Posts com Tag ‘Geneviève Bujold’

aguerraacabouLa Guerre est Finie (1966 – FRA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Na forma mais próxima do que Alain Resnais chegara de um cinema narrativo convencional, aliando-se do que é chamado cinema político. O filme não deixa de ser sobre membros ativistas do partido comunista espanhol, refugiados na França, durante o governo franquista. Mas, no meio das discussões politicas, da militância e dos perigos das entradas clandestinas, passaportes falsos e etc, está um homem (Yves Montand) que, ao mesmo tempo, entrega-se a seus ideais, se apaixona por uma mulher, e viver a indecisão da angustia que as escolhas perfazem.

Não, não espere um drama romântico, tais nuances apenas dão peso a conflitante consciência desse homem de ideias, de uma luta justa e perigosa. Charme que cega, sua Espanha ainda clama pelo tipo de militância a qual ele deu sua vida? As perguntas se tornam cada vez mais conflitantes, a clandestinidade como força de afastar-se da realidade. Qual guerra acabou? A guerra contra a ditadura, ou a sua própria guerra particular? Contra quem realmente luta Diego Mora?

gemeosmorbidasemelhancaDead Ringers (1988 – CAN/EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Novamente David Cronenberg criando uma atmosfera sufocante, sempre com pitadas (maiores ou menores) de bizarrice. Dessa vez, a mórbida semelhança de irmãos gênios inseparáveis. Totalmente idênticos, exceto na personalidade, Beverly e Elliot Mantle (Jeremy Irons) são famosos ginecologistas especializados em fertilidade feminina. Além de trabalharem juntos, ainda dividem o mesmo apartamento, e normalmente, as mesmas mulheres, sem que elas saibam. Beverly é tímido, introvertido e extremamente competente. Elliot é mulherengo e bom nos negócios, adora o status que a clínica alcançou.

A dupla se envolve com uma paciente, a famosa atriz de TV Claire Niveau (Geneviève Bujold). Beverly apaixona-se pela moça, mas ela nota as diferenças (saía com os dois, e não sabia), descobre a verdade e se afasta. A paixão de Bervely é o começo da decadência na relação entre os irmãos, e deles com a sociedade. Depressão, o refúgio nas drogas, a total perda de controle arrasta o irmão e a carreira profissional. No desequilíbrio surge a confusão de personalidades, a falta de individualidade, e o castelo de cartas ruindo rapidamente. Lento, e muitas vezes perturbador, Cronenberg carrega no tom pesado destes personagens sufocantes, deprimentes e complexos. Jeremy Irons interpreta os irmãos, primorosamente, conseguindo a proeza de facilmente se fazer notar qual dos dois personagens está em cena.

seducaofatalEye of the Beholder (2000 – ING) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Tinha tudo para ser um thriller interessante, ficou na expectativa. O diretor Stephan Elliot, diretor de Priscilla, A Rainha do Deserto, não consegue dar sentido consistente à trama intrigante que tinha nas mãos. História de caça de gato e rato envolvendo agentes secretos e assassinos. Stephen Wilson (Ewan McGregor)agente secreto da embaixada britânica nos EUA, convocado a investigar o filho de um grande figurão. Durante a investigação o rapaz é assassinado por Joanna Eris (Ashley Judd), que passa a ser perseguida por Stephen.

Ela é especialista em perucas, uma nômade de residência e aparência, enquanto assassina homens por onde passa. Stephen a persegue utilizando-se de equipamentos de som e imagem para acompanhar tudo, enquanto sente o peso da culpa após a perda da esposa e filha, sente-se culpado. A atraente assassina fascina o agente, que tenta protegê-la escondendo provas dos crimes, e tentando descobrir mais informações sobre a moça. E o filme vive desse voyeurismo de atração inexplicável, a ponto de abandonar o que lhe restou, até finalmente serem obrigados a se conhecerem oficialmente.