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Pan (2015 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A Warner guardou o lançamento para depois dos chamados Summer Movies, a temporada dos grandes Blockbusters nos EUA. Sinais de muita confiança, ou de total pé atrás com a história dos primórdios de Peter Pan, tudo que ocorreu antes dos embates do garoto que não queria crescer e o Capitão Gancho. Interessante como este ano tivemos o retorno, aos cinemas de duas histórias infantis celebradas, protagonizadas por crianças, e que andavam esquecidas. O Pequeno Príncipe ganhou uma bela animação francesa, dirigida por Mark Osborne, e que também ia além da história mais conhecida (no caso, chegando ao príncipe adulto).

Voltando ao filme, é muito eficiente como aventura infantil, mesmo que trabalhando com clichês por todos os lados. Desde a vida de órfão com freira megera, até finalmente a chegada à Terra do Nunca. A profecia de Peter (Levi Miller) como o escolhido, ajudado por Tigrinha (Rooney Mara), e vejam só por Gancho (Garrett Hedlund), antes de se tornar o Capitão Gancho.

A mão de Joe Wright fica nítida nos figurinos, principalmente do vilão Barba Negra (Huugh Jackman), e pelo colorido da tribo e das fadas. Essencialmente focado no público infanto-juvenil, peca pelo melodrama nos s momentos mais agudos, só que funciona perfeitamente no que se dispõe a fazer que é agradar a criançada.

On the Road (2012 – EUA/FRA/BRA)

Quando Jack Kerouac saiu pelos EUA naquele esquema uma calça jeans e duas camisetas, não pensava em se transformar em símbolo da contracultural, da geração beatnik, nem nada. Queria viver sem limites, aproveitar da vida o que ela tivesse a oferecer no presente. Experimentar, experimentar, e experimentar, e isso quer dizer diversão, prazer, sexo, alcool e drogas. Seu único objetivo era se tornar escritor.

E seu livro virou o que virou, as aventuras vividas entre Sal Paradise (alter-ego de Kerouac) e Dean Moriarty, cruzando os EUA (e México) se tornaram símbolo de liberdade, a vida libertária por excelencia, a falta de responsabilidade como forma de burlar o sistema. Sob a adaptação de Walter Salles (o Sr. Road Movie do cinema atual) o material do livro ganha em dramaticidade e melancolia (que estava lá, aqui eclipsada), falta filme de estrada.

Os corpos vem e vão, o carro anda quilometros entre NY, Denver, São Francisco. As estripulias sexuais e químicas dominam os personagens. Ainda assim, falta a continuidade do livro, essa dimensão de que eles estão se afogando, de que o frenético é diário, sem pausa. Não há descanço. Falta poeira nessa estrada, falta brilho a Sal Paradise (Sam Riley apgado) enquanto sobra essa energia no personagem de Moriarty (Garrett Hedlund, que transpõe bem a essencia de Moriarty no livro).

 As palavras estão nas bocas dos personagens, mesmo assim, falta a impressão de que eles estão contando os centavos no bolso para pagar uma bebida, e não tem o que comer amanha. Falta essa essencia, Salles foca nos personagens e transforma as cidades em apenas letreiros informando onde estão. Porém, consegue resgatar muito bem a relação entre Sal, Dean e Marylou (Kristen Stewart sexy como o personagem pedia), esse triangulo (não exatamente amoroso, a relação entre eles poderia ser considerada destrambelhada) torto dá uma outra vida ao filme de Salles. Talvez o espírito do livro fosse inadaptável mesmo.