Posts com Tag ‘Hugh Dancy’

Histeria

Publicado: julho 10, 2012 em Cinema
Tags:, ,

Hysteria (2011 – EUA/ING/LUX/FRA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Você já conhece a velha frase do “Baseado em fatos reais.” abrindo os créditos iniciais dos filmes. A ênfase com o “realmente”, logo após a informação de história verídica, dá esse tom fofo de diversão despretensiosa. E essa é a tônica, os figurinos de época retratando a Londres do século XIX, e a rebuscada maneira nos tratos sociais são apenas a camada frágil revestindo o filme, que pouco (ou nada) ousa, além do tema inusitado. Afinal, relatar como foi inventado o vibrador, não deixa de ser bastante inusitado.

Curioso que naquela época julgava-se pela medicina a “histeria” feminina como uma doença acometendo 50% das mulheres. O tratamento seria uma espécie de massagem pelas regiões íntimas, no intuito de se buscar alívio, e alguma tranquilidade para as que apresentasse esses sintomas de ansiedade, inquietude, até comportamentos mais agressivos. E os médicos acreditavam piamente (segundo o roteiro) que aquilo não oferecia prazer às mulheres, a ingenuidade masculina vem mesmo de longa data.

Enfeitar um assunto polêmico até que estivesse palatável a “quase” toda a família é a forma como a cineasta Tanya Wexler resolveu enquadrar seu filme de época. O tom de comédia vem bem a calhar, até mesmo na superficialidade de seus personagens. Há a moça de família preparada com as qualificações para gerir uma casa, o dócil e polido cavalheiro de futuro profissional promissor, o pai preocupado com a etiqueta e os melhores arranjos sociais e a mulher rebelde e feminista, instável e humana.

Esse conjunto de estereótipos de filme de época está longe de ser tratado com o requinte de um Orgulho e Preconceito, ou, ao menos, capazes de transmitir as emoções do romance que se sugere ou da humanidade explosiva a qual Maggie Gyllenhaal e Hugh Dancy gostariam de imprimir a seus personagens.

Anúncios

Adam

Publicado: abril 20, 2012 em Cinema
Tags:, , ,

Adam (2009 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Impressionante como os filmes se parecem demais uns com os outros. Tudo quanto for romance indie deve ser assim, veja bem, um pouco de melancolia, personagens de alguma forma marginalizados pela sociedade, losers. E as famosas cenas de reconciliação frente ao público foram trocadas por despedidas tristes. O diretor Max Mayer trouxe um novo elemento, a Síndrome de Asperger, uma doença que deixa a pessoa ainda mais dentro dessa concepção de filme indie, é personagem perfeito para a cartilha.

Um pulo para o tímido e instável Adam (Hugh Dancy) iniciar um romance com a linda e tristonha vizinha (Rose Byrne), garota requintada se livrando do fim de um relacionamento. O filme busca de todas as formas te emocionar com as dificuldades emocionais de Adam e sua doença. Uma doçura tenra que preenche o vazio sentimental da bela vizinha, cativa o público, e mais uma vez, preenche todos os elementos que um filme do gênero pede. O que o desenrolar dessa trama trouxer é descartável, o filme já marcou território junto a seu público, já criou seu espaço, já encontrou os “estranhos” que gostariam de identificar.