Posts com Tag ‘drama familiar’

The Tree (2010 – AUS/FRA)

A felicidade do casal e seus quatro filhos, morando numa casa deliciosa numa pequena região na Austrália cujo no quintal há uma árvore gigante e centenária, é realmente de dar gosto. Eles vivem bem, ela cuida dos filhos, ele trabalha, as crianças se divertem, tudo certo até que uma tragédia inesperada leva o pai dessa família. Casa desestabilizada, a esposa (Charlotte Gainsbourg) precisa se recompor, começar a trabalhar, dar prumo para que os filhos se reergam. A filha de oito anos passa a acreditar que pode conversar com o pai por meio da árvore, a mãe divide com ela esse segredo, e dessa relação paternal estabelece-se problemas de comportamento, a difícil relação com um novo namorado para mãe e etc. É uma nova saga de família, dessa vez pelas mãos de Julie Bertucelli ganha contornos delicados, e uma presença constante e devastadora da natureza que é chave central nos conflitos dessa história (principalmente na sequência final eletrizante da passagem do furacão).

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Harvest (2010 – EUA)

O patriarca entrou na reta final de sua vida, sua doença já atinge um estado que lhe oferece poucas semanas de vida. O neto vem passar as férias de verão da faculdade contrariado, gostaria de estar com a namorada e os amigos. Marc Meyers tenta nos inserir no núcleo dessa família fragmentada, cheia de rancores entre irmãos, de brigas por herança, de gente que está junto e mal se conhece. Com exceção do neto, que vem com uma visão mais fresca dessa relação familiar, o resto é tudo de um mais do mesmo e de cenas com total falta de inspiração que só mesmo a empregada desinibida e assanhada para animar um pouco essa casa, esse filme, essa história.

La Prima Cosa Bella (2010 – ITA)

A saga de uma família cuja mãe fútil, desavergonhada, e desinibida sexualmente marcando sensivelmente a biografia dos filhos, por mais de trinta anos. Tudo começou em 1971 quando ela foi coroada a mãe mais bonita de Livorno, dalí em diante, da separação do marido até sua velhice, o diretor Paolo Virzì narra a trajetória dessa família, os envolvimentos amorosos dessa mulher altiva e inquieta, cheia de altos e baixos. Se há uma espinha dorsal dramática dentro da leveza com que Virzì narra essa história, são os traumas do atrapalhado filho Bruno, só que no fundo não passa da história de uma família, cada uma tem a sua, com seus próprios traumas, suas vergonhas e os momentos em que se reúnem todos novamente.