Posts com Tag ‘Hugh Jackman’

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Pan (2015 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A Warner guardou o lançamento para depois dos chamados Summer Movies, a temporada dos grandes Blockbusters nos EUA. Sinais de muita confiança, ou de total pé atrás com a história dos primórdios de Peter Pan, tudo que ocorreu antes dos embates do garoto que não queria crescer e o Capitão Gancho. Interessante como este ano tivemos o retorno, aos cinemas de duas histórias infantis celebradas, protagonizadas por crianças, e que andavam esquecidas. O Pequeno Príncipe ganhou uma bela animação francesa, dirigida por Mark Osborne, e que também ia além da história mais conhecida (no caso, chegando ao príncipe adulto).

Voltando ao filme, é muito eficiente como aventura infantil, mesmo que trabalhando com clichês por todos os lados. Desde a vida de órfão com freira megera, até finalmente a chegada à Terra do Nunca. A profecia de Peter (Levi Miller) como o escolhido, ajudado por Tigrinha (Rooney Mara), e vejam só por Gancho (Garrett Hedlund), antes de se tornar o Capitão Gancho.

A mão de Joe Wright fica nítida nos figurinos, principalmente do vilão Barba Negra (Huugh Jackman), e pelo colorido da tribo e das fadas. Essencialmente focado no público infanto-juvenil, peca pelo melodrama nos s momentos mais agudos, só que funciona perfeitamente no que se dispõe a fazer que é agradar a criançada.

X_Men_Days_Future_PastX-men: Days of Future Past (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O filme anterior preparava o caminho e este tem o enredo necessário para o reboot da franquia, e com isso a garantia de mais alguns filmes e muita bilheteria. Porém, se aquele vinha carregado de uma jovialidade oriunda dos jovens mutantes se descobrindo, e se unindo. O novo filme, com o retorno na direção de Bryan Singer, vem com o peso de um Os Vingadores (sem o humor, aquela farofa toda).

Os X-Men sempre carregaram o peso de um teor político, o embate entre mutantes e humanos. Professor Xavier (James McAvoy ou Patrick Stewart) pregando a paz e vida harmônica na Terra, enquanto Magneto (Michael Fassbender ou Ian McKelen) a luta. Recorrer a história HQ que traz viagem no tempo, leva Wolverine (Hugh Jackman) aos anos setenta. Singer é cuidado em ambientar a história do tempo, e esse cuidado são os méritos mais interessantes.

Além do cuidado técnico, o que se vê em cena é a perda das principais qualidades do filme anterior, o peso do drama cede espaço a um tom carregado, personagens desperdiçados dentro de um quarto, e o desperdício de reunir o elenco das duas gerações de X-Men. O reencontro dos 2 atores de Xavier, por exemplo, traz a cena mais constrangedora do filme. O momento anos 70 se desenvolve, enquanto o atual é mero trampolim, a fórmula não funciona bem enquanto Wolverine e os heróis rejuvenescidos tentam salvar os mutantes das poderosas sentinelas. Virou apenas mais um filme de heróis, com seus poderes, e uma abafada sensação de que o encontro de épocas poderia criar cenas épicas.

osuspeitosPrisioners (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Denis Villeneuve tem uma carreira extensa como diretor, mas seu nome se destacou mesmo com Politécnica (sobre um atirador numa escola canadense, antes de Columbine). Seu filme seguinte (Incêndios) ganhou adeptos do público que se envolve com a “história” e raiva nos que se incomodam com as coincidências do destino. O sucesso foi o bastante para que ele conseguisse angariar um elenco de peso (Hugh Jackman, Jake Gyllenhaal, Maria Bello, Viola Davis, Melissa Leo, Paul Dano e Terrence Howard).

Trata-se de mais uma história sobre “quem é o bandido?”. Alguns suspeitos, pais desesperados pelo desaparecimento das filhas, e um policia apanhando para conseguir desvendar o mistério. Porém, diferente de outros filmes do gênero que se destacaram, Villeneuve apenas conta uma história, do seu jeito pop com quê de autor (que de autor, passa longe). São planos banais, atuações e diálogos também básicos, e a manipulação de fatos e personagens ao bel-prazer do roteiro. Espanta que tantas pessoas ainda se surpreendam com tais artifícios.

Wolverine – Imortal

Publicado: julho 29, 2013 em Cinema
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wolverineThe Wolverine (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Wolverine (Hugh Jackman) é o correspondente ao Batman na Marvel. O personagem que busca isolamento, distancia do mundo, de tudo e de todos. No fundo, suas razões são ligadas à decepção amorosa, a vida como ermitão do imortal é marcada pelo sofrimento da deilusão amorosa. Por essas idas e vindas que ele vai parar no Japão, em plena Segunda Guerra, na bomba atomica em Nagasaki.

