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Film Review The ButlerLee Daniels’ The Butler (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Com a história de vida de Lee Daniels, todos seus rótulos, e suas amizades no meio artístico, estará garantida a longa vida de sua carreira, infelizmente. Suas causas são justas, os grandes temas facilmente causam comoção, mas Lee Daniels, como um contador de histórias que se coloca, é uma decepção retumbante. Seu problema é o de não conseguir contar bem suas histórias, utilizando as artimanhas mais baratas (sentimentalismo, trilha sonora, tudo que estiver a seu alcance) para inflar sentimento no público.

Com esses truques baratos que ele traz ao cinema a história de Cecil Gaines (Forest Withaker), fazendo dela um grande resumo da luta contra o preconceito racial nos EUA. Como disse anteriormente, sua causa é mais que interessante, a ideia de resgatar os “negros de casa” para dentro da Casa Branca, e sob a perspectiva dos que fingem não estarem presentes demonstrar aspectos de cada presidente, é bastante consistente. A vida de Cecil, aliada ao conflito com um de seus filhos, é o próprio resumo da história de Martin Luther King e tantos outros.

Mas, quando Lee Daniels, chama seu nome até no título do filme, e demonstra todo seu ego inflado, ai fica nítido o quanto do diretor está presente na narração, no modo de contar tal história. A vida do mordomo cruza os acontecimentos mais marcantes da história dos EUA, um país fervendo com a Guerra do Vietña e a luta dos negros por direitos iguais, enquanto mostra alguns aspectos desses fatos, Daniels desperdiça o tempo sem caracterizar os presidentes, abusando sempre no tom solene que tanto almeja a comoção. Lee Daniels é daqueles cujos filmes todos devíamos passar longe.

oultimodesafioThe Last Stand (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O que foi isso Jee-woo Kim e Arnold Schwarzenegger? Uma tentativa de um western pós-moderno? O ex-governador podia aproveitar o exemplo de Clint Eastwood que, quando atua, empunha sua arma e faz cara de durão. Só que não abusa das leis geriátricas. Já Schwarzenegger prefere unir Duro de Matar com o espírito dos westerns, uma emboscada na rua enquanto metralhadoras e helicopteros animam a festa.

E para piorar, os coadjuvantes fazendo papéis de tontos, dos policiais ao fora-da-lei preso que sente remorso e vira mocinho (Rodrigo Santoro), isso sem falar no dono do museu de armas. É muita trapalhada junta e um espírito de boa-vontade imenso para acreditar em tantos tiros longe dos poucos alvos, com tamanho poder de fogo. Jee-woo Kim não mostrou ao que veio.

Panic Room (2002 – EUA)

Os méritos são todos de David Fincher. Este não é o tipo de filme em que a história consiga resgatar o mínimo interesse, o roteiro está lá apenas para oferecer ferramentas, insinuar situações, nada além de idéias (possibilidades) para que o talento do cineasta seja colocado à prova. Levar em consideração a elevação do drama com doenças e outros exageros melodramáticos é perder tempo com a purpurina enquanto o baile corre frente a seus olhos. O segredo está naquela cena em que você sabe exatamente o que vai acontecer, ela (Jodie Foster) vai correr aquele risco, é óbvio o que está por vir, ainda assim seu coração está na boca, batendo acelerado, sua mão suando, seus olhos não piscam, Fincher você venceu, deixou todo mundo eletrizado. Deve haver, pelo menos, uns trinta minutos de tensão extrema, umas 3-4 cenas que praticamente enlouquecem o público, tudo obra de Fincher que conduz o suspense com seus toquinhos modernos e a excessividade dramática do roteiro.