Posts com Tag ‘Helena Bonham Carter’

assufragistasThe Suffragette (2015 – Reino Unido) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A diretora Sarah Gravon resgata a voz do movimento sufrágio britânico, a luta feminina pela igualdade, liberdade, pelo direito a voto, lá pelo início do século passado. Escolhe uma mulher na multidão, Maud Watts (Carey Mulligan) apresentando nela as dificuldades em manter a luta e a família. O antagonismo entre ideais e a estabilidade social, enquanto pontua a forma como essas mulheres se sensibilizaram para lutar por essas conquistas, um movimento que começou pacífico e chegou a pequenos atentados terroristas.

Com narrativa extremamente tradicional, Gravon estabelece o diálogo fácil com o público. Hoje é simples se solidarizar pela história de luta, pela proeza das mulheres lideradas por Emmeline Pankurst (Mery Streep), e o filme entrega direitinho o peso do drama, as facetas de sofrimento e de garra com que essas mulheres enfrentaram não só o governo, mas a sociedade conservadora. Nos créditos finais, a menção de alguns países e o ano em que as mulheres ganharam direito a voto em seus países, alguns ainda estão na promessa.

osmiseraveisLes Misérables (2012 – ING) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O poder da visão crítica de Victor Hugo sobre a diferença entre classes sociais, na França do século XIX, passou longe, mas muito longe. A direção de Tom Hooper apenas se apodera da fama do musical que fez sucesso estrondoso no teatro, mundo afora. De forma irregular, alongada, melodramática e cansativa. A primeira hora só não é totalmente entediante por duas cenas, a da fábrica e a apresentação da população miserável, de resto apenas a ladainha do início da caça, de uma vida.

O inspetor de Russel Crowe (pior cantor do planeta?) passa anos na captura do assaltante faminto (Hugh Jackman), Hooper desperdiça a miséria, privilegia a richa. Por essa disputa passam outros personagens, da vida execrável à novos vultos da Revolução Francesa, o amor jovem e pueril e aproveitadores baratos. São duas horas desperdiçadas entre canções pouco empolgantes (destaque para o solo de Anne Hathaway que lhe valerá o Oscar), até a chegada da questão política, os rebeldes civis lutando contra o governo.

Nesse ponto se apresenta , mesmo que timidamente, o conteúdo que Victor Hugo trouxe ao mundo, o desfile de coadjuvantes doando sua vida à uma causa, lutar por ideais. Mas o sofrimento é tão árduo para chegar nessa parte (tão regular), que o esforço nem vale a pena.

Poderosa Afrodite

Publicado: fevereiro 15, 2012 em Uncategorized
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Mighty Aphrodite (1995 – EUA)

Vamos combinar Woody Allen que essa idéia não deu certo. Era fraca e muito mal resolvida, as piadas não funcionam bem e algumas cenas chegam a beirar o constrangedor (no restaurante e na casa da garota de programa). Ainda assim, sem exceção os filmes são obrigatórios, primeiramente por esse personagem de si mesmo que ele interpreta (ou outros atores assumem esse alter-ego) e que não é genial, mas a repetição dos trejeitos, comportamentos, e manias o torna genial. Aqui ele é um locutor esportivo, adotando um garoto com sua esposa. Passados alguns anos lhe desperta a curiosidade em descobrir as origens do seu filho, quem seria a mãe?

A tragédia grega está tão óbvia que os atores-fantasmas que encenam e dão palpite na vida dele são figura desnecessária, afinal a situação é óbvia por si, apenas o diferencial está no mundo onde Allen tece as relações humanas de seus personagens. Mas, dessa vez, o faz de forma pouco inspirada, a começar pelo diálogo inicial na mesa de um restaurante, cópia a si próprio em Maridos e Esposas (realizado apenas 3 anos antes), seguindo pelo tema sexo despudorado que mais parece um óvni perdido entre a covardia e a verborragia, fora a atuação apagada e nula de Helena Bonham Carter.

Toast

Publicado: outubro 16, 2011 em Uncategorized
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Toast (2011 – ING)

A fórmula já está ficando gasta, abordar sobre a visão dos adolescentes a dificuldade de relacionamento dos pais, com música pop e um quê de fofura. Neste telefilme da BBC o diretor S. J. Clarkson traz a biografia do chef de cozinha e escritor britânico Nigel Slater (Freedie Highmore quando criança). Sem entrar nas particularidades dos pais antiquados do garoto, o filme está sempre namorando o tema cozinhar, a mãe (Victoria Hamilton) que não sabia nada de cozinha, o pai (Ken Stott) que só conseguia alimentar o filho com toast, e a madrasta cozinha extraordinária (Helena Bonham Carter) e rival do garoto. A história não irá além da cozinha, ok um beijo aqui e um amigo de escola ali, nada importante. Dessas tolices descartáveis para agradar o biografado.