Posts com Tag ‘Harrison Ford’

starwarsVIIStar Wars: Episode VII – The Force Awakens (EUA – 2015) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Foram três décadas até a saga Star Wars retomar os acontecimentos de O Retorno de Jedi. Os heróis e os robôs clássicos estão de volta, dando início a transição a novos robôs e personagens, cujo futuro pode reservar também a antologia de um Han Solo (Harrison Ford) ou Luke Skywalker (Mark Hamill).

A trama é clara derivação do episódio IV, mudam-se os nomes dos líderes inimigos, e algum detalhe aqui e ali (que tenha forte significado a toda a saga), mas a fórmula está mantida. O grande mérito de J. J. Abrams, dessa vez, é manter o clima de Star Wars. Seu filme joga forte com os fãs, desde permitir entradas triunfais dos antigos personagens que causem euforia no público (a primeira grande cena é com a Millenium Falcon), até estabelecer novas sequencias, que chacoalham para todos os lados, dos confrontos pelo espaço.

Mesmo com o roteiro bem explicadinho, e as costumeiras cenas sentimentalóides, a saga Star Wars ressurge, com mais poder de bilheteria do que nunca. A bagagem de jedis, seres intergalácticos, e lutas com sabre de luz vão fazer bem ao circuito de blockbusters do cinema, e manter a loucura de multidões, ainda que o substituto de Darth Vader não seja tão marcante assim.

Blade Runner

Publicado: dezembro 3, 2005 em Cinema
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Blade Runner (1982 – EUA) 

Engraçado como se pode criar uma imagem sobre um filme na cabeça, e ela ser tão diferente da realidade. Foi o meu caso com relação a esse clássico da ficção científica, filme cult dos anos 80. Expectativa de um filme frenético, de cenas alucinantes de perseguição e caça aos androides. Que nada, é um filme lento para os padrões do gênero, e que cultua questões filosóficas do tipo: quem somos, de onde viemos? Ridley Scott vinha do sucesso de Alien, mas naufragou nas bilheterias com essa adaptação de um livro de Phillip K. Dick. O tempo o tornaria um filme tão cultuado.

Influências estéticas e previsões futuristas, Deckard (Harrison Ford) é um caçador de androides, uma espécie de policial. Seu estilo de se vestir, referência aos filmes noir da década de 50, rivaliza com o aspecto underground, de submundo, da Los Angeles em 2019. A decadência total das metrópoles superpopuladas, um mundo quase apocalíptico. A chuva torrencial e incessante, moradias esquizofrênicas, a referência a Metrópolis de Fritz Lang é fácil.

A grande sacada, talvez o motivo da adoração ao filme, não está no clima futurista, nem no blade runner quase emotivo de Ford, nem nos efeitos especiais.  O clima sombrio, o pessimismo, ainda que venham amenizados por uma narração em off bem didática, auxiliam no clima que levanta as tantas questões filosóficas. Os androides sobrevivem apenas quatro anos e é isso que eles buscam, aumentar seu tempo de vida. São robôs extremamente humanizados, com sentimentos, sensações e até recordações de infâncias que não viveram. Eles lutam para viver mais, discutem as questões filosóficas já citadas, e aí Rutger Hauer dando seu show, e roubando complementa a cena. No ápice, a câmera é centrada em Hauer, seus olhos azuis, sua cara de desilusão, seu discurso no melhor estilo “penso, logo existo”, é nesse momento que o filme deixa de ser uma simples ficção científica. Não seria certo afirmar entusiasmo pelo filme, mas há em Blade Runner algo mais do que as atuais sci-fi que não passam de meros filmes de ação camuflados por ideias futuristas.

acimadequalquersuspeitaPresumed Innocent (1990 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Um daqueles filmes policiais com Harrison Ford, que povoaram cinema e tv na década de 90. Baseado no livro de Scott Turow, o roteiro desenvolve a complicada situação do promotor público Rusty Sabich (Harrison Ford). Ele tem que lidar com a morte brutal de sua sensual colega de trabalho, e amante, Carolhyn Polhemus (Greta Scacchi). O caso se torna mais complicado porque seu chefe, Raymond Horgan (Brain Dennehy) está em campanha de reeleição, e o principal concorrente Tommy Molto (Joe Grifasi) alega ter provas da participação de Rusty (que ficou a carga da investigação) no crime, tentando assim desestabilizar a candidatura de Raymond.

As investigações cada vez mais o ligam à vítima, até chegar o momento em que não pode mais esconder as provas de que ele esteve no local do crime. Crise com a esposa (Bonnie Bedelia) e acusado de assassinato, Rusty busca no advogado Sandy Stern (Raul Julia) sua defesa. Dirigido por Alan J. Pakula, que consegue criar a dualidade do personagem principal, mantendo as especulações sobre inocência ou culpa de Rusty, levantando pequenas hipóteses paralelas de assassinos, sempre de forma sutil e inteligente. É exatamente quando o filme chega no julgamento que o ápice acerta o público e fica realmente interessante.