Posts com Tag ‘Felix Van Groeningen’

Beatiful Boy (2018 – EUA)

Despois do destaque que conseguiu com Alabama Monroe, o cineasta Felix Van Groeningen ganha espaço e astros em Hollywood, e merecia melhor destaque do que uma estreia esprimida no final da temporada do Oscar, que sem indicações o renega ao quase esquecimento. É fato que não há nada de novo em tratar os traumas de uma família lutando contra o vicio de drogas do filho, afinal, os caminhos de roteiro são bem delineados (recaídas, família em frangalhos, desespero, internações e etc), mas há algo de emocionamente íntegro que tem méritos.

Um dos pilares é Steve Carrel, assumindo o personagem do pai carinho que não acredita que seu filho (aquele querido menino do título) se tornou um viciado químico. Talvez seja essa abordagem que o filme seja, minimamente, diferente dos demais, a incredualidade de um pai em aceitar que tanta dedicação tenha sido corrompida pelas drogas. É dolorido, o peso da culpa, a impossibilidade de resolver porque a situação foge completamente do seu controle. Nesse aspecto, o filme fortalece tanto essa abordagem que usa a mãe do garoto à distância (em ligações telefônicas, imagem sempre ausente), pois se trata da visão paterna e masculina dessa dor.

Obviamente que há asa cenas em que o drama do garoto é o foco, está lá Timothée Chalamet chorando ou se drogando compulsivamente, mas elas parecem apenas utilizadas para intensificar a situação, e logo a seguir voltar às reações do pai, ou da madrasta, e novamente o quão crível pode ser para um pai de um lar estável.

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Alabama Monroe

Publicado: junho 6, 2013 em Cinema
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ocirculoquebradoThe Broken Circle Breakdown (2013 – BEL/HOL) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Situação-extrema, momento de ruptura, estamos sujeitos a esses desejos do destino de romper com a realidade, o quebrar do círculo. O filme é narrado simultaneamente, em dois momentos da vida de um casal. No presente eles enfrentam o câncer da filha de seis anos. No passado recente, o início do relacionamento,   meio sem jeito, ela tatuadora e ele um ateu de uma banda de bluegrass.

Posto isso, sobra pouco no trabalho do diretor Felix Van Groeningen. Ele se esforça em embaralhar a narrativa, esconder as diferenças do casal para que fossem percebidas no momento de crise. Assim temos a sensação de um romance desmoronando, em situação tão crítica, mas se o sofrimento contamina o casal, as diferenças ideológicas e religiosas só aparecem no roteiro nesse momento, camufladas para facilitar, artimanha barata, por mais que o filme tenha ritmo e consiga se equilibrar bem entre romance, comédia e tragédia.