Posts com Tag ‘J. J. Abrams’

alemdaescuridaostartrekStar Trek into Darkness (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Com a nova configuração do cinema e J.J. Abrams na direção, o melhor mesmo é esquecer da mitologia de Star Trek, da série de TV lá dos anos 60 (que depois também virou uma franquia no cinema). Os personagens são os mesmos, algumas características também, mas, definitivamente, foram atualizados ao público atual.Lá se foi o tempo em que ficávamos tensos com um leve balançar da Enterprise.  Dito isso, o novo Star Trek funciona como um filme-de-ação-de-tirar-o-folego.

Após o desastrado primeiro filme, Abrams se concentra nas aventuras intergalácticas, e, dessa forma, fica tudo muito mais crível. Mesmo que o filme comece num vulcão em plena erupção, passando pelos absurdos da nave espacial inimiga que não detecta nenhum invasor e ninguém aparece onde eles estão. Tentando esquecer estes e outros absurdos, o ritmo mais que acelerado e a quantidade de eventos não permitem a ninguém respirar, ou perder a atenção. Entretenimento puro, Chris Pine, Zachary Quinto e cia, em altíssimas doses de adrenalina, apenas ela, a questão da mão forte intervir onde não foi solicitado passa tão despercebido.

Super 8 (2011 – EUA)

Tenha em mente um filme que não possui nada de novo, uma coleção de colagens de filmes de sucesso de bilheteria, recheado de efeitos especiais impressionantes. O diretor J. J. Abrams (contando com a produção de Spielberg) realiza um trabalho de costureiro, remenda ideias, um artesão nato em aglutinar todos esses sucessos testados num novo exemplar, encorpado e cativante. Começamos com um típico filme adolescente dos anos oitenta, um grupo de amigos brincando escondido de fazer um filme de zumbis. No meio das filmagens se deparam com um estrondoso acidente de trem que desencadeia uma ação militar que causa tremor na pequena cidade.

Voce não está só numa mistura de Goonies com ET, temos os militares canastrões dos filmes do Rambo e Parque dos Dinossauros, até coisas recentes como Distrito 9 ou Harry Potter. Praticamente o blockbuster do blockbuster, sem grandes astros. Há, na verdade, uma grande divisão no filme, como se fosse água e vinho e nunca se misturassem. De um lado todo o mistério envolvindo o que realmente de tanto valor estava naquele trem (e nesse ponto temos todos os inverossímeis e terríveis exageros do cinema Americano como sobreviventes milagrosos, heroísmos imensuráveis e coisas do gênero). De outro, temos o núcleo dos adolescentes brincando de cineastas, pequenas paixões, o vislumbre das novidades, e algumas atuações notáveis (Elle Fanning dá um banho). Lembra John Hughes, e fascina quem sempre se divertiu com esses filmes de jovens aventureiros, de longe o melhor do filme. Nas mãos de Abrams essa mistura de ação de adulto e aventuras pueris funciona melhor do que a encomenda, e de quebra somos agraciados com o super 8 dos créditos finais realizado pelos “prodígios” (não vá embora sem assistir).