Posts com Tag ‘Jennifer Aniston’

umamoracadaesquinaShe’s Funny That Way (2014 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A volta de Peter Bogdanovich vem com um sopro de despretensão. Repetindo fórmulas que Woody Allen tem usado à exaustão (nem sempre acertando), o veterano cineasta cria uma comédia de incorrigíveis. Repleta de tolices que unificam um pequeno grupo de personagens, em situações divertidas e improváveis. O mundo do teatro conectado a psicólogos, detetives, prostitutas e confusões tão óbvias quanto graciosas.

Do bondoso infiel à histérica psicóloga, o roteiro brinca com encontros, destinos e jogos de interesse, sempre com cunho amoroso, sem nunca perder o bom-humor. Bogdanovich brinca até nos enquandramentos e no estilo moderninho, sempre privilegiando o clima leve, o aspecto agradável. Ficamos com tão pouca opções com as comédias americanas dominadas por Judd Apatow, e sua turma, que esse levante despretensioso, embalado pelo jazz e pela histeria ingênua, soam como um bem-vindo afresco de tonalidades pueris. Um doce alívio entre tanto humor carregado de tom apelativo.

elenaoestataoafimdevcHe’s Just Not That Into You (2009 – EUA/ALE) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Um grande filme de autoajuda para mulheres românticas, sensíveis, desesperadas por um namorado, e “cansadas” de serem mal-tratadas e desprezados por homens que não (ou pouco) se interessaram por elas. Também um filme sobre relacionamentos em dificuldade, sobre casamento e a mística que o envolve, sobre o desgaste da relação. Quer dizer, um senão de temas, em histórias interligadas, e desconexas, dentro de seu contexto.

Ken Kwapis brinca com as relações na sociedade moderna. Mulheres que se dedicaram mais a carreira do que a seus casamentos. Homens exemplares no âmbito do relacionamento, só que tem ojeriza ao matrimônio. Mulheres usando homens como estepe, válvula de escape quando sozinhas ou desamparados. E também um barman guru do amor, oferecendo seus conselhos a uma mulher desesperada para desencalhar.

Há ainda outras vertentes dessas histórias, e Kwapis almeja soar interessante com seus argumentos e as estrelas que desfilam sob sua direção. Pena que o ego de seu filme exija esse rótulo de manual para que as mulheres percebam suas “falhas”, seus comportamentos repetitivos e evasivos. Resumindo, o filme julga e rotula abusando de estereótipos e clichês, que apenas naufragam suas intenções.

Claro que dentro de toda essa embromação desempolgante, vamos nos divertir com Mary (Drew Barrymore) sofrendo com as paqueras tecnológicas, com o affair atraente de Ana (Scarlet Johansson) e Ben (Bradley Cooper), pelo desespero destemperado de Gigi (Ginnifer Goodwin) na espera por um telefonema, e iremos nos enxergar em algumas situações, apontar nossos pares e amigos, e as mulheres sonharem a perfeição em forma de cônjuge que é Neil (Ben Affleck).