Posts com Tag ‘Frank Langella’

graceofmonaco-xlargeGrace of Monaco (2014 – FRA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Grace Kelly (Nicole Kidman) dividida entre o próximo filme de Hithcock, Marnie, e a repercussão da opinião pública de uma princesa de Monaco atuando em Hollywood. Eis o dilema em que o diretor de filmes tão insosos, Olivier Dahan, se meteu para contar parte da biografia de Grace Kelly.

Há ainda a questão política, o príncipe Rainer III (Tim Roth) numa feroz guerra comercial com a França, riscos de retaliação militar, momentos tensos. Dahan transforma Grace Kelly num instrumento de “genialidade” da política internacional. Da futilidade da vida de princesa, e do casamento desgastado, em uma líder exemplar.

É triste como o filme não consegue sair das armadilhas que o tema lhe impõe. Mistura o conto de fadas da vida da princesa, com seus dramas pessoais, de forma a nascer um grande livro de autoajuda de como se reerguer das trevas e domar seus problemas. Nicole Kidman não consegue deixar de ser Nicole Kidman, Rainer acaba renegado ao papel de marido da princesa, o filme gira em torno de sua áurea, mesmo nas questões militares. Dahan e outro desserviço ao cinema mundial.

 

A Caixa

Publicado: abril 19, 2013 em Cinema
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The Box movie image Cameron Diaz and James Marsden day 3The Box (2009 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Richard Kelly dá início a um thriller intrigante, bem da verdade que ele abusa um pouquinho no drama familiar para que eles mergulhem na proposta, ainda assim bantante intrigante. Uma caixa, um botão, aperte e ganhe 1 milhão de dólares. Parece perfeito, fácil, mas apertando um desconhecido qualquer irá morrer.

Quando ele cai na armadilha de discutir a raça humana, testando sua ética e seus limites, pronto, lá se foi a idéia que mantinha a atenção inveterada nos passos de Cameron Diaz e James Marsden. O desenrolar megalomaníaco, jogando a raça humana num looping de comportamento praticamente esquarteja aquela proposta intrigante, do homem distinto e repulsivo (Frank Langella).

Starting Out in the Evening (2008 – EUA)

Qualquer palavra que for dita além de um típico telefilme para exibição no canal GNT não representará também ao filme de Andrew Wagner. Porque essa definição o representa de forma avassaladora, dirigido apenas a um público, o que assiste a esses dramas baratos num fim de tarde por não ter nada a fazer e pode gastar sua vida se emocionando com qualquer coisa. Porque se há um filme qualquer nota, esse é dos que lideram a lista.

A câmera é vagarosa e silenciosa como a vida do professor e escritor (Frank Langella) que usa gravata diariamente em sua casa, fala pausadamente, de movimentos lentos e serenidade irritante. Ainda flutuam ao seu redor uma jovem querendo escrever uma tese sobre sua obra e sua filha que sonha em ter um bebe entre seus relacionamentos naufragados. E o drama caminha lentamente, sem nada, exatamente nada interessante, um senhor que não consegue terminar seu livro, uma quarentona que não se realizou como mulher e uma jovem com uma paixão ressentida pelo autor dos livros. E o público fica a mercê de personagens tolos e a trilha sonora que tenta representar os momentos de “emoção, quase como os agitadores de palco do programa do Faustão.

All Good Things (2010 – EUA)

Convencional e protocolar, com dois atores bem conhecidos do público (Ryan Gosling e Kirsten Dunst), uma história de drama familiar que levanta a suspeita sobre o desaparecimento de uma mulher. O público alvo está claro, e o cineasta Andrew Jarecki cuida para deixar a história se reveler lentamente. A primeira parte mais “romantic” parece melhor resolvida, quando os personagens mostram suas facetas e o filme se divide entre o suspense e elevação dos dramas familiares é que os exageros e slow-motions tornam tudo ainda mais convencional. O que fico realmente me perguntando é como um filme conta uma história (e se diz baseada em fatos reais) sendo que até hoje não se sabe realmente o que aconteceu. Narrar suposições como verdades/fatos é de um peso absurdo.

oultimoportalThe Ninth Gate (1999 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

A trama é mais uma daquelas histórias de invocação do demônio, partindo do mundo de colecionadores de livros raros, a adoração por relíquias e preciosidades, desemboncando diretamente na magia negra e seitas religiosas demoníacas. O especialista em livros antigos, Dean Corso (Johnny Deep), recebe a proposta tentadora para encontrar o exemplar original do livro que teria sido escrito com ajuda de Lucifer, e que seria um portal para invocá-lo. O resultado final não chega ao satisfatório, o célebre diretor Roman Polanski esbarra em muitos clichês, e um mistério facilmente “sacável”, culminando na atmosfera morna e previsível.