Posts com Tag ‘George A. Romero’

anoitedosmortosvivosNight of the Living Dead, 1968 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

O clássico cult de terror e pai do subgênero apocalipse zumbi rapidamente se tornou referência e marcou o início da saga dos Mortos (que já são seis filmes) dirigidos pelo mestre George A. Romero. O teor político desde este primeiro capítulo é o ponto fundamental, guardando sempre finais surpreendentes e provocativos, após tantas cenas de violência explícita e imagens repugnantes.

Em preto e branco, praticamente gravado no entorno de um casa, reúne uma pequena quantidade de personagens lutando pela sobrevivência frente ao misterioso fenômeno dos mortos não enterrados reviverem, ávidos por carne fresca. O intrigante de Romero é, não só, tratar dessa incansável fúria de bandos zumbis, como tratar do terror de seus personagens, nas diferenças e brigas, o envolvimento de governo e imprensa, e outras questões fundamentais como preconceito e o a transformação do medo. Desse conjunto heterogêneo que Romero cria praticamente um mito, de infinitas possibilidades, e que pode servir para tantas metáforas e interpretações.

Martin

Publicado: maio 14, 2012 em Cinema
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Martin (1976 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Elogiado como o mais naturalista dos filmes de vampiro já filmados desde Nosferatu, o longa foi mais um dos que deram prestígio ao cinema de terror de George A. Romero. O roteiro está calcado na sede de sangue do “falso” jovem que vem morar na casa de um tio católico fervoroso, na esperança de conter seus repentinos ataques e desejos. Porém, a ingenuidade do personagem é praticamente a mesma do roteiro, que cria situações sem uma grande preocupação com o bom-senso do “para cada ação, uma reação”. Assistimos ao jovem descobrir a primeira noite de sexo sem que esteja usando o corpo após um ataque, ou suas ligações para um programa de rádio notívago narrando as peripécias da vida de um vampiro e o que são boatos ou não. Romero cria a atmosfera na seqüencia inicial dentro do vagão, e depois apenas liga o piloto-automático se valendo desse “naturalismo” que apenas camufla o baixo orçamento.