Posts com Tag ‘Ian McKellen’

ohobbit3The Hobbit: The Battle of the Five Armies (2014 – NZL) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Nítida sensação de cansaço com a Terra Média e seus povos. O último capítulo da saga é de batalhas sem fim, anões, elfos, orcs e etc travam batalhas simultâneas. Outro show de efeitos especiais para Peter Jackson e sua turma, falta dramaturgia, falta aquele cinema que não é feito no computador. Ser o melhor da trilogia não chega a ser mérito, o sucesso não chega aos pés da trilogia Senhor dos Anéis, culpa da repetição, do cansaço do público, afinal, a fórmula apenas se repete. Seis filmes, com mais de 2-3 horas cada, é de uma quantidade de informações repetidas que só poderia provocar desgaste no público. Obviamente que é lucrativo, mas, desde que se transformou nessa monstruosidade de um anova trilogia, que ficou nítido a necessidade de caça-níquel, mesmo que não houvesse material bastante a ser trabalhado.

X_Men_Days_Future_PastX-men: Days of Future Past (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O filme anterior preparava o caminho e este tem o enredo necessário para o reboot da franquia, e com isso a garantia de mais alguns filmes e muita bilheteria. Porém, se aquele vinha carregado de uma jovialidade oriunda dos jovens mutantes se descobrindo, e se unindo. O novo filme, com o retorno na direção de Bryan Singer, vem com o peso de um Os Vingadores (sem o humor, aquela farofa toda).

Os X-Men sempre carregaram o peso de um teor político, o embate entre mutantes e humanos. Professor Xavier (James McAvoy ou Patrick Stewart) pregando a paz e vida harmônica na Terra, enquanto Magneto (Michael Fassbender ou Ian McKelen) a luta. Recorrer a história HQ que traz viagem no tempo, leva Wolverine (Hugh Jackman) aos anos setenta. Singer é cuidado em ambientar a história do tempo, e esse cuidado são os méritos mais interessantes.

Além do cuidado técnico, o que se vê em cena é a perda das principais qualidades do filme anterior, o peso do drama cede espaço a um tom carregado, personagens desperdiçados dentro de um quarto, e o desperdício de reunir o elenco das duas gerações de X-Men. O reencontro dos 2 atores de Xavier, por exemplo, traz a cena mais constrangedora do filme. O momento anos 70 se desenvolve, enquanto o atual é mero trampolim, a fórmula não funciona bem enquanto Wolverine e os heróis rejuvenescidos tentam salvar os mutantes das poderosas sentinelas. Virou apenas mais um filme de heróis, com seus poderes, e uma abafada sensação de que o encontro de épocas poderia criar cenas épicas.

the-hobbit-the-desolation-of-smaug-smaugThe Hobbit: The Desolation of Smaug (2013 – EUA/NZL) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Nas trilogia, os filmes do meio, sempre parecem corpos estranhos, um tronco sem membros e cabeça. Afinal, funcionam mais como um rito de passagem entre aquele filme que apresentava a história e o que trará o desfecho. Esse segundo capítulo da saga de Bilbo (Martin Freeman) e a turma de Elfos, anões e Orcs, não é diferente. Contudo, há alguma vantagem dessa vez, este é bem melhor que o anterior (o que não quer dizer muita coisa).

Continua a sensação de sequencias esticadas, de pouquíssima história e muita aventura para cumprir a necessidade de transformar o livro (O Hobbit), numa nova trilogia. Peter Jackson faz esforços, mas é pouco material para trabalhar. Com isso, muita correria, muito hobbit desviando de dragão, muito mais do mesmo causador de desinteresse espontâneo. Uma trilogia que deveria ter sido um único filme.

THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEYThe Hobbit: An Unexpected Journey (2012 – EUA/NZL)

O ego de Peter Jackson, e dos produtores, é tão imenso que não conseguiram se contentar com dois, resolveram transformar em três filmes o livro de J. R. R. Tolkien. Aquela sensação de novela da Globo que está dando Ibope, o autor tem que esticar, a festa da linguiça. Não há história o bastante, pior, é a repetição da trilogia Senhor dos Anéis, só que com personagens menos marcantes/interessantes. Gandalf está lá, temos um novo hobbit, e um bando de anões querendo recuperar seu reino.

Jackson preenche as quase três horas com cenas de luta, repetitivas e, às vezes, desnecessárias, e diálogos tolos que deixam seu filme de fantasia com cara de produção da Disney. Não há mais que 4 sequencias importantes, e que tragam alento, personagens, algo além da básica história de valentões enfrentando inimigos e monstros até seu destino. Sensação de que com 1 hora, era possível contar toda essa saga, de forma bem mais enxuta.