Posts com Tag ‘James McAvoy’

doisladosdoamorThe Disappearance of Eleanor Rigby: Them (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A ideia, e realização inicial, partem da música dos Beatles (Eleanor Rigby), e do anseio de tratar diferentes pontos de vista de uma mesma história. O diretor lançou a versão “Him” e “Her”, que juntas passam das 3h de duração. Mas lá vieram os Weinstein fazendo Ned Benson remontar, unir as duas versões num único filme “Them”, de apenas 2h, aglutinando as duas versões. Dessa forma, surge um filme convencional, sobre uma crise conjugal, após uma tragédia, que abala marido (James McAvoy) e esposa (Jessica Chastain) em distinta intensidade.

Fica a curiosidade do quanto Benson pôde explorar, de cada um deles, nos filme isolados – e parece impossível não ter essa sensação. Triste, emotivo, simples (como a vida é), Benson trata das feridas do casal, enquanto explora a relação individual deles com a sociedade (ela com a família, ele com o trabalho e com o pai) e o próprio desgaste que causa o afastamento, o desconsolo, as atitudes desequilibradas. O diretor prega a máxima de que o caminho da reconstrução parte do alicerce, do tripé família x amor x trabalho. O tripé desbalanceado causa desestrutura, a busca por recomeços, necessidade de novas perspectivas. Na versão que chega ao cinema temos, exclusivamente, um filme sobre depressão, e a reconstrução a partir dela, com todo o peso do amor envolvido (que pode afastar ou reaproximar).

 

X_Men_Days_Future_PastX-men: Days of Future Past (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O filme anterior preparava o caminho e este tem o enredo necessário para o reboot da franquia, e com isso a garantia de mais alguns filmes e muita bilheteria. Porém, se aquele vinha carregado de uma jovialidade oriunda dos jovens mutantes se descobrindo, e se unindo. O novo filme, com o retorno na direção de Bryan Singer, vem com o peso de um Os Vingadores (sem o humor, aquela farofa toda).

Os X-Men sempre carregaram o peso de um teor político, o embate entre mutantes e humanos. Professor Xavier (James McAvoy ou Patrick Stewart) pregando a paz e vida harmônica na Terra, enquanto Magneto (Michael Fassbender ou Ian McKelen) a luta. Recorrer a história HQ que traz viagem no tempo, leva Wolverine (Hugh Jackman) aos anos setenta. Singer é cuidado em ambientar a história do tempo, e esse cuidado são os méritos mais interessantes.

Além do cuidado técnico, o que se vê em cena é a perda das principais qualidades do filme anterior, o peso do drama cede espaço a um tom carregado, personagens desperdiçados dentro de um quarto, e o desperdício de reunir o elenco das duas gerações de X-Men. O reencontro dos 2 atores de Xavier, por exemplo, traz a cena mais constrangedora do filme. O momento anos 70 se desenvolve, enquanto o atual é mero trampolim, a fórmula não funciona bem enquanto Wolverine e os heróis rejuvenescidos tentam salvar os mutantes das poderosas sentinelas. Virou apenas mais um filme de heróis, com seus poderes, e uma abafada sensação de que o encontro de épocas poderia criar cenas épicas.

x-menfirstclassX-Men: First Class (2011 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

É muito competente esse prequel dirigido por Matthew Vaughn, quase tão bom quanto o melhor filme da franquia (X-Men 2). Ele consegue resgatar o início dos personagens, e não só explicar o que todos queriam saber (a rixa Magneto e Xavier, o porquê ele foi parar na cadeira de rodas), mas também definir o ponto de ruptura entre Mutantes e Humanos.

Tudo isso de forma intensa, com boas doses de humor, conflitos próprios entre cada personagem e atuações destacadas de praticamente todo o elenco (principalmente Michael Fassbender e James McAvoy, e também o vilão de Kevin Bacon). E ainda contextos históricos coerentes (Campo de Concentração Nazista, a crise dos misseis em Cuba). Praticamente um anti-farofa dos Vingadores, partindo de princípios parecidos, mas com muito mais história para contar.

Still from the trailer for Danny Boyle's TranceTrance (2013 – ING) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

As manias de Danny Boyle estão espalhadas por todos os lados, desde os cortes de camera rápidos (melhor estilo videoclipe), passando pela trilha sonora acelerada e outros maneirimos visuais que deixam tudo forçadamente cool. Boyle quer ser grande, o diretor deve ter visto A Origem (Inception) e pensado que também poderia fazer um filme com roteiro cheio de reviravoltas e grandiosidade.

E ele tentou, e não deu certo. Abusando da psicanálise e da hipnose, e deixando os segredinhos para o fim, Boyle tenta realizar um filme de ego inflado. O ponto que pretendia ser chave, o roteiro, é o mais problemático de tudo. Enquanto James McAvoy, Rosario Dawson e Vincent Cassel se esforçam em tornar crível aqueles absurdos, você vai se ajeitando na poltrona e esperando que aquilo tudo acabe logo, ou que pelo menos alguém imponha limites às possibilidades da hipnose que Boyle e sua turma de roteiristas resolveram criar.