Posts com Tag ‘Imogen Poots’

salaverdeGreen Room (2015 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Desde sua exibição em Cannes, o novo filme de Jeremy Saulnier parecia ganhar ares de novo cult. Banda de punk rock metida numa grandes enrascada, acaba presa numa sala verde. Violência, drogas, a luta pela sobrevivência. O cineasta americano cria um suspense com doses de crueldade vistas em muitos filmes de terror. Tenta se aproveitar do ambiente para criar o claustrofóbico e assim subverter a sensação de suspense.

É uma pena que não há previsão de lançamentos nos cinemas do Brasil, faria sucesso num circuito restrito. Assim como é uma pena que a escolha do elenco possa entregar quem ficará para o último arco da trama. Fora isso, Saulnier é bem competente em trabalhar com a história que vaga entre o bizarro e o natural, até porque nada daquilo parece completamente impossível, ainda mais por essa visão marginal que se tem do mundo punk. As artimanhas do roteiro visando trazer personalidade a cada personagem (a entrevista, e a volta dela num momento crítico da trama) servem como referências, mas também não resolvem a questão de uma naturalidade pouco sufocante, clima esse que a todo momento o filme tenta buscar.

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umamoracadaesquinaShe’s Funny That Way (2014 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A volta de Peter Bogdanovich vem com um sopro de despretensão. Repetindo fórmulas que Woody Allen tem usado à exaustão (nem sempre acertando), o veterano cineasta cria uma comédia de incorrigíveis. Repleta de tolices que unificam um pequeno grupo de personagens, em situações divertidas e improváveis. O mundo do teatro conectado a psicólogos, detetives, prostitutas e confusões tão óbvias quanto graciosas.

Do bondoso infiel à histérica psicóloga, o roteiro brinca com encontros, destinos e jogos de interesse, sempre com cunho amoroso, sem nunca perder o bom-humor. Bogdanovich brinca até nos enquandramentos e no estilo moderninho, sempre privilegiando o clima leve, o aspecto agradável. Ficamos com tão pouca opções com as comédias americanas dominadas por Judd Apatow, e sua turma, que esse levante despretensioso, embalado pelo jazz e pela histeria ingênua, soam como um bem-vindo afresco de tonalidades pueris. Um doce alívio entre tanto humor carregado de tom apelativo.