Posts com Tag ‘James Cromwell’

 

aesperadeummilagreThe Green Mile (1999 – EUA)  estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Outro livro de Stephen King adaptado aos cinemas, suas famigeradas tramas de suspense ficam de lado, mesmo que haja algo de sobrenatural, em detrimento ao melodrama puro, pragmático em temas cuja moral e os bons costumes são elevados a enésima potência. Humano, tem na bondade o alicerce para desenvolver temas como racismo, sentimentos puros, e a derrota da maldade e egoísmo frente o “bem” maior. Sim, é piegas ao extremo, mas o filme de Frank Darabont acerta em cheio a parte do público carente por questões universais e tão humanas.

O palco é uma penitenciária, e a narração, em flashback, feita por Paul Edgecomb (Tom Hanks), que bem velhinho já mora num asilo enquanto narra a incrível história que presenciou a uma amiga. Paul era o chefe da Milha Verde, setor de uma penitenciária onde ficavam os presos julgados, e condenados à cadeira elétrica. Paul sofria com suas infecções urinárias, até que um novo preso grandalhão chega, John Coffey (Michael Duncan) era acusado (injustamente) de estupro e assassinato de duas meninas brancas. Seu tamanho impõe respeita a todos, e a surpresa ficava ainda maior pelo grau de ternura e ingenuidade que conquistava a qualquer um. Com um dom sobrenatural, ele tinha o dom da cura, e num dos ataques infecciosos de Paul o detento oferece-lhe a cura.

A rotina da Milha era pacata, clima amistoso entre presos e agentes carcerários, exceto o agressivo e prepotente Percy Wetmore (Doug Hutchison). Até que começa a mudar com as visitas do ratinho Mr Jingles, que se torna bichinho de estimação de um detento. E também com as loucuras do perigoso bandido William “Wild Bill” Wharton (Sam Rockwell). Tanta passividade se torna uma panela de pressão prestes a explodir, e todos aqueles presos estão na reta final da cadeira elétrica.

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lacidadeproibidaLA Confidential (1997 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Encantador esse filme policial, à moda antiga, dirigido por Curtis Hanson. Seu resgate ao cinema noir, com roteiro brilhante (baseando em romance de James Ellroy) e elenco competente são a fórmula infalível para a trama ambientada na década de cinqüenta nos EUA. Com direito a corrupção da polícia, prostituição de luxo, contrabando de drogas e disputas de gângsteres.

Bud White (Russel Crowe) é o policial durão e truculento que coloca medo em todo mundo. O jovem, e ambicioso, Ed Exley (Guy Pearce) faz o estilo inteligente e que segue as leis à risca, mesmo que seja necessário dedurar  companheiros que não seguem as leis. Há ainda o policial popstar, Jack Vincennes (Kevin Spacey), que adora as manchetes de jornal e o jornalista Sid Hudgens (Danny DeVito) que vende a alma por um furo. Na noite de Natal, os policiais fazem uma festinha na delegacia, e após beber um pouco, decidem tirar satisfações com alguns presos suspeitos de terem agredido companheiros da corporação.

O resultado da bebedeira é um massacre aos presos, que acaba sendo flagrado pela imprensa. A noticia cai como uma bomba, a reviravolta no departamento é inevitável. Um dos bodes expiatórios é o parceiro de White, que dias depois morre numa chacina. Toda a força policia volta-se para o caso, que será liderado por Exley e White, e juntos ajudam a ruir um castelo de cartas de esquemas descobertos, policias corruptos desmascarados, forte esquema de prostituição (destaque para prostituta interpretada por Kim Bassinger, que se veste como Veronika Lake) e assassinatos para queima de testemunhas. Hanson é sagaz, e o roteiro também, em construir os protagonistas e coloca-los sob pressão, em obrigá-los a ir além de sua “ética” pelos fins necessários. Enquanto isso o filme hipnotiza com charme e elegância, seja pela direção de arte precisa, seja pelo clima esfumaçante entre tantas intrigas e reviravoltas, na cidade onde o glamour esconde as verdades podres.

 

cowboysdoespacoSpace Cowboys (2000 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Clint Eastwood dando seus pitacos na corrida espacial. Tudo começa em tom de comédia, de maneira descontraída, com a necessidade da NASA em contar com astronautas da década de sessenta. O início é excelente, mostrando o princípio dos estudos espaciais americanos, e da equipe Daedalus, a fotografia com tons azulados oferece um contraste interessante. Quarenta anos depois, a NASA precisa resgatar um satélite de comunicação russo que irá se chocar com a Terra, ou consertá-lo no espaço. O projeto é muito antigo, e os engenheiros de hoje não conseguem entender o sistema. O diretor da NASA, Bob Gerson (James Cromwell), é obrigado a procurar seu antigo desafeto, Frank Corvin (Clint Eastwood), que foi quem projetou o satélite (que teria sido roubado pela KGB).

Resumindo, o satélite não pode ser resgatado, e Corvin só aceita ajudar, se ele mesmo for ao espaço consertá-lo, juntamente com sua antiga equipe Daedalus, de astronautas sexagenários. A chantagem é aceita desde que todos passem nos testes físicos. Empecilhos inesperados e o clima de única chance de salvar o mundo, Clint se envereda pelo nacionalismo exacerbado, a arrogância do cinema americano de teimar em sempre ser a solução da humanidade. Há ainda o romance descabido, e aquele humor prazeroso ganha o amargo dos últimos 30 minutos dos veteranos heroicos protagonizando um western espacial. Ficando apenas as boas lembranças de Donald Sutherland roubando a cena.