Posts com Tag ‘Gwyneth Paltrow’

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Iron Man 3 (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

O fascinio, que virou febre, permanecerá intacto. Já se espera a próxima aventura com a presença de Tony Stark (Robert Downey Jr). Enquanto houver explosões e esse ego inflado e divertido, o público estará presente. Mais neurótico do que nunca, Stark recomeça com um flashback, mas antes ele se mostra realizado com seu relacionamento com Potts (Gwyneth Paltrow), e ainda mais obcecado por suas armarduras e tecnologias. Mas, acima de tudo um neurótico.

A presença de Shane Black (roteirista de filmes de ação como Máquina Mortífera), como diretor e roteirista, trouxe vilões bem mais interessantes (Ben Kingsley e Guy Pearce), e o terrorismo como mote central. Mas veio também uma versão MacGyver do Stark. As pretensões do personagem são trocadas pelas pretensões do próprio filme, tudo está cada vez mais faraônico, e quando procura algo mais “palpável” o transforma nesse clipe atualizado do velho seriado dos anos 80.

homemdeferro3_2É a sequência da farofa de Os Vingadores, aliás o filme não se cansa de citá-lo (até cansa), com os ingredientes básicos para manter a franquia viva, em alta, causando furor com as filas nas salas de cinema. Por mais que abuse de soluções fáceis, os minutos finais são ainda mais contundentes nisso, o fascínio causado por Tony Stark camufla os problemas.

osvingadoresThe Avengers (2012 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Que grande farofa cozinhada pelo diretor Joss Whedon. Mas, como nas propagandas das Facas e da meias resistentes: “não é só isso”. A farofa é bem encorpada, tem tomate, linguiça especial, ovo, e outras iguarias pouco comuns. O plano da Marvel foi claro, lançar filmes, independentes de seus heróis, e depois uma franquia que os uma. O futuro promete que os filmes independentes também dialoguem com a franquia principal, garantindo assim mais bilheteria. Se alguns filmes deram certo (Homem de Ferro), outros fracassaram (Hulk, por exemplo foram duas tentativas e nada, só que dessa vez, Mark Rufallo foi quem roubou a cena e pode trazer nova vida ao Hulk).

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E nesse foi momento de unir os Vingadores através da S.H.I.E.L.D, prevalece, acima de tudo, o humor de Tony Stark, multiplicando aos demais. Deixando que as explosões ocupem o resto da história. Sinto falta de uma preocupação mais forte com vilão (Loki), e com uma história que não fosse plausível apenas com extraterrestres (porque desse modo ficou fácil). Mas, se o cinema é capaz de criar um produto para se saborear com pipoca e diversão, os Vingadores é o exemplo máximo.

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Iron Man 2 (2010 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Bastaram dois filmes para que o Homem de Ferro se tornasse um fenômeno, colocado no primeiro plano dos super-heróis, tomando o posto do Superman. Mas o diretor Jon Favreau (que faz ponta divertida nos filmes) não é o grande responsável, foi Robert Downey Jr quem criou o mito. Tony Stark é Downey Jr, excêntrico, carismático, debochado. Os grandes momentos são quando Stark assume sua vida, sem armadura, sem heroísmos.

Quando surge o Homem de Ferro não passa de mais um jogo de bons efeitos especiais e vilões caricatos (dessa vez Mickey Rourke), felizmente sempre há Stark com suas piadas e provocações, o filme está impregnado desse humor de Downey Jr, não importando quais loiras estão ao seu lado (Gwyneth Paltrow ou Scarlett Johansson).

jogadaderiscojpgHard Eight (1996 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A câmera segue num plano-seqüência, o plano vai fechando na porta de uma lanchonete, onde focaliza John (John C. Reilly) sentando à porta, no chão, desolado. A imagem representava o olhar, ao caminhar, de Sydney (Philip Baker Hall). Eles trocam uma breve conversa, até sentarem-se numa mesa. Estão em Las Vegas, John perdeu o pouco dinheiro que tinha, sua idéia era conseguir a quantia necessária para o funeral da avó. Sydney promete ajudá-lo com um pequeno truque no cassino.

Surge uma grande amizade. A narrativa pula para dois anos adiante, John é praticamente um seguidor do amigo, porém Paul Thomas Anderson guarda o segredo que os uniu nessa amizade. E este segredo é revelado pelas relações dos dois com a garçonete/prostituta Clementine (Gwyneth Paltrow) e o leão-de-chácara Jimmy (Samuel L. Jackson). Anderson estreava na direção de forma surpreendente, com roteiro enxuto, algumas tomadas lindas, e as primeiras mostras de todo o virtuosismo que estaria presente em seus próximos filmes. Uma história de paternalismo forçado, por um passado obscuro, acontecendo num ambiente onde tudo fede a dinheiro e interesses escusos.

