Posts com Tag ‘James Gandolfini’

ohomemdamafiaKilling Them Softly (2012 – EUA) 

O falatório e as quase crises existenciais dos gangsteres, alinhadas com a crise financeira nos EUA em 2008, e a mudança da presidência de Bush para Obama, não funcionam como argumento miseravelmente cativante no filme dirigido por Andrew Dominik. As conversas moles, a falta de punch nas cenas, e essa relação máfia x governo, não conseguem defender o que o filme essencialmente é: um bandido buscando os bandidos que roubaram outros bandidos.

É bem por aí, um assalto a um jogo de pôquer que estava sendo patrocinado pela máfia. Vem Brad Pitt descobrir quem foram os assaltantes. Fora isso, muita conversa fora e quase nenhuma ação. Dominik tenta filmar com pose, inventar conexões onde não há, e brincar de metáfora com a situação financeira americana.

O Homem Que Não Estava LáThe Man Who Wasn’t There (2001 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A atmosfera noir adaptada a estrutura narrativo-contemporânea dos irmãos Coen parece a conjunção perfeita para retomar o extinto gênero que marcou a década de quarenta. A belíssima fotografia em preto e branco corrobora de forma espetacular para essa mutação. É o próprio protagonista quem narra, em off, a história. Ele é Ed Crane (Billy Bob Thornton), apenas um pacato e quieto barbeiro, casado com a contadora (Frances McDormand) de uma loja de departamento. Ela, supostamente, vive um caso com o chefe (James Gandolfini).

O barbeiro vê uma chance de investimento e chantageia o chefe da esposa. Desencadeia uma série de acontecimentos negativos (algumas mortes), movimento típico dos filmes dos Coen, onde o idealizador perde completamente o controle da situação. Advogados, tribunal, a culpa que ele tenta aliviar transferindo algum apoio a filha de um amigo que toca piano (Scarlett Johansson).

A trama bebe do clima noir, mas troca o mistério por pequenos elementos sobrenaturais e uma tortuosa forma de fazer justiça. As soluções não soam como as melhores possíveis, porém Billy Bob Thornton e os Coen conduzem tudo com um tempo tão precisoso em cada cena que menos importante se torna o fim, o prazer está em apenas seguir a trama deixando ser conduzido por ela.