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Lucky (2017 – EUA) 

O sabor de envelhecer. John Carrol Lynch e seu simpático filme sobre a inevitável luta contra o envelhecimento, esse caminho sem volta para a máquina que é o corpo humano. Em seu último filme, o ator Harry Dean Stanton expõe toda as marcas do tempo em seu corpo, enquanto o filme constrói um sólido personagem através da sua rotina e de seus relacionamentos sociais. Teimosia, passatempos, e o sabor agridoce de enfrentar o medo da morte, a solidão e a forma como encarar o mundo. David Lynch faz participação especial, mas é a entrega de Harry Dean Stanton e seu estilo tão expressivos que tornam o filme nessa bela homenagem à velhice.

Alien (1979 – ING) 

Veja o olhar penetrante, assustado e concentrado de Sigourney Weaver. Sem dúvida, umas das características mais marcantes da franquia, e que transformou Ripley nessa heroína de carne, osso e determinação. Era apenas o segundo longa-metragem de Ridley Scott, mas o bastante para torna-lo um dos nomes mais conhecidos do cinema nas últimas décadas.

Uma nave-cargueira carregando toneladas de minérios de ferro, o aspecto sujo, a predominância dos tons escuros, tudo auxilia para o clima de horror espacial que o cineasta articula com precisão. Da aterrisagem num planeta desconhecida, os sete tripulantes ganham a visita de alienígena hostil. A primeira sequencia em que o alien sai da barriga de um dos membros da tripulação já dá a medida correta do que se pode esperar do restante do filme. A luta pela sobrevivência contra o desconhecido.

Scott combina a mistura de ficção científica com horror em sequencias de tirar o folêgo, que se tornam ainda mais contundentes sejam pelos close-up’s ou nos enquadramentos em plano aberto (como no laboratório) com a perspectiva desde o chão da nave. Fica tudo maior, mais tenso, além desse aspecto rustico, a edição ágil e cru. Ripley realmente inesquecível de uma obra-prima que não envelhecerá jamais.