The Royal Tenenbaums (2001 – EUA) 

A consagração em seu terceiro longa-metragem. Wes Anderson já havia sido bem recebido pela critica com Três É Demais (Rushmore), e agora repete os elogios e conquista seu púbico com essa excentricidade dominante. Desde o formato dividido em capítulos como num livro, passando por seus personagens esquisitos, mórbidos e desembocando no humor negro, e num certo grau de ousadia do roteiro co-escrito por Owen Wilson, sempre a excentricidade como figura capital.

No centro de uma familia de prodígios está o patriarca inescrupuloso, o advogado Royal Tenenbaum (Gene Hackman). Os três filhos, um deles adotivo, demonstram talentos natos para as finanças, artes ou esportes, quando crianças. Após ser desmascarado pela família, Royal é obrigado a deixar a casa e se afastar. Mais tarde, completamente falido, descobre que sua esposa Etheline Anjelica Huston) pretende casar-se com o contador. Royal planeja retomar seu lugar na família, inventando uma doença terminal, e desse modo, acabando também com seus problemas financeiros.

A genialidade infantil foi perdida entre problemas familiares e desencontros amorosos, cada um a seu modo, vive amargurado, solitário, ou melhor… perdido. Aquela capacidade precoce foi canalizada para uma tristeza explícita e cíclica. Wes Anderson imprime, com muita personalidade, o astral de seus personagens, vai além disso, todo o pesar e sofrimento são ressaltados com maquiagens, cores de móveis e paredes, direção de arte em sintonia total com a melancolia presente. O humor negro, Anderson descontrói o mito do american way of life, de maneira caricata e abusivamente esquisita.

Gene Hackman brilha, apoiado num elenco de peso, em atuações sob medida ao tipo de cinema que Anderson tenta criar. Mas é uma narrativa calcada numa visão tão nerd de mundo, numa simetria estética que se contrapõe as cores berrantes. Vale, além da corrosiva critica à sociedade americana, a questão dos problemas psicológicos encontrados em  talentos infantis que não se concretizam quando adultos. São inúmeros os casos de adolescências perturbadas e brigas entre familiares gananciosos. Macaulin Calkin está aí para não me deixar mentir.

maisqueoacasoBounce (2000 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Outra comédia romântica típica, dessa vez brincando com os mistérios do acaso. Um publicitário de sucesso, Buddy Amaral (Ben Affleck), véspera de Natal, atrasos, novas amizades entre o caos do aeroporto e a gentileza de troca de passagens, com um desconhecido, após o garanhão conquistar outra desconhecida. O avião cai, nenhum sobrevivente. A tragédia mexe com Buddy, o peso da culpa o leva ao álcool e desleixo no trabalho. Acaba é internado no AA, por seis meses, e ao sair, decide ajudar as pessoas que ele fez mal (um dos mandamentos do AA). E a primeira pessoa que ele escolhe? A viúva do desconhecido com quem ele trocou a passagem.

Abby (Gwyneth Paltrow) havia se tornado corretora de imóveis,  e morava com seus dois filhos, após a morte do marido. Buddy se aproxima, o intuito era ajudar, mas acaba apaixonado. Porém, como toda comédia romântica típica, lá vem a grande virada que gera briga, desencontro, separação. Momento para a tentativa de reconquista. Fora os senões absurdos do roteiro, desde o conceito relativo de Buddy ter prejudicado Abby, afinal nunca adivinharia que o avião iria cair, até a idéia fora de propósito do julgamento. (artificio barato para declarações emocionadas).  O diretor Don Roos apenas segue a cartilha do gênero.

 

 

umcrimeperfeitoA Perfect Murder (1998 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Um grande e falido magnata (Michael Douglas) de Wall Street trama um plano diabólico na ânsia de recuperar suas divisas: assassinar de sua esposa (Gwyneth Paltrow). Para isso, envolve o jovem pintor (Viggo Mortensen) e amante da esposa, no “crime perfeito”. É mais um destes capítulos da banalidade do cinema. O diretor Andrew Davis comanda o roteiro cheio de reviravoltas e surpresas, de planos que não sabem como havia sido planejado, de chantagens, escândalos e arrependimentos. Crises conjugais e relações extraconjugais, golpistas procurados pela policia, famílias ricos, herança. Não falta nenhum ingrediente do clichê dos filmes de suspense. Michael Douglas com ar diabólico, Gwyneth Paltrow e seu insistente ar sonso. Um imenso mais do mesmo.