Posts com Tag ‘James Franco’

The Disaster Artist (2017 – EUA) 

James Franco é uma figura frenética no mundo da arte, despontou no Homem-Aranha, mas desde então dirigiu muitos filmes, além de ser um costumeiro arroz-de-festa em eventos artísticos.Como cineasta, figura presente nos Festivais, ainda que seus filmes passem desapercebidos ou recebam críticas desagradáveis (até Faulkner ele já adaptou). Eis que seu novo filme não só participou da Competição em San Sebastian, como levou o prêmio de Melhor Filme.

E talvez seja seu trabalho mais sincero, aquele que combina com a persona de Franco. A biografia de Tommy Wiseau, um dos candidatos a pior cineasta da história do cinema. The Room é seu filme mais célebre, e com o tempo se tornou cultuado num nicho que se diverte com um cinema mais trash. Franco e seu irmão interpretando Wiseau e seu grande amigo, em todo o processo de tentar a carreira no cinema em Los Angeles. Não deixa de ser um Ed Wood, com um outro retratado. Por outro lado, além da sacada de trazer à tona esse sujeito tão “lunático”, pouco resta a não ser a imitação de alguém que já é uma caricatura ambulante. É divertido, mas é apenas uma cópia, uma simples repetição de gestos (e os créditos finais teimam em confirmar isso).

A126_C002_11159FPalo Alto (2013 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Lentamente vem surgindo um cinema, de cunho adolescente, que foge do deturpardo e extravagante que impactou plateias há alguns anos. São filmes que tentam captar a alma, a sensação de perdido no espaço e de exploradores do desconhecido, carregando sempre inseguranças, timidez, ou comportamentos esquizofrênicos de autopromoção em grupo.  Outro ponto interessante do filme é a presença de uma nova geração que almeja seguir passos da família no cinema, a necessidade de ocupar seu espaço pelo talento. Se a direção é de Gia Coppola (sobrinha de Sofia, neta de Francis), temos ainda sobrinha de Julia Roberts, filho de Val Kilmer, e ainda outros que fazem do elenco uma reunião de jovens de sobrenomes famosos.

E o filme anda por suas próprias pernas, a garota ainda virgem cujo professor de futebol (James Franco) dá em cima, as festas cheias de álcool, à beira da piscina, com joguinhos da verdade e libertações sexuais, a dupla de amigos que conversa como se estivessem brigando, num misto de cumplicidade e estranheza. É a nova juventude, próximos à tecnologia dos smartphones, mas que ainda desejam as mesmas coisas de sempre (sexo, diversão, se inserir em grupos, respeito). Gia Coppola é sensível, discreta, dá impressão de que o filme funciona melhor quanto mais jovem for a plateia. Terminar histórias que sáo apenas fluxos de tempo, que não almejam nada além de um cotidiano, são um desafio, e o desfecho é o ponto mais fraco. Porém, nada que aquela teia de relações já não tenha deixado elementos sólidos capazes de captar a essência dessa juventude.

TheIcemanThe Iceman (2012 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

A história verídica de Richard Kuklinski (Michael Shannon), um assassino de aluguel trabalhando para máfia. O filme dirigido por Ariel Vromen, e com a presença de um elenco repleto de nomes de peso, nunca consegue sair do lugar-comum de filmes de mafiosos frios, que mantêm sua “profissão” às escondidas da família.

Vromen aposta na interpretação de Michael Shannon e na constante repetição de diferentes tipos de morte. A impossibilidade de sair da inércia na direção condena o filme a uma charmosa reconstituição das décadas entre 60 e 80, e a frieza que tornou Kuklinski notório, um assassino de centenas de encomendas.

OzMágicoePoderosoOz: The Great and Powerful (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Chamar um filme de honesto é quase dizer que não te irrita, mas que não é grande coisa. Porém, nesses tempos em que todos os personagens da infância estão se tornando guerreiros brutamontes (desde Sherlock Holmes a João & Maria), o reencontro com o Mundo de Oz, é quase um alívio.

James Franco é o mágico farsante e mulherengo, em interpretação que mais parece Jim Carrey de tão caricata. Até a transposição do “nosso mundo” para Oz, o filme é em preto e branco até que Sam Raimi crie um visual colorido lindo (já visto em outros filmes), além de costurar bem o 3D, e dar espaço aos personagens coadjuvantes.

