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FIRM, THE, Wilford Brimley, Tom Cruise, 1993

The Firm (1993 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Houve uma época de uma febre de filmes baseados nos livros de suspense policial, envolvendo advogados e júris, do escritor John Grisham. Sob a direção de Sydney Pollack, o best-seller sobre ética profissional não passa de um típico produto do cinema de Hollywood da década de 90, quando este tipo de suspense criou astros e marcou grandes bilheterias. A previsibilidade do roteiro, desfechso mirabolantes, sempre conectados com narrativas de prender a atenção marcaram o gênero na época e Pollack não conseguiu desvencilhar-se desse movimento.

Quando dois advogados morrem, misteriosamente, em um acidente com um barco em Cayman, é que o promissor récem-formado advogado, Mitch McDeere (Tom Cruise), descobre as verdadeiras facetas da firma (câmeras os observando, telefones grampeados, chantagem) que parecia preocupar-se tanto com o bem estar de seus funcionário, pregando a estabilidade, apoiando os casais a terem filhos, e mantendo a inabalável estatística de nenhum funcionário divorciado.

O FBI investigando os donos da firma, acusados de lavagem de dinheiro. Mitch é forçado a roubar provas, em troca de sua proteção, e da liberação de seu irmão que está preso por homicídio. Entra em cena a discussão da ética, do juramento de advogado, frente a própria sobrevivência. A dúvida ética é logo substituída pelo thriller de ação e perseguição, tão presentes nos livros de Grisham.

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decasocomoacasoSliding Doors (1998 – EUA/ING) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Muitas pessoas prendem-se nas suposições do, e se acontecesse isso, ao invés daquilo. E se eu escolhesse a opção A, diante da possibilidade de B. Decisões tomadas em momentos cruciais, que trariam destinos diferentes. O filme dirigido por Peter Howitt faz essa brincadeira, um simples atrasar pela manha e duas narrativas com caminhos diferentes após o metrô perdido. Helen (Gwyneth Paltrow) é nossa personagem-chave, ela quem sai atrasada de casa e numa das histórias consegue entrar no metrô, na outra não. Assim conhece o simpático James (John Hannah) e flagra o namorado (John Lynch) com a amante (Jeanne Tripplehorn). Na outra história, segue submissa e dependente do namorado que segue a enganando. O roteiro tenta provar que os destinos não mudam muito, seriam pequenas distorções que podem ser corrigidas mais adiantes. O simples fato de pegar, ou não, o metro, transforma Helen numa mulher diferente, seja no comportamento, seja no controle de suas oportunidades. É uma escolha pragmática, de um filme carente do excesso de clichês.