Posts com Tag ‘Felicity Jones’

LikeCrazyLike Crazy (2011 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Chegando com atraso ao filme que levou a consagração de Drake Doremus, onde ganhou o prêmio de melhor filme da seleção principal, fica o sabor de olhar para o início de carreiras consolidadas. Veja o exemplo da coadjuvante Jennifer Lawrence, ainda era um papel pequeno, atualmente ela é protagonista na indústria do cinema.

O romance doloroso do cineasta Drake Doremus coloca de um lado as impossibilidades de conter um amor, e de outro as barreiras das leis que regem os vistos de permanência pelo mundo à fora. Felicity Jones e Anton Yelchin são os protagonistas que se equilibram entre a explosão do coração, e o início de suas carreiras que se solidifica.

Doremus filma com doçura, delicadeza, muitas vezes carrega no tom melado amoroso, em outras aprofunda-se nas crises e dores do amor. Há cenas bem construídas como o encontro no café, ainda na fase de flerte, com a câmera se dividindo entre eles (distantes) e uma coluna. Mas, o que de mais interessante o roteiro capta é essa necessidade psicológica de preencher com amores vazios, que talvez nem existam. A coisa de uma história que precisa de um ponto final, Doremus leva às últimas consequências, desperdiçando coadjuvantes, mas nunca perdendo o tom urgente do verossímil.

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ateoriadetudoThe Theory of Everything (2014 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Um dos mais cotados postulantes ao Oscar 2015, a nova cinebiografia do físico Stephen Hawking (Eddie Redmayne) busca os limites do piegas melodramático. Lembra muito Uma Mente Brilhante, mas desce ainda mais profundamente em todos os elementos capazes de traumatizar as lágrimas de um público que esteja ávido por isso.

O roteiro é baseado no livro escrito pela primeira esposa, Jane Hawking (Felicity Jones), e há muito dela no filme, ela praticamente rivaliza o protagonismo de Hawking na história. Porém, o que sua personagem tem a oferecer? Uma mãe dedicada, uma esposa que encara de frente as lamentações físicas do marido gênio? Pouco que acrescente realmente há história de Hawking. O fraco telefilme da BBC não dá toda essa importância, consegue focalizar melhor as idéias e trabalhos de Hawking, o cineasta James Marsh prefere o romantismo, por isso surge com força a presença de Jonathan (Charlie Cox), outro que nada oferece a persona de Hawking.

Restam dramas, cujos atores principais não conseguem ir muito longe em suas atuações, e falta a figura de Hawking, o tamanho de sua importância para o mundo da física. Não basta colocar um plano com a capa dos livros sendo vendidos nas livrarias, claro que dosar o tom das conversas científicas é algo delicado, praticamente bani-las já é uma amputação da própria paixão do cinebiografado, de demonstrar quem ele realmente é.