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Intermezzo (1936 – SUE) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

O filme original que levou Ingrid Bergman a Hollywood, três anos depois ela estaria nos EUA repetindo seu papel num remake. Um belo drama romântico clássico sobre a força de uma paixão entre um violinista (Gösta Edman) e uma professora de piano (Ingrid Bergman). O roteiro parece ser dividido em três partes iguais, de trinta minutos cada, sem que haja essa divisão explícita.

Primeiro a fase de se conhecerem, ele o mais famoso violinista de seu país, e ela dando aulas à filha dele. A paixão surge dos talentos dela ao piano. A segunda fase é a mais romântica, quando ele larga a família (o apego dele aos filhos é grande) e vivem a paixão avidamente. Para, no terço final, o relacionamento deles ser colocado em xeque, como se fosse apenas um Intermezzo.

A relação entre personagens é tão bonita, o diretor Gustaf Molander oferece candura, ao mesmo tempo que prepara a trama para finais inesperados e perturbadores. O cineasta sueco parece nos hipnotizar com tamanha proximidade a eles, para a seguir dar um golpe fatal no roteiro, ao mesmo tempo lindo e impactante.

Notorious (1946 – EUA)

Estou para ver um final de filme mais genial e lindo do que este, alias que história de amor Alfred Hitchcock os contou. De uma beleza imensurável, de uma entrega complete aos sentimentos, a pergunta é clichê mas quem não gostaria de viver um amor assim? E isso tudo sem perder o lado de suspense e trama de espionagem que tanto faz parte do universo hitchcockiano (e tem mais, todo passado no Rio de Janeiro). Uma mulher (Ingrid Bergman) é “chantageada” pelo serviço secreto Americano a se envolver com um nazista e delatar segredos, for a dos planos estava a paixão avassaladora entre ela o agente (Cary Grant) que lhe daria suporte na missão. Começa uma história de obrigações e ciúmes, o risco da missão torna-se duplo (espionagem e adultério), e o cineasta conduz toda a trama de forma sublime, elegante, e obviamente tensa. O olhar dos personagens reflete emoções, incertezas, expõe o amor. E a tensão chega ao limite no desfecho magistral, aquele descer de escadas e o clima criado para a situação talvez seja o ápice do que um desfecho possa representar.