Posts com Tag ‘James Marsh’

atravessiaThe Walk (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A façanha de Philippe Petit já havia chegado ao cinema através do documentário O Equilibrista, vencedor do Oscar desse gênero. Dirigido por James Marsh, e muito rico em imagens de arquivo, da vida e das façanhas, do maluco equilibrista francês que ousou cruzar as torres gêmeas do World Trade Center pisando num cabo de aço. E o segredo do documentário é de se estabelecer por meio dos depoimentos do personagem e de todos que colaboraram nessa e nas demais peripécias (como cruzar a Notre Dame também).

Agora foi a vez de Robert Zemeckis abordar a mesma história, através da ficção. Joseph Gordon-Levitt se esforça no sotaque de um francês falando em inglês, e no tom da voz de Petit, enquanto o filme parte desde a infância desse equilibrista incorrigível até os minuciosos detalhes para invadir as torres em construção, às escondidas, com todo o equipamento necessário para realizar a proeza.

Apoiado pela narração em off em tom de conto infantil, e cheio de trilha sonora de superação, Zemeckis assemelha muito de seu filme no documentário, aproveitando-se da tecnologia 3D para dar dimensão da altura (além dos 110 andares) e da maluquice. E essas cenas são impressionantes. No saldo, a ficção de Zemeckis se repete ao documentário, sem que consiga superá-lo, sendo mais importante como a possibilidade de alcançar um público maior pelo apelo comercial de marketing e estrelas.

ateoriadetudoThe Theory of Everything (2014 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Um dos mais cotados postulantes ao Oscar 2015, a nova cinebiografia do físico Stephen Hawking (Eddie Redmayne) busca os limites do piegas melodramático. Lembra muito Uma Mente Brilhante, mas desce ainda mais profundamente em todos os elementos capazes de traumatizar as lágrimas de um público que esteja ávido por isso.

O roteiro é baseado no livro escrito pela primeira esposa, Jane Hawking (Felicity Jones), e há muito dela no filme, ela praticamente rivaliza o protagonismo de Hawking na história. Porém, o que sua personagem tem a oferecer? Uma mãe dedicada, uma esposa que encara de frente as lamentações físicas do marido gênio? Pouco que acrescente realmente há história de Hawking. O fraco telefilme da BBC não dá toda essa importância, consegue focalizar melhor as idéias e trabalhos de Hawking, o cineasta James Marsh prefere o romantismo, por isso surge com força a presença de Jonathan (Charlie Cox), outro que nada oferece a persona de Hawking.

Restam dramas, cujos atores principais não conseguem ir muito longe em suas atuações, e falta a figura de Hawking, o tamanho de sua importância para o mundo da física. Não basta colocar um plano com a capa dos livros sendo vendidos nas livrarias, claro que dosar o tom das conversas científicas é algo delicado, praticamente bani-las já é uma amputação da própria paixão do cinebiografado, de demonstrar quem ele realmente é.