E o mais difícil, mantém a magia do caminho dos tijolinhos dourados (sem poder fazer referências claras à história clássica do Mágico de Oz, coisas de contratos). Entre bruxas boas e más, temos Michelle Williams, Rachel Weisz e Mila Kunis, e um universo a que estamos familiarizados muito bem. Raimi não faz grande filme, mas costura para que o todo não cause estranhamento, e isso, como disse, é um alívio.

Rise of the Planet of the Apes (2011 – EUA)

Daqueles filmes para Andy Serkis brilhar, o resto fica para segundo plano. Serkis é aquele ator que fez o Gollum na saga Senhor dos Anéis e segue emprestando seu corpo e movimentos para macacos e outros personagens remodelados via computador. Aqui, novamente, ele faz o macaco. A mão do cineasta Rupert Wyatt não aparece em lugar nenhum, qualquer outro diretor faria o mesmo filme, aliás precisava de diretor?

A história é aquele enorme clichê (ok é um remake) envolvendo o laboratório de pesquisas, o cientista obcecado (James Franco, caricato, canastrão), o acidente que acaba encoberto, a “anomalia” tratada com carinho no recanto do lar. Se a questão do instinto animal prevalecer, é, de longe, o ponto alto do filme. Os clichês de personagens e as atuações sofríveis (incluindo Freida Pinto) tiram brilho da macacada e dos efeitos especiais ultra elaborados que a cada dia mais pretendem tomar espaço dos atores.

 

127 Horas

Publicado: dezembro 19, 2010 em Uncategorized
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127 Hours (2010 – EUA)
 
 
A primeira pergunta que Danny Boyle deve ter-se feito ao optar em trazer ao cinema a história de Aron Ralston (James Franco) era como tornar dinâmica uma narrativa de um homem com sua mão presa a uma pedra enorme por cinco dias. Um lugar inabitado, onde o sol bate por menos de 1 hora ao dia, e esperar socorro é como encontrar uma agulha num palheiro. Aron e seu drama dividem a tela com sua mochila, sua câmera, sua corda, e demais apetrechos de aventuras de quem sai escalando por aí. Boyle optou pelo pop, câmera em angulos arrojados (muitas vezes torta, meio de lado), cortes rápidos, muito rock animado, tomadas e mais tomadas dos desfiladeiros. E trazer elementos de fora desse quadro estático, algum bom-humor como quem ri da própria desgraça, lembranças da ex-namorada, algo da relação com os pais. Aron fica ali, preso, quase sem esperança, clamando por um milagre enquanto distrai-se com o que sua mente lhe traz, com autocriticas e tudo que Boyle possa encontrar para não deixar aquele drama monótono. Como ele vai sair dalí (se é que vai sair) passa a ser não só uma pergunta do público, como uma necessidade agonizante nos minutos finais, e se pensarmos que James Franco praticamente não divide a tela com ninguém durante o filme todo, filmando num pequeno cubículo, a parceria Boyle-Franco pode se dizer que foi bem sucedida.

Homem-Aranha 3

Publicado: março 26, 2008 em Cinema
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Spider-Man 3 (2007 – EUA) 

As comparações com os dois filmes anteriores são complicadas a esse terceiro capítulo da trilogia do Homem-Aranha. As edições anteriores primavam por um despojado e afável desenlace de um romance, marcado pela disputa de dois amigos pelo coração de uma encantadora Mary Jane. Fora isso, as seqüencias vibrantes de ação, e toda a mitologia de Peter Parker, completavam o caldo de sucesso. Mas, era a competência no aprofundamento de cada um dos personagens, não só na questão envolvendo Mary Jane e os rapazes, que diferenciava os filmes de Sam Raimi dos demais filmes do gênero. Dessa vez, o enfadonho ocupa espaços, e as lembranças, a cada dia que passam tornam-se ainda piores, porque os personagens perdem-se na altura da fase adulta em situações e vai-e-vens que desperdiçam o encanto conquistado anteriormente. Restam sim, cenas empolgantes do Aranha em ação, especialmente uma caçada entre espaços estreitos entre os prédios. Porém, com o melhor de seu conteúdo renegado a disputinhas de ego, entre aprendizes de fotógrafos, e bobagens insensíveis de Parker no quesito amor, fica difícil esperar por algo que faça uma nova aventura recuperar a magia.