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Extremely Cloud & Incredible Close (2011 – EUA)

Por que alguns filmes são extremamente melodramáticos e voce detesta, e outros voce gosta? Qual é o segredo, dentro desse universo sentimentalóide, que diverge ao ponto de causar satisfação ou ódio eterno. Afinal, a trilha sonora está lá para intensificar o drama, as emoções são lançadas à-flor-da-pele, a sensação de que o mundo parou para assistir aquele momento inigualável, e voce simplesmente acha aquilo um porre, ou vê lágrimas surgirem em seu rosto. Quem terá explicação para este dilema? Eu, essencialmente, detesto melodrama, posso sentir o açucar escorrer pelos cantos da tela. E por que, mesmo sentindo os momentos melodramáticos, me vi, literalmente, dentro do drama desse garoto e me emocionando com tudo aquilo? Não sei, mas o cineasta Stephen Daldry tem alguma coisa que me mantém conectado.

 Seu quarto filme, todos emplacando indicações ao Oscar. E, ele é um contador de histórias, seus filmes não possuem nada de “autoral”, são adaptações eficientes de livros, sempre causando comoção, sempre expondo o intrínseco de seus personagens. Aqui temos um garoto (o excelente Thomas Horn) lidando com a morte do pai (Tom Hanks) no World Trade Center. Daldry, busca total aprofundamento das características do garoto, sua inquietação, a criatividade, persistencia e dificil relação social. Obcecado pelo pai, sai numa busca desenfreada pela fechadura de uma chave (que ele encontrou nas coisas dele, num armário). Essa busca de uma agulha num palheiro, invade casas de desconhecidos para trazer um pouco da relação da cidade com as “vítimas” do atentado de 11 de Setembro.

Max Von Sydow, aparece na segunda metade, e ajuda esse garoto na busca incessante, seu velhinho misterioso (que perdeu a fala) traz nova luz ao filme, e na grande cena o garoto “alucinadamente” descreve sua saga até aquele ponto, é de tirar o folego. É claro, que todos os elementos, convergem para os momentos de melodrama elevados à enésima potência, basta voce ter comprado o drama daquele garoto, ou achar aquilo tudo um porre. O segredo de Daldry talvez seja esse, aos que ele consegue aproximar dos seus personagens, fará emocionar em um momento ou outro. Afinal, o problema desse garoto não é o Terrorismo, mas, simplesmente, a perda do pai.