Posts com Tag ‘Jean-François Richet’

herancadesangue

Blood Father (2016 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Filme de encerramento do último Festival de Cannes, é mais uma fita de ação tentando resgatar a carreira de um astro do gênero, nos anos 80-90, cuja carreira beira o ostracismo. Mel Gibson segue a linha dos atores que voltam no tempo, ao invés de tentar construir algo olhando para frente. Na direção, o francês Jean-François Richet, que tenta emplacar seu nome no cinema americano, após o sucesso francês Inimigo Público número 1.

Aqui, a filha de Gibson (que vive num trailer, no deserto da Califórnia, fazendo tatuagens após sair da cadeia), é jurada de morte por uma gangue de traficantes. Em diante, jás pode imaginar os caminhos do roteiro, aliás adaptação do romance escrito por Peter Craig. Em resumo, é um filme que tenta resgatar o cinema de ação oitentista, sob todos seus aspectos, mas não consegue ir além do genérico.

inimigopublicon1Mesrine: L’Instinct de Mort (2008 – FRA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A figura de Jacques Mesrine (Vincent Cassel) é extremamente cinematográfica, no sentido showman da coisa. Um bandido desmiolado capaz de atitudes mirabolantes, como a fuga, e posteriormente auxílio para a fuga de outros que com ele estavam presos num presídio de segurança máxima no Canadá (só em dois num carro e como único plano sair atirando para todos os lados), já é argumento para um filme de ação. Nas mãos de Jean-Fraçois Richet (e sua passagem pelo cinema de ação hollywoodiano) o filme perde os laços com o cinema europeu para flertar um pouco com o que estamos acostumados no mainstream, se bem que há um ar, um toque de Richet, principalmente na montagem rápida, nos cortes secos e no estilo “moderninho” de filmar.

A primeira parte da saga de Mesrine narra o início de sua vida no crime, sua relação com o chefão da máfia Guido (Gerard Depardieu), dois grandes amores à espanhola, Sofia (Elena Anaya) e Jeanne Schneider (Cécile de France), que trabalhando em dupla ganharam o apelido de Bonnie & Clyde. Richet recorre a participação de Mesrine na Guerra da Argélia (no fim da década de 50) numa forma de justificar a opção de Mesrine pelo mundo do crime, ao tomar partido escancara essa adoração por parte dos franceses a uma figura truculenta, violenta, e faz do seu filme um grande entretenimento com um personagem desajustado. É válida toda a seqüência inicial que deixa no ar uma armadilha para matar Mesrine, a seqüência se impõe com estilo, mas não chega ao impacto esperado (torna-se diapasão do próprio filme).