Posts com Tag ‘Emily Blunt’

sicarioSicário (2015 – EUA/CAN) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Revelado ao mundo com Politécnica (sobre o massacre causado por um atirador numa escola canadense, ocorrido antes de Columbine), sua carreira deslanchou desde então, ainda que todos os filmes a seguir fossem de gosto duvidoso. Finalmente, este parece ser seu melhor filme, desde Politécnica, alguns dizem que é o True Detective do cinema. Não passa de um thriller competente, daqueles que Hollywood lança dezenas, todos os anos. O inexplicável hype em seu nome, e em seus filmes, é que catapulta este filme para níveis que não merece.

Policia americana combatendo o trafico no México, a especialista em sequestros (Emily Blunt) é recrutada por um esquadrão da polícia, liderado por Matt Graver (Josh Brolin), especializado em combater os chefões mexicanos, principalmente o misterioso Alejandro (Benicio Del Toro). Vender que a policia age de maneira suja para conseguir seus objetivos (os fins justificam os meios), parece ser um recado meio careta nos dias atuais. Sicario, no México, são matadores de aluguel. Por isso, restam a eficiência do filme policial que Villeneuve demonstra aqui, aliado às cenas de alta tecnologia como dos soldados americanos na guerra do Iraque, nada espetacular.

cinzasdeangelaAngela’s Ashes (1999 – RU) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Em alguns filmes sobre a máfia nos EUA (Scorsese, por exemplo) já vimos os casos dos irlandeses que imigraram para a América. Sempre pegamos o caminho já percorrido, os filhos dos imigrantes se envolvendo com os mafiosos do bairro. O filme de Alan Parker pega um pouco do caminho inverso, os irlandeses vieram, mas resolveram voltar depois que um dos filhos morre de frio. Década de 30, a Irlanda em frangalhos, revolta contra os ingleses, a presença marcante do IRA.

Parker narra, de forma bem clara e dramática, o drama dessa famila pobre que retornara a sua cidade natal. O pai alcoolatra e vagabundo (Robert Carlyle), a mãe passiva (Emily Watson), e os filhos que não param de nascer se se amontoam entre a fome a miséria. Mais um daqueles filmes duros, que condensam o máximo de tragédias possíveis, não oferecendo nenhum consolo a seus personagens, e nada além de uma narrativa tradicional ao seu público. Ainda assim, capaz de comover por tamanha dureza na vida.

Amor Impossível

Publicado: dezembro 28, 2012 em Cinema
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amorimpossivelSalmon Fishing in the Yemen (2011 – ING)

A aparentemente, estapafúrdia, ideia de um xeique, em criar salmão, no Yemen, caiu nas mãos do diretor Lasse Hallström. E se transformou num drama romântico bonitinho e distante da veia política prometida no roteiro.  Emily Blunt e Ewan MacGregor encabeçam o elenco trabalhando como assistentes do xeique nesse projeto que acaba apoiado pelo governo britânico e ainda envolve a Guerra do Iraque. A confusão de temas até funciona bem, no papel, o resultado final é um sub-aproveitamento dessas alternativas políticas, em detrimento de um romance que é óbvio pela escolha dos atores, e pouco brilhante em suas razões.

É possível enxergar ali caminhos para crítica da burocracia, ou dos interesses políticos em utilizar qualquer movimento em prol de sua imagem. Há ainda o namorado que está desaparecido na Guerra do Iraque, mas Hallström vive com essa mania da cartilha de filmes dramáticos, com preferencia à tolice quando poderia subverter tudo para voos mais criativos.

Looper (2012 – EUA)

Jamais imaginaria que Joseph Gordon-Levitt se tornaria estrela de filmes de ação, com seu corpo franzino e sua cara de bom menino. Mas, depois de dois ou três filmes do gênero, e pensando na escassez atual de astros para esse gênero, ele já entrou na turma. Looper são assassinos contratados para colocar fim à vida de pessoas trazidas do futuro. Num tempo que a viagem no tempo ainda não foi inventada, eles apenas recebem os corpos dos que serão “deletados” e fazem o serviço.

O quê de ficção científica não é tão explorado pelo diretor Rian Johnson que está mais preocupado em deixar a trama bem complicada e encontrar eficiência nas sequencias de ação. O jogo de gato e rato começa quando Joe (Gordon-Levitt) tem que tirar a vida, do homem que é, simplesmente, ele mesmo, 30 anos no futuro (Bruce Willis). A máfia atrás dele, seu eu, no futuro, em busca de uma maneira de se salvar, o ritmo e argumentos voce já conhece bem, e mesmo dentro dos clichês, o resultado do filme é animador, entretenimento com exageros aqui e ali.