Posts com Tag ‘Hale Berry’

X_Men_Days_Future_PastX-men: Days of Future Past (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O filme anterior preparava o caminho e este tem o enredo necessário para o reboot da franquia, e com isso a garantia de mais alguns filmes e muita bilheteria. Porém, se aquele vinha carregado de uma jovialidade oriunda dos jovens mutantes se descobrindo, e se unindo. O novo filme, com o retorno na direção de Bryan Singer, vem com o peso de um Os Vingadores (sem o humor, aquela farofa toda).

Os X-Men sempre carregaram o peso de um teor político, o embate entre mutantes e humanos. Professor Xavier (James McAvoy ou Patrick Stewart) pregando a paz e vida harmônica na Terra, enquanto Magneto (Michael Fassbender ou Ian McKelen) a luta. Recorrer a história HQ que traz viagem no tempo, leva Wolverine (Hugh Jackman) aos anos setenta. Singer é cuidado em ambientar a história do tempo, e esse cuidado são os méritos mais interessantes.

Além do cuidado técnico, o que se vê em cena é a perda das principais qualidades do filme anterior, o peso do drama cede espaço a um tom carregado, personagens desperdiçados dentro de um quarto, e o desperdício de reunir o elenco das duas gerações de X-Men. O reencontro dos 2 atores de Xavier, por exemplo, traz a cena mais constrangedora do filme. O momento anos 70 se desenvolve, enquanto o atual é mero trampolim, a fórmula não funciona bem enquanto Wolverine e os heróis rejuvenescidos tentam salvar os mutantes das poderosas sentinelas. Virou apenas mais um filme de heróis, com seus poderes, e uma abafada sensação de que o encontro de épocas poderia criar cenas épicas.

oultimoboyscoutThe Last Boy Scout (1991 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Os anos foram passando, e aquela sensação de que o filme de Tony Scott era quase um spin-off de Duro de Matar, permaneceu viva na memória. Talvez seja o humor do protagonista (Bruce Willis), exatamente o mesmo de John McLane, aliado ao parceiro negro (Damon Wayans), e um grau de alcoolismo que o faz iniciar o filme bêbado, dormindo num carro (assim como Duro de Matar 3), já seria boas desculpas para acreditar se aproximação além do ator e gênero de ação.

Durante um jogo de futebol americano, um dos jogadores corre para o Touchdown e antes de ser bloqueado, saca uma arma e atira no joelhos dos adversários. Não me digam que tamanha audácia não é intrigante. A trama segue entre as dificuldades do casamento do detetive, e seu passado de glória trabalhando para o presidente, e a ganancia de magnatas do esporte, envolvidos em apostas e outras maneiras de realizar cifras milionárias.

Longe dos trabalhos mais prolíferos de Tony Scott, se não houvesse a proximidade com a trilogia antiga (já que a franqui foi retomada) poderia estar um pouco mais esquecido. Afinal, bebe dos clichês sem oferecer nenhuma esperança de redenção. Nem mesmo a aparição de Hale Berry em início de carreira, daqueles filmes que ficam melhores na memória de infância.