E, obviamente, se salva, segue vagando mais algumas décadas, solta seu espírito animal e suas garras quando está em perigo. Até oferecem a chance de se salvar, se não ser mais imortal, olha só que maravilha isso. Eis o mote do filme dirigido por James Mangold. Um passeio pelo Japão, uma história de traições familiares e interesses financeiros. No fundo, é sempre isso, o ser humano está sempre movido por essas questões. E o novo filme solo de Wolverine se assemelha ao antecessor, tem o tom solene de um Batman, mas não passa de um monte de sangramento e pancadarias, e um pouco de corre-corre. Não tem nada lá, novamente.

osmiseraveisLes Misérables (2012 – ING) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O poder da visão crítica de Victor Hugo sobre a diferença entre classes sociais, na França do século XIX, passou longe, mas muito longe. A direção de Tom Hooper apenas se apodera da fama do musical que fez sucesso estrondoso no teatro, mundo afora. De forma irregular, alongada, melodramática e cansativa. A primeira hora só não é totalmente entediante por duas cenas, a da fábrica e a apresentação da população miserável, de resto apenas a ladainha do início da caça, de uma vida.

O inspetor de Russel Crowe (pior cantor do planeta?) passa anos na captura do assaltante faminto (Hugh Jackman), Hooper desperdiça a miséria, privilegia a richa. Por essa disputa passam outros personagens, da vida execrável à novos vultos da Revolução Francesa, o amor jovem e pueril e aproveitadores baratos. São duas horas desperdiçadas entre canções pouco empolgantes (destaque para o solo de Anne Hathaway que lhe valerá o Oscar), até a chegada da questão política, os rebeldes civis lutando contra o governo.

Nesse ponto se apresenta , mesmo que timidamente, o conteúdo que Victor Hugo trouxe ao mundo, o desfile de coadjuvantes doando sua vida à uma causa, lutar por ideais. Mas o sofrimento é tão árduo para chegar nessa parte (tão regular), que o esforço nem vale a pena.

Real Steel (2011 – EUA)

Lembra daquele filme do Sylvester Stallone de um motorista de caminhão que cruza os EUA disputando braço de ferro? E ele precisa passar algumas semanas com o filho que nunca encontra e nasce uma óbvia relação fraternal. Adicione elementos de Rocky Balboa e uma atualização para um futuro próximo, evitando os excessivos dramalhões que Stallone adora preencher e está aí o novo sucesso do cineasta Shawn Levy. Dentro dessa atualização o pai (Hugh Jackman) pobre e bom coração se torna num interesseiro que logo no começo sai vendendo o filho, ainda assim precisa passar um tempo com o garoto e o insere no universo das lutas de boxe entre robôs (que entrou na moda quando o boxe entre humanos foi proibido). Um garoto simpático, um robô azarão que dança e faz carinha de piedade e pronto, a produção da Disney tem seu sucesso garantido, e o filme realmente funciona, as lutas são empolgantes, as cenas dramáticas de redenção funcionam, está tudo ali redondinho, funcional e divertido, por mais que seja a junção desses 2 filmes do Stallone repaginados.

The Prestige (2006 – EUA/RU) 

Brincar com o tempo é um dos passatempos preferidos do cineasta Christopher Nolan. Em seus filmes, freqüentemente os flashbacks são de importância vital, o tempo em idas e vindas, e aqui não é diferente, na história de dois mágicos obcecados. E como foco de sua obsessão, a fama e o poder, colocam-se em segundo plano, em detrimento de uma rixa estabelecida entre Robert Angier (Hugh Jackman) e Alfred Borden (Christian Bale). De aprendizes a oponentes, que não medem esforços para prejudicar ao outro, roubar seus truques e ferir da maneira mais leviana possível. Nolan transforma a mágica numa obsessão compulsiva após um acontecimento mal-explicado leva à morte da esposa de um deles. Família, amor, dinheiro, nada é tão importante quanto a disputa mortal travada pelos promissores mágicos londrinos, nada perdoa nem seus entes queridos Cutter (Michael Caine), Sarah Borden (Rebecca Hall), e a pivô de muita discórdia Olivia Wenscombe (Scarlett Johansson).

Mesmo fazendo de maneira convencional, Nolan sabe impor ação e principalmente dar cadência à sua narrativa, sempre privilegiando roteiros engenhosos e bem arquitetados, o cineasta perde-se na grandiloqüência do próprio roteiro que escorrega feio nos últimos vinte minutos com soluções mirabolantes e outras pouco interessantes. O desejo de sempre oferecer um final inventivo e inesperado nem sempre surte os efeitos desejados, e pode transformar grandes truques em mera formalidade estilística.