Posts com Tag ‘Giovanni Ribisi’

resultadosResults (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Depois sólida carreira pelo cinema indie americano, Andrew Bujalski em seu primeiro filme com atores renomados. E é pelo excesso de criatividade que seu filme se dissolve. Os cacoetes clichês dos filmes de Sundance aportam aqui, dessa vez, com personagens loser por excelência, tratados de maneira fofa. Mas, o problema maior é roteiro bagunçado que nem consegue brincar com as filosofias de vida pregadas pelo instrutor Trevor (Guy Pearce), e muito menos soa interessante no triângulo amoroso que se desenha. Discussões blasè que tentam mirar no romântico (Cobie Smulders bem histérica) e resoluções sexuais apresentadas de forma tão atrasadas complementam essa miscelânea mal capitaneada por Bujalski.

 

 

That Thing You Do! (1996 – EUA)

Tente tocar That Thing You Do, hoje, e certamente todos reconhecerão, vão cantar o refrão, se empolgar. A balada contagiante que aqui funciona para narrar a história de uma banda de um único sucesso (música composta para o filme), é sucesso, virou popular. Em sua estreia na direção, o consagrado Tom Hanks revive seu início de carreira e apresenta um filme essencialmente pop. E faz isso com uma qualidade rara, cinema comercial tão bem conduzido e tão bem pensado como produto, que transforma sua música em atemporal, que mantém humor e até personagens com gostos mais apurado, sem que o público deixe de se identificar com tudo aquilo que está sendo exibido.

Tom Everett Scott assume o papel de seu alter-ego (tipo físico e estilo de interpretação), Liv Tyler graciosa e romântica ajuda a criar a carga romântica, e a efervescência musical (aliada a coadjuvantes como o porteiro do hotel, ou o produtor interpretado pelo próprio Hanks) da época dos Beatles completa essa comédia musical leve, pop, e simplíssima. Não precisa ser gênio, basta ter bom gosto e algo marcante, aqui, tão marcante, que é até o título original.

Boiler Room (2000 – EUA)

Alguém realmente aposta em Giovanni Ribisi como um ator promissor? A resposta, aparentemente, é positiva, afinal ele tem sido figura presente no cinema atual. Aqui é o protagonista do filme do diretor estreante Ben Younger, um dramalhão cansativo e ultrapassado sobre a relação pai e filho. Um jovem trambiqueiro (o pai juiz e ele abriu um cassino clandestino) no mundo de Wall Street sofrendo forte pressão familiar sob as expectativas de fortuna fácil. O emprego promete seu primeiro milhão em três anos, o sistema de vendas é extremamente agressivo, sua estratégia é “Cada ligação é uma venda”.

Cada nada fácil é o que parece ser, a trama guarda surpresas ao jovem, incluindo envolvimentos amorosos e investigação policial. Nada passa do banal e Ribisi nunca ajuda a mudar esse panorama.

O filme ainda parece fazer questão de desperdiçar personagens, como o corretor Chris (Vin Diesel) e o enigmático Michael (Tom Everett Scott). Se há algo interessante são as aparições de Ben Affleck como um consultor de treinamento para os jovens corretores, seu discurso direto e certeiro e o único fio de esperança até que tudo isso acabe.

60segundosGone in Sixty Seconds (2000 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Remake de um filme homônimo de 1974. Dominic Sena dirige o filme entre muita fumaça, carros esportivos e testosterona. Uma gangue espetacular que rouba os carros, mais caros, em menos de 60 segundos, como se estivessem abrindo uma lata de sardinha. Entre tantos roubos e fugas alucinantes, uma lenga-lenga amorosa, longe de qualquer glamour que o original possa ter. O irmão (Giovanni Ribisi) do mais prolífero assaltante de carros, Memphis (Nicolas Cage), está em apuros, e a lenda convoca seu antigo time para ajudar. São 50 carros para serem roubados, numa única noite, incluindo Eleanor (cada carro ganho um apelido com nome de mulher, e esse é a pedra do sapato de Memphis). O filme vem antes de Velozes e Furiosos, que talvez seja mais honesto e competente no lidar com carros. Este 60 Segundos é só outro clichê caça-níquel dos filmes de ação.