Posts com Tag ‘Jamie Bell’

Billy Elliot

Publicado: fevereiro 14, 2015 em Cinema
Tags:, ,

Billy ElliotBilly Elliot (2000 – ING) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Voltar ao filme de estreia de Stephen Daldry, que rapidamente o colocou como um nome “oscarizável” em Hollywood, após tantos anos e de ter assistido ao musical, chega a ser cruel com o filme. A possibilidade de notar tantas fragilidades, desde o orçamento reduzido que encontra em soluções honestas (e pobrezinhas) alguns caminhos, até a total necessidade de concentrar, única e exclusivamente, o filme no garoto prodígio (Jamie Bell) destacando, assim, uma incapacidade de desenvolver os demais coadjuvantes.

Panos de fundo sem aprofundamento algum, principalmente a questão da greve dos mineiros, na década de 80, Daldry praticamente faz uma adaptação do mundo Disney na Inglaterra oitentista. O garoto sofre, confronta a família, mas é tudo amansado pelo conto de fadas. A relação com a professora (Julie Walters), o despertar da sexualidade, é tudo tão superficial quanto as sequencias pelo bairro de periferia de casas de tijolinho.

A história do garoto que treinava boxe, mas se encanta pelo ballet, enquanto pai e irmão durões lideram uma greve (no Governo Tatcher) que se estende por meses, é encantadora pela magia com que Jamie Bell sai dançando pelas ruas, por como Daldry conduz a história como numa transição de drama a musical, trazendo leveza e encantamento aos carregados sotaques britânicos.

expressdodoamanhaSnowpiercer (2013 – COR/EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Pense no futuro a Arca de Noé, e a substitua por um trem. Nele espaço e tecnologia para manter vivos todos os sobreviventes (humanos, animais e plantas) de um fenômeno que congelou toda o planeta Terra. Coprodução entre sul-coreanos e americanos, sob direção de Bong Joon-ho, é mais um filme de ação apocalíptico. Com heróis desbravadores (Chris Evans, Octaviana Spencer, John Hurt e Jamie Bell), lutando contra a terrível minoria que controla o trem (Tilda Swinton, Ed Harris).

Influencias de campos de concentração nazistas não devem ser tratadas como mera coincidência. Joon-ho não consegue ir muito além de sua proposta, cria suas próprias regras para manter vivos os personagens que interessam ao roteiro, enquanto a locomotiva cruza o planeta congelado. Vilões canastrões, lutas inimagináveis, tudo dentro dos espaços pequenos de vagões, sejam eles ecossistemas completos ou a represetanção de aquários fabulosos. Muita ideia para pouco resultado prático.

contracorrenteUndertow (2004 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Com apenas três filmes, David Gordon Green desenvolveu uma obra consistente sobre o sul dos EUA, fugindo das metrópoles para estabelecer suas histórias nos rincões, nas regiões rurais, naquelas localidades onde as novidades tardam a chegar. Lugares onde o ritmo de vida é bem menos afetados pela velocidade das grandes cidades. O discípulo de Terrence Malick mostra esse Estados Unidos que cheira a barro, que sente o suor longe de Manhattan, que guarda o mais conservador da tradição dessa nação.

O filme é sobre temas universais, relações familiares, ou, mais precisamente, disputa entre irmãos e relação pai x filho. Segredos do passado, rusgas mal resolvidas, tudo vem à tona quando o viuvo (Dermot Mulroney) pede que seu irmão (Josh Lucas), recém saido da prisão, o ajude a cuidar dos filhos (Jamie Bell e Devon Alan). É um negocio arriscado, feridas do passado ainda não foram curadas, e surgir a faísca é apenas questão de tempo. Gordon Green foge do thriller (por mais que haja uma caçada em tom de road movie) para um gênero próprio e inclassificável, numa familia de culpados e homens com disturbios morais, resta a duas crianças desbravar o desconhecido numa luta pela sobrevivência.