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As Sessões

Publicado: março 4, 2013 em Cinema
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assessoesThe Sessions (2012 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Que medo quando dei de cara com uma sinopse envolvendo: um padre (William H. Macy), um tetraplégico (John Hawkes), uma terapeuta sexual (Helen Hunt), e o desejo de perder a virgindade. Até que o diretor Ben Lewin me fez perder o medo, ao longo do filme, por mais que seu resultado final não seja nada além de melodramático e peque pela mediocridade.

Há nele uma discussão serena, o sexo tratado como necessidade e curiosidade humana, mas tão complicado e acaba falando e discutido com tantas pessoas que se torna um tema quase comum, como comprar um sapato. Hawkes consegue dá vida a esse escritor que só mexe o rosto, sem caricaturas, sem exageros piegas, sua luta em não comover é, de longe, o mais louvável. Pena que Lewin, vez ou outra, precise dar algo mais, e nesse algo mais, estraga.

As Good As it Gets (1997 – EUA) 

Tem um quê de comédia romântica que define o gênero em sua década. A cada nova revisão, nova paixão, pela forma, como o diretor James L. Brooks, conduz a transformação de um personagem tão solitário, egocêntrico e ranzinza, incapaz de ser gentil ou fazer um elogio, num homem apaixonado, claro que a sua maneira. Esse é Melvin (Jack Nicholson), o escritor de sucesso, e uma personalidade das mais problemáticas. Cheio de manias, como travar e destravar cinco vezes a porta, ou almoçar, todo dia, na mesma cadeira, do mesmo restaurante, e ser atendido pela mesma garçonete, Carol (Helen Hunt). Exemplos de alguns excentricidades, de alguém, com conforto financeiro, e a arrogância como arma de defesa, contra o convício social. Quando alguma situação foge de sua rotina, impera nele o descontrole, como a de um garoto mimado.

O contraponto a todo o alívio cômico do personagem central é mesmo a garçonete. Explosiva, carente que alguém que lhe dê alguma atenção es especial, e repleta de problemas pessoais. Desse caos que, naturalmente, ela é capaz de descongelar o coração espinhoso do escritor rabugento, até por ter a coragem de falar não e impor limites às extravagâncias sociais del. É Helen Hunt quem dá as deixas para Jack Nicholson ser engraçado, cativante, irritante ou, até mesmo doce. E também que permite a Greg Kinnear (o vizinho gay) a surgir como essa revelação inesquecível. O público ri do rude, mas é cativado pelas possibilidades de transformações, pela quebra de limites pessoais, e pelo esforço de transgredir essas barreiras psicológicas, em prol de uma mudança, que possa resultar no dar e receber amor. Sensível e divertido, é James L. Brooks na dose certa.