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Stockholm Östra (2011 – SUE)

O melodrama romântico, do diretor estreante Simon Kaijser da Silva, bebe de outras histórias já contadas (inclusive em filmes nórdicos). Inusitadas atrações amorosas, traição, acidente, culpa, dor. O título faz referência a um restaurante, mas a história começa mesmo com um acidente fatal e a forma como os envolvidos seguem suas vidas. A musa do cultuado Alta Fidelidade aparece aqui envelhecida, Iben Hjejle surge como essa mulher ressentida pela dor, mergulhando numa relação extra-conjugal que pode ser paixão, muleta, ou apenas uma atração inexplicável.

Um amor inflamado e contido, se bem que não só seus personagens, o próprio filme faz o tipo contido, quieto. Mesmo com explosões de desejo, ou crises conjugais agressivas, o ritmo é quase sempre pacato, reservado, o amor recluso que pede desculpas por existir (sim, há agravantes nessa relação amorosa). E a mediocridade serena da história, causa aquela sensação de acompanhar mais uma história que pouco, ou nada, de relevante lhe trará.

altafidelidadeHigh Fidelity (2000 – RU/EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Praticamente a bandeira de uma geração. Tamanha representação vem do livro de Nick Hornby, a qual o filme de Stephen Frears foi baseado. A mistura dessa cultura pop com a rotina jovem, onde tudo se resume a músicas, ou cinema e demais referências. E os relacionamentos se criam por base nessas referências, e quem não compactua com essas experiências, quem parece não estar antenado nesse universo, acaba tratado como um extraterrestre cultural. São personagens de fácil identificação com parte do público, um deleite aos consumidores de cultura pop (principalmente britânica).

A trama em si não passa de um triângulo amoroso, que ocasiona numa crise existencial do eterno adolescente Rob Gordon (John Cusack). Ele é dono de uma loja de discos, e mora com sua namorada, a advogada Laura (Iben Hjejle). Os estranhos Barry (Jack Black) e Dick (Todd Louiso) trabalham com Rob na loja, que é especializada em discos antigos e tem um pequeno público cativo. De cara a narrativa começa quando Laura decide terminar tudo com Rob, pois está interessada no antigo vizinho, do andar de cima, Ian (Tim Robbins).

Sempre falando com a câmera de maneira natural, tonando assim o público cúmplice dos seus dramas e esquisitices, um amigo a quem ele pode analisar seus erros, falar de seus desejos e manias. Rob decide nos contar sobre os cinco melhores casos de sua vida, e procurar o motivo por nenhum deles ter dado certo, ao mesmo tempo que tenta reconquistar Laura (uma das grandes sacadas são as listas de top 5 para qualquer coisa, feitas a todos os momentos).

Dessa forma, o filme consegue resumir perfeitamente essa geração, embalando com excelente (e muito presente) trilha sonora esses dramas amorosos em tom bem humorado. Se não escada da fórmula de comédia romântica, o filme cativa por seus personagens vibrantes e charmosos, como o divertidíssimo de Jack Black, e por essa capacidade de tornar o pop quase o combustível de vida dessa geração. Um clássico cult.