Posts com Tag ‘Helen Mirren’

trumboTrumbo (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Para quem acompanha o mundo do cinema, histórias como essas são sempre interessantes por trazerem detalhes, bastidores, um algo mais, além dos filmes. A cinebiografia do roteirista Dalton Trumbo coloca em questão novamente a era da caça as bruxas de Hollywood, pessoas ligadas a indústria delatando aqueles chamados “comunistas”, hoje os delatores ficaram com a imagem negativa que na época recaia sob os mais favoráveis ao modelo soviético.

O filme dirigido por Jay Roach (outro cineasta do mundo das comédias, como Entrando Numa Fria e Austin Powers) apega-se principalmente a força da persona de Trumbo, não é por menos que ele foi o retratado a fim de resumir todos os que passaram pelo processo de perseguição. Só que Roach faz de forma tão acadêmica e preguiçosa, que as curiosidades são o que sustenta a narrativa de forma geral. Sabemos que Trumbo escrevia durante horas numa banheira, sabíamos que apoiava o comunismo, mas o filme nunca vai mais fundo em suas ideias, em seus roteiros, em possíveis influencias que o fizeram chegar a algum argumento.

Dessa pobreza, resta Bryans Cranston se contorcendo para ser a alma, e tudo mais que Roach não consegue desenvolver. De caricaturas e bons atores (interpretando grandes astros) sobram pouco além de coadjuvantes apagados e dramas pouco desenvolvidos em detrimento de pontuar a história de maneira didática ao extremo.

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hitchcockHitchcock (2012 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Na caricata visão oferecida pelo diretor Sacha Gervasi, os produtores de cinema são aqueles homens durões cujos diretores expulsam dos sets. Ao invadir, não só, toda a história das filmagens de Psicose, mas principalmente da vida do casal Alfred (Anthony Hopkins) e Alma (Helen Mirren), Gervasi abre as portas a universo riquíssimo da curiosidade humana – o por dentro da coisa.

É a figura de Hitchcock tão repleta de charme, e suspense, a capaz de dosar humor e toda essa deliciosa curiosidade por trás do mito, de seus métodos, e de como um filme pode se tornar um clássico – mesmo contra tudo e todos. Porém, o diretor prefere perder tempo com a amizade de Alma e um escritor – mote para o ciumes de Alfred. O adentrar as intimidades do casal oferece um quê de ingênuo, a ponto de transformar o mestre do suspense num garoto mimado.

Por outro lado, há a cena do banheiro, que ganha ares de ator coadjuvante na trama (talvez mais importante que Scartett Johasson), com seu clímax na primeira apresentação nos cinemas. Enfim, é um filme de momentos, principalmente pelo humor hitchcockiano, mas de um todo tão raso e tolo que a biografia não faz jus à curiosidade que o bonachão desperta.