Posts com Tag ‘Fabiula Nascimento’

OLoboatrasdaPortaO Lobo Atrás da Porta (2013) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Uma criança sequestrada numa escola de periferia do Rio de Janeiro. Na delegacia, pais e suspeita prestando depoimentos contraditórios, nas ruas a polícia investiga pistas e envolvidos. Em sua estreia na direção, Fernando Coimbra apresenta um filme tenso, cheio de flashbacks, idas e vindas, e diversos pontos de vista para um mesmo fato. Não se trata de uma estrutura narrativa nova, mas, quando bem empregada, funciona positivamente, como é o caso.

Os depoimentos servem como start cada um dos flashbacks, trazem à tona casos extra-conjugais, a relação marido-mulher, e o grau de obsessão de uma paixão. O triângulo é formado por Leandra Leal, Milhem Cortaz e Fabiula Nascimento, e até que a polícia (Juliano Cazarré em aparições incríveis) desvende o misterioso sequestro, mergulhamos num típico caso de infidelidade, levado ao extremo. Em algum momento, Coimbra perde a mão do suspense, exatamente quando deveria ocorrer o clímax, a montagem do quebra-cabeças cria uma transição do suspense para mais um drama sobre conflitos extra-conjugais. O que parecia mistério se dissipa numa conclusão que mais parece caso psiquiátrico.

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estomagoEstômago (2007 – BRA/ITA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

O texto é esperto, a comédia não perde o ritmo. Marcos Jorge ainda consegue elevar seu pequeno filme a uma pequenina jóia, culpa de seus enquadramentos fugindo ao óbvio, cenas mais longas, e monólogos sem cortes. Mas nada disso é páreo para o talento, sem precedentes, de João Miguel que a cada filme finca seu nome no cinema nacional. Aqui na pele do nordestino Raimundo Nonato, que chega faminto, e desempregado, numa grande cidade. Como todos os emigrantes, na esperança de um futuro promissor, arruma, por sorte (ou azar num primeiro momento) emprego num pequeno boteco. Ali aprenden fazer deliciosas coxinhas.

O filme transcorre em dois tempos: presente e passado. No flashback temos o protagonista preso, narrando sua situação dentro da cela, enquanto explica com detalhes o ocorrido que o fez ser encarcerado. Em ambos a história o bom humor sobrepõe-se a qualquer outro gênero que insista em surgir, a paixão por uma prostituta, a relação com um dono de restaurante que lhe oferece um bom emprego, o dom de cozinheiro que abre-lhe portas na cadeia, isso tudo é enredo para nos entreter.  O que transforma Estômago num filme especial é a fisionomia do ator, a paixão pela cozinha, em seus monólogos – contando a história do gorgonzola ou outras especialidades –  o segredo é aquele jeito de falar meio simples, meio engraçado, meio nordestino, meio só dele, que nos deixa fascinado.