fala sobre um filme contra o Sistema, mas com um Sistema tão deturpado quanto o apresentando, me parece muito mais uma alternativa à Roma antiga que um protesto ou algo que o valha. Ao contrário, é a definitiva e absoluta confirmação dos Reality Shows como exposição do ego, o espiar como forma de prazer, a massificação da curiosidade e do status de estrelas.

jogosvorazesemchamas2O filme vende, por mais de uma hora, essa lenga-lenga prestes a eclodir, com a dupla de mártires envergonhada de assumir uma posição de liderança, até se assumir como repetição do anterior, mergulhando em mais jogos violentos. Até Francis Lawrence encerrar no meio do incêndio, quando os ânimos estão flamejantes, deixando assim os fãs como leões famintos pelo próximo capítulo. Superior ao anterior? Essa comparação é realmente necessária? Eu até gostei mais, mesmo parecendo subproduto de uma ideia que talvez o terceiro possa justificar.

amelhorofertaLa Migliore Offerta (2013 – ITA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Volta de Giuseppe Tornatore ao suspense (dramático), e que, surpreendentemente, passou meio despercebido desde seu lançamento. Por mais que tenha potencial comercial por seus elementos básicos e o apelo de atores conhecidos. O roteiro conduz Geoffrey Rush há mais um papel de um homem fino e coloquial, desta vez um antiquário. Um roteiro que brinca com a curiosidade e a adoração às formas femininas, o leiloeiro não pode ver a jovem que o contrata para cuidar da herança dos pais, a curiosidade que o consome, cega.

Usando os argumentos básicos do genero, Tornatore atrai a curiosidade pela própria necessidade instintiva de Virgili, que se confessa com um amigo (Jim Sturgess) expondo as fragilidades de um homem, até então impenetrável.  Mistério, romance, arte, milionários excêntricos, um bar com uma anã enigmática, Tornatore cria pequenos elementos que tiram o foco, liberando sentimentos aprisionados e apontando fraquezas camufladas.

 

cowboysdoespacoSpace Cowboys (2000 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Clint Eastwood dando seus pitacos na corrida espacial. Tudo começa em tom de comédia, de maneira descontraída, com a necessidade da NASA em contar com astronautas da década de sessenta. O início é excelente, mostrando o princípio dos estudos espaciais americanos, e da equipe Daedalus, a fotografia com tons azulados oferece um contraste interessante. Quarenta anos depois, a NASA precisa resgatar um satélite de comunicação russo que irá se chocar com a Terra, ou consertá-lo no espaço. O projeto é muito antigo, e os engenheiros de hoje não conseguem entender o sistema. O diretor da NASA, Bob Gerson (James Cromwell), é obrigado a procurar seu antigo desafeto, Frank Corvin (Clint Eastwood), que foi quem projetou o satélite (que teria sido roubado pela KGB).

Resumindo, o satélite não pode ser resgatado, e Corvin só aceita ajudar, se ele mesmo for ao espaço consertá-lo, juntamente com sua antiga equipe Daedalus, de astronautas sexagenários. A chantagem é aceita desde que todos passem nos testes físicos. Empecilhos inesperados e o clima de única chance de salvar o mundo, Clint se envereda pelo nacionalismo exacerbado, a arrogância do cinema americano de teimar em sempre ser a solução da humanidade. Há ainda o romance descabido, e aquele humor prazeroso ganha o amargo dos últimos 30 minutos dos veteranos heroicos protagonizando um western espacial. Ficando apenas as boas lembranças de Donald Sutherland roubando a cena.

possuidosFallen (1998 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

O detetive John Hobbes (Denzel Washington) ficou famoso após capturar um serial killer (Elias Koteas). Instantes antes de morrer, na câmera de gás, o condenado cantarola uma canção que Hobbes começa a ouvir insistentemente nas ruas. Crimes voltam a ocorrer da mesma forma como o serial killer agia, o verdadeiro assassino ainda está a solta. Seu nome é Azazel, um espírito do mal que troca de hospedeiro com um simples toque ou pelo ar (e sobrevive mesmo que o corpo morra).

Nas investigações Hobbes encontra ajuda de Gretta Milano (Embeth Davidtz), professora de teologia e filha de um antigo detetive que morreu vítima do mesmo espírito. Juntos investigam o mistério, enquanto Azazel passa a perseguir o detetive, armando-lhe uma cilada. Cenas de alta tensão, perseguições emocionantes, eis o ponto alto do filme e do trabalho do diretor Gregory Hoblit. Um suspense sobrenatural com momentos de tirar o fôlego, típico caso do universo do seriado Arquivo-X. Porém, cheio de irregularidades, de lado positivo os truques de câmera para retratar Azazel, de outro lado as falas em off exageradas de Denzel e a incapacidade do roteiro em fugir dos clichês do gênero.